Mais uma vez: nenhuma questão anulada no Exame da OAB!

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Já trancou o disco: nenhuma questão foi anulada no XXº Exame da OAB.

De acordo com as estatísticas nas 20 primeiras edições, sendo que a 1ª foi realizada pelo CESPE e todas as outras 19 pela FGV, quase a METADE não teve qualquer questão anulada. Veja o histórico:

  • Iº EXAME UNIFICADO = 5 QUESTÕES (CESPE)
  • IIº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • IIIº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • IVº EXAME UNIFICADO = 3 QUESTÕES
  • Vº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • VIº EXAME UNIFICADO = 2 QUESTÕES
  • VIIº EXAME UNIFICADO = 4 QUESTÕES [*]
  • VIIIº EXAME UNIFICADO = SEM ANULAÇÕES
  • IXº EXAME UNIFICADO = 3 QUESTÕES
  • Xº EXAME UNIFICADO = SEM ANULAÇÕES
  • XIº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • XIIº + XIIIº + XIVº EXAMES UNIFICADOS = SEM ANULAÇÕES
  • XVº EXAME UNIFICADO = 2 QUESTÕES
  • XVIº EXAME UNIFICADO = SEM ANULAÇÕES
  • XVIIº EXAME UNIFICADO = 2 QUESTÕES
  • XVIIIº + XIXº + XXº EXAMES UNIFICADOS = SEM ANULAÇÕES

Algum “gaiato” vai perguntar: 3 exames consecutivos sem anular questões dá para pedir música no Fantástico? Pois é, quem sabe uma “marcha fúnebre”, porque não é possível que nós aceitamos um atestado do que a prova é PERFEITA. Veja bem, quando não se anula se passa a ideia de que a prova foi perfeita, sem erros.

Questões anuladas

Destaco com [*] o VIIº EXAME UNIFICADO porque foi a prova que repetiu 4 questões de outras provas, feito que nasceu aqui no blog, onde identificamos 3 questões repetidas em TRIBUTÁRIO com colaboração de nossos leitores. Não lembra deste fato? Realmente foi uma BOMBA dentro da FGV e nas relações com a OAB. Foi o Exame com maior número de anulações da FGV. Confira nestes links esta história e porque ela pode acontecer novamente:

BOMBA! Questão de Exame REPETIDA!!

NOVA BOMBA: outra questão repetida!!!

Trilogia: Questões Repetidas da OAB

O triste nesta história é que poucos veículos citaram como fonte o nosso blog, exceto o blog do Portal Exame de Ordem do Maurício [clique aqui] e o guru dos concurseiros, William Douglas que divulgou nas suas redes sociais o nosso trabalho e com grande repercussão.

Como se percebe, quanto maior o número de questões anuladas, menos exames se tem para contar. Assim, de forma disparada, “SEM ANULAÇÕES” está muito à frente do que o restante, dominando o cenário. Pois veja, de 20 Exames Unificados, 9 Exames ficaram sem nenhuma questão anulada, quase a metade das provas passou incólume de revisões.

O pior de tudo é que muitas questões são discutíveis, inclusive, com erros que não poderiam passar numa avaliação mais criteriosa da banca. Concordo que há injustiças e milhares de examinandos são prejudicados. Discutir na Justiça? Sem sucesso, por isso, que as bancas de concursos não dão a mínima para os recursos.

Concordo também que a banca FGV está trabalhando para evoluir e deixar uma prova quase que perfeita, mas precisa reconhecer o mínimo de erros que aos olhos de poucos não são visíveis, só que aos olhos de milhares e milhares de alunos irão testar se a fórmula foi eficaz. Também, quando aparece para o mundo, todos nós, professores, e muitos juristas, já apontam falhas. Mesmo assim, somos ignorados.

C’est la vie. O negócio é fazer uma prova para não depender do humor da banca.

CESPE como nova organizadora do Exame da OAB?

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cespe

Em novembro do ano passado, publiquei um texto cujo título era “Exame da OAB: a possibilidade de uma nova banca em 2016“. Como surgiu o assunto e que gerou repercussão após a sua publicação? É que estávamos em pleno período eleitoral da OAB e sabia que a FGV estaria para realizar um contrato emergencial para mantê-la como banca organizadora até os resultados da eleição.  Seria muito ruim para OAB mudar de banca em plena sucessão eleitoral, portanto, como o contrato estava para acabar, foi a saída momentânea para este problema.

Quase 10 meses depois, eleitos os conselhos e presidente da OAB nacional, ainda a FGV está cuidando dos exames, mas como se sabe, não há um contrato definitivo sobre a manutenção da organização do certame, um dos maiores do país em envolvimento de inscritos, cerca de 140 mil para cada exame e distribuído em duas provas.

De acordo com a própria FGV, o Exame de Ordem está em 168 cidades espalhadas pelo país em, pelo menos, três oportunidades por ano. Ou seja, é quase uma operação de “guerra”, bastante complexo, até porque já tivemos vazamentos e anulações em épocas anteriores. Portanto, não é para qualquer uma organizadora.

De uns tempos para cá começou a correr um “burburinho” sobre a possibilidade de troca de bancas, em razão de alguns problemas que ainda não foram superados e que têm gerado grande desgaste ao Conselho Federal da OAB, qual seja: a correção da 2ª fase. Como se sabe, cada vez é maior o número de recursos para OUVIDORIA da OAB, ou porque a prova não foi corrigida, ou porque foram ignorados diversos itens dos examinandos. A ouvidoria estaria praticamente esgotada em relação a esta demanda que cresce a cada prova.

Ao que parece, cada edição do Exame da OAB é um contrato novo entre a Ordem e a FGV, ou seja, pontual, relação, talvez que a FGV não desejasse, porque quem quer ser temporário? Se fosse um assinado um contrato longo, a empresa poderia ter melhor estabilidade em montar toda a estrutura para atender melhor os examinandos e à própria OAB.

Também como se sabe, poucos concursos nacionais tivemos em 2016. A não ser o INSS, poucos podemos considerar de grande vulto. Os tribunais, que sempre fizeram concursos “a rodo”, estiveram com as mãos atadas para realização de provas, em especial, num ano eleitoral e por falta de orçamento acredito também. E isso reflete em pouco trabalho para as bancas concurseiras como FCC e CESPE ou VUNESP e CESGRANRIO. Já a FGV, com 3 exames por ano, consegue surfar em boas ondas sem maiores preocupações, lembrando que a taxa da OAB subiu para R$ 240,00 reais.

Pois bem, dos “burburinhos” e da “rádio corredor” chegam notícias de que há simpatia à banca CESPE e esta banca, afetada pela redução de concursos (basta ver no site deles que não tem concursos novos abertos e poucos em andamento), também estaria muito interessada em retomar esta parceria que terminou no Iº Exame Unificado ainda em 2010.

Seis anos se passaram e talvez as mágoas tenham sido apaziguadas, pois o vazamento da prova aconteceu justamente com a CESPE. Nada como o tempo para apagar feridas. Por outro lado, não só em conversas com quem entende do exame ou está por dentro deste universo, mas emails começaram a chegar perguntando se era verdade a possibilidade da CESPE assumir novamente o Exame da OAB… Ora, alguém já está alardeando por aí e onde há fumaça, tem fogo.

Membros da OAB juram de pés juntos que não tem nada disso, e que são meros boatos. Recordo muito bem quando a CESPE foi substituída pela FGV: a OAB alegava que não passavam de boatos.

Perguntarão: porque não a FCC ou outra banca qualquer? Pois é, é difícil de afirmar que estas bancas não teriam interesse de assumir o exame, porque passam todas por uma época de vacas magras, em especial, porque muitas empresas realizadoras de concursos surgiram em busca de um lugar ao sol e como são muito pequenas, acabaram ganhando espaço em razão dos valores baixos praticados em muitos pregões e levando diversas seleções de prefeituras e estatais.

De fato, parece que a fumaça está sendo assoprada para CESPE. Se ficaria melhor ou não para o Exame da OAB? A empresa tem estrutura para tocar o negócio, mas não tenho certeza se os examinandos gostariam de uma mudança, porque estamos sempre na posição de não querer sair da zona de conforto e com 19 exames realizados, fica mais fácil identificar tendências e temas que se repetem nas provas da FGV.

Também não podemos negar que a FGV “aprendeu” a cuidar do Exame da OAB. Se há problemas, eles são pontuais e, portanto, mais fáceis de contornar. O principal, como escrevi antes, é a correção da prova da 2ª fase. Não sei se outra banca conseguiria resolvê-lo de forma imediata, pois a própria CESPE enfrentou o mesmo lá trás. A correção de provas dissertativas não é exclusividade do Exame, pois em concursos também há diversas manifestações contrárias dos concurseiros.

Por fim, acredito que a questão que pauta as escolhas da OAB é financeira. Assim, o melhor contrato é que ditará os próximos exames.

Você já escolheu a sua 2ª fase da OAB? Então leia isso!

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pergunta

Se em época de eleições, o pessoal se pergunta qual felizardo receberá sua atenção e seu voto, quando mais se aproxima da abertura do edital do Exame da OAB as dúvidas sobre a escolha da disciplina para 2ª fase rivaliza com outras “questões existenciais”…

Já escrevi diversas vezes a respeito e sugiro também uma leitura atenta para esses links abaixo, mas é um dos temas preferidos entre os examinandos.

Também traz polêmica, porque há uma disputa pública entre os professores em defesa de suas matérias.

Para começar, de fato, há duas indicações que você DEVE PONDERAR MUITO na escolha:

  • Dos professores em relação às suas disciplinas
  • Dos amigos e colegas que foram aprovados em suas disciplinas

Explico. Há muitos professores que ganham um percentual na venda de seus cursos de 2ª fase ou mesmo precisam de alunos para que possam desenvolver suas atividades, portanto, é claro o interesse deles. E o que serviu para um examinando pode não servir para você.

Uma outra corrente de quem escolhe a optativa de 2ª fase é se basear nos últimos resultados de aprovação, como fosse um “atalho” seguro para alcançar a vermelhinha. PONDERE também essa escolha, a não ser que você não tenha a mínima noção de qualquer disciplina. Nesse caso, como fosse “o que cair na rede é peixe”, então qualquer indicação será válida e essa é razoável.

Pois bem, o RANKING das aprovações na 2ª fase entre o IIº ao Xº Exame de Ordem, segundo a FGV, é esse (média em % de aprovados):

  1. Constitucional (31,3%)
  2. Civil
  3. Empresarial
  4. Administrativo
  5. Tributário
  6. Penal
  7. Trabalho (12,9%)

Na sua escolha para 2ª fase devem contar alguns “LEMBRETES”.

  • Qual foi a disciplina ou disciplinas que estavam presentes no meu estágio profissional (se fiz um, é claro) e delas aprendi um pouco na prática?
  • Quais disciplinas tive melhor aproveitamento (e pior) durante a faculdade?
  • Por eliminação, quais disciplinas eu detesto?
  • Quais disciplinas tenho mais fácil acesso a material didático?
  • Qual disciplina eu levaria para uma ilha deserta como única leitura?
  • Terei tempo suficiente e dedicação para aprender uma disciplina nova?

Mas acredito que um caminho verdadeiro e que apontará um horizonte desejável é conhecer – de perto – as disciplinas dentro do exame da OAB. Como se faz isso? Tentando resolver as questões e desenvolvendo as peças. Mesmo que você não saiba ABSOLUTAMENTE nada a respeito, é interessante notar qual será a sua reação diante das mesmas.

Se essa reação lhe aparentar boa, no sentido de que é possível aprender e estudar para acertar as questões e resolver o caso da peça, se a matéria lhe parece “simpática” e “amigável”, é um forte INDICATIVO que aquela poderá ser útil para o objetivo que estamos procurando, ou seja, ser aprovado.

Por outro lado, se a reação for negativa, onde há um receio de que aquilo é “grego” e continuará sendo e com desgosto, melhor procurar outras disciplinas.

E se ainda persistirem dúvidas, sugiro a obra Guia Passe na OAB onde traz um autêntico teste vocacional, além de outros 99 artigos, muitos motivacionais, a respeito da 1ª e 2ª fase da OAB.

[ATUALIZADO 17/AGOSTO/2016]

O texto acima foi publicado originalmente 20 de agosto de 2014, coincidentemente, em época de eleições. No entanto, o texto continua atual. O que podemos incluir? Um novo ranking das disciplinas de 2ª fase que mais aprovam atualizado até o XVIIº Exame da OAB.

  1. Constitucional (33%)
  2. Civil
  3. Administrativo
  4. Tributário
  5. Penal
  6. Trabalho
  7. Empresarial (15%)

A principal mudança foi a troca de posições em relação a EMPRESARIAL que era a 3ª disciplina que mais aprovava, passando para último lugar. As demais, subiram uma posição cada. TRABALHO amargava o último, passou para penúltimo.

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Vade Mecum: marcações, remissões, clipes e post-it!

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Lapis coloridos

Utilizar o marca-texto em seu código ou Vade Mecum é quase uma arte, mas um grafismo quase proibido pela FGV. Não quero estragar seu livre-arbítrio de que o código é seu e pode fazer o que quiser, porque o edital da OAB é bastante rígido, apesar de ser confuso quando trata sobre o assunto. Por isso, há bastante interesse e curiosidade por parte dos examinandos.

Já escrevi outras oportunidades a respeito [clique aqui], por isso venho reforçar.

Primeiramente, você pode ter certeza: a FGV/OAB não gostam que você se utilize deste recurso. Porque? Facilita a vida da maioria, como também abre possibilidades para muitos se utilizarem de forma indevida, montando verdadeiras estruturas de peças através de cores e símbolos.

E como se sabe, a OAB vem retirando todos os possíveis atalhos durante a evolução dos exames. Pergunto: quem não duvida que poderão proibir qualquer remissão ou marcação num futuro breve? Lembrem que recentemente foram proibidos os “post-it”. Depois, voltaram atrás, hoje, permitidos. Aliás, abre-se um parênteses: não deixe de utilizar este recurso! O tempo de prova da 2ª fase é o maior inimigo dos examinandos, por isso, ficar “catando” leis e artigos resulta em tempo perdido para responder as questões e fazer a peça. Clique aqui e saiba mais!

VM-OAB

Pois bem, o que o edital do XXº Exame proíbe e permite?

PERMITE:

  • Simples utilização de marca texto, traço ou simples remissão a artigos ou a lei.
  • Separação de códigos por clipes e/ou por cores, providenciada pelo próprio examinando, sem nenhum tipo de anotação manuscrita ou impressa nos recursos utilizados para fazer a separação.
  • Utilização de separadores de códigos fabricados por editoras ou outras instituições ligadas ao mercado gráfico, desde que com impressão que contenha simples remissão a ramos do Direito ou a leis.

PROÍBE:

  • Utilização de marca texto, traços, post-its ou remissões a artigos ou a lei de forma a estruturar roteiros de peças processuais e/ou anotações pessoais.

Ocorre que saber o que é “simples utilização” ficará por conta do fiscal, pois é o que diz o edital.

  • As remissões a artigo ou lei são permitidas apenas para referenciar assuntos isolados. Quando for verificado pelo fiscal advogado que o examinando se utilizou de tal expediente com o intuito de burlar as regras de consulta previstas neste edital, formulando palavras, textos ou quaisquer outros métodos que articulem a estrutura de uma peça jurídica, o uso do material será impedido, sem prejuízo das demais sanções cabíveis ao examinando.

Por isso, em razão também da nossa experiência, sugerimos o que é possível fazer nas imagens abaixo. Muitos me perguntam se é possível usar tantas cores que forem possíveis. Nossa resposta é sim, porém é melhor não arriscar a tornar uma única página colorida como fosse um arco-íris, até porque poderá confundir mais do que ajudar.

Cuidado ao usar formas geométricas, no máximo para circular ou enquadrar o número de um artigo ou parágrafo, enfim, de forma comedida. Apesar de ter feito estas anotações com caneta, prefiro que se use lápis, que fica mais discreto e que pode ser apagado caso seja necessário.

Jamais escreva palavras junto com os artigos. No máximo, a indicação de um “S” como SÚMULA e o número respectivo. Talvez se faça possível usar STJ ou STF. E só. Também ARTIGO ou ART. Nada mais.

Outros perguntam se pode usar marca-texto ou escrever artigo junto ao sumário. SIM, pode, não há proibição nisso. Sublinhar com caneta? PODE. Azul, preto ou vermelho.

Uma ótima sugestão, uma revolução nas canetas de marca-texto são as canetas de GEL. Sim, elas não borram, não passam para página atrás, são mais fáceis de se utilizar e não secam caso ficarem sem tampa. Procurem nas melhores livrarias. Elas são um pouco mais caras, mas valem cada centavo!

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E se o fiscal implicar com o seu código ou vade mecum? IMPORTANTE! Leia isso, clique aqui.

Bons estudos!

Exame da OAB: íntegra de decisão favorável da Ouvidoria!

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Exame

Como se sabe, muita gente recorre à Ouvidoria quando seus recursos da prova da 2ª Fase da OAB são indeferidos. A Ouvidoria do Conselho Federal da OAB seria a última instância para apelar por equívocos cometidos na correção das peças e questões da 2ª Fase do Exame de Ordem. Como se sabem também, a cada exame um volume maior de recursos chega à Ouvidoria. Os motivos? Podemos indicar DOIS sem ordem de preferência:

1- Falhas na correção da prova da 2ª fase. Muita gente não tem, simplesmente, a sua prova corrigida. Não sei como acontece isso, mas – infelizmente – ocorre. Também a situação de má correção, ou seja, a prova é reprovada mesmo que esteja de acordo com o gabarito. Como cada dia tem mais inscrições, mais chances de erros estão presentes.

2- A “descoberta” da Ouvidoria. Muita gente começou a descobrir que é possível ser aprovado com o “recurso do recurso” em sede de Ouvidoria da OAB. Certo, que muito se deve ao nosso artigo publicado neste blog com o título de “Exclusivo: relato de quem foi aprovada em sede de Ouvidoria da OAB!“. Basta digitar “ouvidoria OAB” no GOOGLE e este link é o 2º mais acessado, só perde para o link próprio da Ouvidoria da OAB.

Através do link acima, muita gente já buscou apoio e deixou seu depoimento ali ao comentá-lo no próprio blog. É a partir disso que vamos publicar na íntegra a decisão da Ouvidoria em relação a um caso de um dos nossos leitores, Renan Ramos de Amorim, a qual segue, publicado no último dia 5 de agosto de 2016. Tenho certeza que ajudará a vocês a montar um recurso com grandes possibilidades de ser aprovado. Antes,  destaco as palavras do Renan de apoio e pela experiência que passou:

“Pessoal, desde que fiz meu recurso sempre acompanhei os comentários aqui! Às vezes uns animavam com as aprovações e outros desanimavam! A ansiedade era grande! Mas em fim valeu a pena! Fui aprovado ontem e a alegria foi grande! Para aqueles que aguardam, que tenham fé que vai dar certo! Agora é trabalhar!”

PROVIMENTO E RESPOSTA A PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO

RELATÓRIO
Em pedido de revisão ou reconsideração de correção, o candidato requer a reavaliação de sua prova prático-profissional, sob argumentos de ordem formal e material, impugnando quesitos já questionados pelo examinando em recurso perante a Banca Revisora.

DO ESGOTAMENTO DA VIA RECURSAL ADMINISTRATIVA
De acordo com o Edital do XVIII Exame de Ordem Unificado, de 28 de Setembro de 2015, diploma regulamentar do exame em tela, a via administrativa para revisão da avaliação da prova prático-profissional e das notas atribuídas aos quesitos da peça e questões consiste na interposição do recurso administrativo previsto no item 5 do referido Edital, especificamente no subitem 5.3.1, in verbis:
5.3.1. A teor do subitem anterior, o examinando disporá de três dias para a interposição de recursos contra o resultado preliminar da prova prático-profissional, das 12h do dia 13 de fevereiro de 2016 às 12h do dia 16 de fevereiro de 2016, observado o horário oficial de Brasília/DF.
Interposto o recurso, a avaliação realizada no seu julgamento será definitiva e irrecorrível por qualquer via administrativa, em respeito ao subitem 5.13 do mesmo diploma, transcrito abaixo:
5.13. Em nenhuma hipótese serão aceitos pedidos de revisão/reconsideração de decisão de recursos, a teor do §2º do art. 9º do Provimento 144, de 13 de junho de 2011, e suas alterações posteriores constantes no Provimento 156/2013, de 01 de novembro de 2013, do Conselho Federal da OAB. (grifos nossos).
A única hipótese em que a reconsideração ou revisão é admitida, em caráter excepcional e de ofício, é quando se constata, de forma incontestável, a ocorrência de erro material na avaliação empreendida. Tal não é o caso do reclamo em tela, pelo que o impedimento supra é imperativo: não há qualquer erro material na avaliação do candidato, seja em primeira correção, seja no julgamento dos recursos.
Destarte, exaurida a via recursal editalícia, cujo permissivo é somente o item 5.3.1 do edital, supratranscrito, não resta ao examinando nenhum outro meio hábil a promover a revisão administrativa da correção de sua prova prático-profissional, motivo pelo qual o pedido de revisão ou reconsideração em questão deve ser indeferido de plano, por inadmissibilidade expressamente consignada nas regras do certame.

DA REVISÃO DE OFÍCIO DOS ERROS MATERIAIS
Debalde a via recursal administrativa estar exaurida, a correção de erros materiais na avaliação é admitida em caráter de excepcionalidade, podendo a Banca Revisora, de ofício, rever a correção, quando evidenciado, de forma chapada, o equívoco na atribuição de notas. Mesmo sendo incabível a revisão ou reconsideração a pedido do examinando, na forma exposta no item anterior, a revisão ex officio de erros materiais é admitida em caráter de extrema excepcionalidade, assumindo natureza de cláusula supra-editalícia pautada na possibilidade latente de correção de atos administrativos por parte do seu emitente, quando percebida sua inequívoca incompatibilidade material com a realidade fática sobre a qual incide.
No item 3 da Fundamentação Jurídica/Legal da peça, esta Banca entendeu por atribuir a pontuac¸a~o, conforme o enunciado e o respectivo gabarito divulgado. Pontuação majorada de 0,00 para 0,40.

CONCLUSÃO
Em resposta ao pedido de revisão ou reconsideração da avaliação da prova prático-profissional do candidato em epígrafe, julga-se indeferido, por expressa vedação normativa e editalícia à utilização desse meio de impugnação administrativa do resultado do julgamento dos recursos, mas retifica-se de ofício a nota atribuída ao item 3 da Fundamentação Jurídica/Legal da peça, majorando-a de 0 para 0,40; por ocorrência de erro material. O candidato, com isso, passa à condição de aprovado, eis que sua nota final na prova prático-profissional alcança 6,0 pontos

Você sabe qual disciplina mais reprova na OAB?

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ESPANTO

Não é de hoje que chamo a atenção que o nosso aluno de Direito sai da faculdade, praticamente, um civilista. E é fácil constatar: de dez períodos semestrais, pelo menos em sete é ministrado Direito Civil. Sabemos que o Código Civil não é só extenso, como também atrai grande diversidade de matérias. Mas será que o nosso aluno vai bem em Civil na prova da OAB? E as disciplinas que compõem o direito público, geralmente, restritas a poucos semestres, em especial, Constitucional e Administrativo, justo o que mais se cobra em concursos?

Pois bem, talvez o ranking gere surpresas ou não, dependendo da sua impressão com o mundo do Direito e a relação que temos durante cinco anos na graduação. Se você não sabe, disciplinas como direito Ambiental e Consumidor sempre foram optativas na grade da faculdade. Depois que a OAB tornou-as figurantes no exame, passaram a ser obrigatórias em qualquer curso de Direito.

De acordo com os últimos dados da FGV, seguindo a composição da prova:

Direito Administrativo (6 questões), Direito Civil (7), Direito
Processual Civil (6), Direito Constitucional (7), Direito Empresarial (5), Estatuto da
OAB e Código de Ética (10), Direito Penal (6), Direito Processual Penal (5), Direito
do Trabalho (6), Direito Processual do Trabalho (5), Direito Tributário (4), Direito
Ambiental (2), Direito do Consumidor (2), Estatuto da Criança e do Adolescente (2),
Direito Internacional (2), Direitos Humanos (3) e Filosofia do Direito (2).

Os dados entre o IIº Exame Unificado ao XVIIº Exame nos dizem o PIOR desempenho dos examinandos está na disciplina de DIREITO EMPRESARIAL com 33% de aproveitamento. Este percentual representa praticamente a metade da disciplina campeã, qual seja, ÉTICA/ESTATUTO DA OAB, com 65% de aproveitamento.

Confira o ranking abaixo. Compartilhe. Divulgue para que outros possam preparar melhor a caminhada que levará a aprovação.

Ranking

Qual a importância de ter estes dados? Sabemos que a média histórica de aprovação gira em torno de 20% em cada Exame. Por isso, levando em conta os dados de aproveitamento, é possível concluir que as piores disciplinas são resultado de falta de esforços “compensadores”. Em outras palavras, qualquer que seja a razão do péssimo desempenho, seja por deficiências na faculdade, por falta de interesse, pela dificuldade da prova, tudo isso somado, é de grande importância a ESTRATÉGIA que será tomada em relação a estas disciplinas.

Prova da OAB é estratégia. Se preciso alcançar apenas 50%, preciso pontuar em grande parte das disciplinas ou gabaritar aquelas que têm mais questões. Como é difícil gabaritar, o caminho mais natural é pontuar num máximo de disciplinas.

Na estratégia de distribuição dos estudos, sempre digo aos meus alunos e leitores: deixe para o final ÉTICA, CDC e ECA, mesmo que estas duas últimas disciplinas tenha importância diminuta em razão de terem apenas duas questões cada. A justificativa é que representam apenas uma lei e os temas sempre se repetem. Vejam no ranking quais disciplinas ocupam o PÓDIO? Estas 3. São disciplinas que gabaritar é possível.

Avalie seus conhecimentos: teste eles com a última prova da OAB. Certamente, o “padrão” seguirá os números da FGV. Reforce os estudos nas mais fracas. Comece a estudar por elas. Não deixe a ordem de preferência seguir ao seu gosto pessoal, pois gabaritar as poucas disciplinas que você gosta não adianta

Como capturar a carteira da OAB?

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ExamedaOAB-GO

Eu sei que você baixou o app do Pokémon Go, porque é a febre do momento. Eu sei que há grande nostalgia sobre o jogo original e o desenho hipercolorido, aliado à nova tecnologia da realidade aumentada e ao GPS do seu tablet ou smartphone. Também a curiosidade alimenta a vontade de conhecer este “joguinho” que virou mania brasileira e mundial.

Mas também sei que distrações – em excesso – podem se tornar perigosas, como o uso além da conta das redes sociais, whats, etc. e tal.

E que tal capturar a carteira da OAB com o app EXAME DE ORDEM GO?

Infelizmente, não é tão fácil assim e nenhum aplicativo sozinho poderia ajudar a conquistar a aprovação no Exame de Ordem. Sei que há ótimos ‘apps’ para estudar para OAB, mas ficar só com eles acredito que o resultado será abaixo do esperado.

Por isso, há muitas outras ferramentas que poderão ajudá-lo na preparação e captura do “bichinho” que se esconde muito bem, é arisco e incomoda muita gente, por exemplo, o nosso livro Completaço 1ª Fase OAB FGV. É obra pioneira que reúne numa só ferramenta diversas utilidades: teoria unificada e completa + questões comentadas FGV de todas as disciplinas. Está atualizadíssima com o NCPC e o NCED. São mais de 1.000 páginas ricas de esquemas, quadros e sistemas para facilitar o aprendizado.

Você pode encontrar em diversas livrarias por diferentes preços: por R$ 148,64 [clique aqui.]; por R$ 143,20 [clique aqui] ou por R$ 134,25 [clique aqui].

completaço

Você quer brincar de POKEMON GO? Tranquilo, mas observe dentro do seu plano de estudos, organizado para funcionar diariamente, qual o tempo que você destinará para caçar pokémons. Se além das duas disciplinas diárias (nossa sugestão para manter a preparação atualizada), das questões que devem ser respondidas diariamente (pelo menos, 20 questões, com o objetivo de fechar 100 numa semana das mais diversas disciplinas) e dos seus afazeres já estabelecidos (academia, trabalho, etc.) sobrar tempo para pegar estes monstrinhos simpáticos, nem esquenta com as críticas, ok?

Agora, se o tempo está curto demais e você precisa fazer opções, fique com aquilo que lhe dará maior recompensa em breve, abrindo novos caminhos profissionais. Queria eu ter um app EXAME DA OAB GO que fosse suficiente para oferecer de GRAÇA a todos vocês e que a realidade aumentada fosse em prol desta conquista que muitos não conseguem alcançar.

Boa caçada na carteira da OAB!

O que preciso me preocupar com a 2ª fase da OAB?

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Carteira OAB

Para quem está diante do início da caminhada à prova da 2ª fase da OAB, independentemente, da área escolhida, fica a dica: a 2ª fase é – teoricamente – mais fácil do que a 1ª fase, no entanto, qualquer descuido, o sonho poderá acabar num pesadelo.

A 2ª fase é, teoricamente, mais fácil do que a 1ª fase porque, ao invés de 17 disciplinas para estudar, você ficará com apenas uma e mais a sua parte processual para enfrentar. Não só isso, mas também será a disciplina que você escolheu por livre arbítrio qualquer que seja o motivo. Olhando os números, o índice de aprovação de quem faz a 2ª fase é maior de quem faz a 1ª fase, portanto, avaliza o que estamos afirmando.

Porém, a caminhada não é fácil, ao contrário, muitas dúvidas surgirão e o temor do dia da prova é bem maior do que na 1ª fase. A razão? O medo de errar a peça. Além disso, surge a expectativa de fazer uma prova sem erros, ou seja, não identificá-la já é um grande começo. Passa na cabeça de todos os examinandos a sombra do ZERO na prova, seja por um descuido, seja por atenção excessiva, criando um ambiente péssimo para realizá-la.

Então, o que preciso me preocupar com a 2ª fase? Elenquei alguns riscos que devem ser evitados:

= [1] = O tempo da prova. São 4 questões dissertativas com subitens e mais uma peça para redigir. Cinco horas parece um piscar de olhos. Assim, a sugestão é você treinar pelo menos 1 vez o tempo da prova realizando algum simulado. A divisão do tempo entre questões e peça deve ser avaliada. É difícil sugerir que o tempo seja dividido de forma simples por 2, porque a peça pode ser extensa ou as questões exigirem muito raciocínio. Matematicamente, sugiro 3 horas para peça e 2 horas para as questões, sendo 30 min. – em média – para cada uma.

= [2] = As questões dissertativas. Todo mundo abraça apenas uma causa: a peça. Morre de medo em errar ou não citar os fundamentos legais do gabarito. Ocorre que a prova também tem 4 questões e o peso é igual. Assim, a sugestão é você refazer todas as últimas provas (pelo menos os últimos dois anos) para avaliar se a banca (e ela faz isso) tem focado em determinados assuntos. Estes, você terá maior atenção. Além disso, examine os gabaritos das questões e compare com as suas respostas. Esta análise é fundamental para compreender como a FGV avalia a pontuação.

= [3] = Não identificar a prova. Leia o edital quando trata da parte da 2ª fase. Lá estão todas as regras e proibições que você deve saber. Os examinandos têm preguiça e acabam relevando esta obrigação, sofrendo, ao final, por infringir regras claras e que já existiam desde o início do exame. Sugiro a leitura destes artigos que escrevi a respeito:

É possível que você tenha identificado a prova 2ª fase OAB?

Eliminação ou reprovação no Exame da OAB: entenda as diferenças!

Recorde em reprovações por identificação de prova da OAB!

Você tirou zero na peça do exame da OAB? Leia isso!

= [4] = A peça. Aqui reside a maior preocupação da prova da 2ª fase e ela se resume em acertar a peça e a fundamentação legal. Assim, a sugestão é praticar e conhecer a relação jurídica com o “nomen iuris”. Fora isso, avançando neste ponto, outra sugestão é conhecer como se faz a correção e a distribuição de pontos nas peças. É fácil, basta baixar as provas no site da FGV “comentadas” pela própria banca. Assim, ao fazer a peça quase se torna automática a soma da pontuação. Acertei o endereçamento: 0,25. Fiz corretamente a qualificação e identificação das partes: mais 0,25. E assim por diante.

Este é um roteiro seguro e que ajudará na sua visão panorâmica sobre a empreitada dos estudos para 2ª fase. Bons estudos!

#SeLigaNaDica

Agenda OAB

XVII Exame de Ordem Unificado

  • 01.06.2015

    Publicação do edital

  • 01.06.2015
    a
    15.06.2015

    Período de inscrições

  • 01.06.2015
    a
    15.06.2015

    Período de solicitação de isenção da taxa de inscrição

  • 25.06.2015

    Resultado definitivo da análise de solicitações de isenção da taxa

  • 01.07.2015

    Prazo limite para pagamento da taxa de inscrição

  • 13.07.2015

    Divulgação dos locais de realização da prova objetiva

  • 19.07.2015

    Realização da 1a. Fase (prova objetiva)

  • 19.07.2015

    Divulgação do gabarito preliminar da prova objetiva

  • 04.08.2015

    Resultado preliminar da 1a. fase

  • 21.08.2015

    Prazo recursal contra o resultado preliminar da 1a. fase

  • 21.08.2015

    Divulgação do gabarito definitivo da 1a. fase

  • 04.09.2015

    Divulgação dos locais de realização da prova prático-profissional

  • 13.09.2015

    Divulgação do padrão de resposta prelilminar da prova...

  • 13.09.2015

    Realização da 2a. fase (prova prático-profissional)

  • 13.09.2015

    Divulgação do padrão de resposta preliminar da prova...

  • 06.10.2015

    Divulgação do padrão de respostas definitivo e do resultado...

  • 07.10.2015
    a
    10.10.2015

    Prazo recursal acerca do resultado preliminar da 2a. fase

  • 23.10.2015

    Decisão dos recursos e divulgação do resultado final do Exame