5 motivos para resolver questões de provas anteriores!

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bart_2Num episódio dos Simpsons, Bart se gaba para sua irmã mais nova, Lisa, que tinha tirado numa prova nota “A”, porque ao repetir o ano, um castigo provisório que o diretor Skinner impôs, ele tinha decorado os gabaritos das provas que tinha resolvido. Não tão de forma exagerada, resolver provas anteriores de um concurso ou da OAB seria “quase” isso.

Passo, então, a elencar 5 benefícios em resolver questões de provas que antecederam àquela que você está se preparando ou gostaria de enfrentar.

1- Conhecendo a banca. Por exemplo, você resolveu fazer um concurso cuja banca escolhida foi a CESPE e, até então, jamais você viu uma prova de tal organizadora. Há uma piada sobre isso que corre os corredores. Uma loira (mas poderia ser uma morena, ruiva, ou um rapaz) chega no cursinho, depois da prova, muito desconfiada e diz ao seu professor que a prova dela, realizada pela CESPE, tinha um erro de impressão, pois só tinha as alternativas “C” e “E” nas questões… Portanto, nada mais certo que observar o “estilo” da banca de cobrança, e melhor caminho é resolver questões anteriores.

2- Analisando o edital. Certo que você não terá tempo para estudar TODO o edital. Geralmente, em Direito, o pessoal inclui todos os capítulos de um código para exigir apenas uma ou duas questões sobre o assunto. Como equacionar isso? Ao realizar provas anteriores, é possível observar que determinados temas se repetem e outros são totalmente ignorados. Então, quanto maior o número de provas, maior certeza seus estudos poderão ser apontados. É claro, sempre há um risco de você deixar algo de fora dos seus estudos, mas ao menos aquilo que já caiu ou sempre cai poderá acentuar sua preparação para temas que talvez você nem chegaria a estudar.

3- Autoteste. Já conheci muitos alunos que apostei todas as minhas fichas que eles seriam aprovados, no entanto, não foram. Descobri que só posso garantir tal previsão se o aluno me mostrar seus índices de acertos constantes (e não eventuais). Como fazer isso? Testando-se, especialmente, por provas anteriores. Os simulados ajudam, é claro, mas nada como resolver questões que já foram alvo das bancas. Este exercício se compara com aquele dos atletas profissionais, que precisam praticar todos os dias para manter ou alcançar uma performance desejável.

4- Momento de descontração. Sim, resolver questões é mais “gostoso” do que passar horas lendo, lendo, assistindo a aulas chatas, inclusive como forma para relaxar do stress pré-prova. Aconselho a muitos, que detestam estudar nos finais de semana, reservar este período para resolver questões como muitos fazem palavras-cruzadas. E ao resolver as questões você ao mesmo tempo está aprendendo, compreendendo a matéria que lhe é imposta em prova. Claro que você, ao errar uma questão, precisa parar e entender da razão do seu erro, caso contrário, não adiantará você, simplesmente, ignorar a sua dúvida.

5- A ciência diz. Uma pesquisa publicada em janeiro de 2013 pela revista Psychological Science in the Public Interest afirmou que dentre de 10 métodos de estudos avaliados, resolver testes é um dos dois mais eficientes ao lado da preparação constante e prévia (ou seja, não se preparar na véspera da prova). Chega a ser até DUAS VEZES mais eficiente que os outros métodos!

Poderíamos chegar, então, quase à tática do Bart em decorar as respostas das questões, pois também sabemos que o banco de questões das instituições não é infinito e nem pode ser com tantas provas por aí. E a cada dia fica mais comum, concurseiros encontrarem questões repetidas entre provas do mesmo cargo ou dentro da própria banca. A própria FGV já “provou” deste veneno em provas da OAB.

Assim, concluí-se que é impensável hoje o concurseiro ou examinando deixar de lado a realização de questões se quer realmente ser aprovado e classificado entre os primeiros, pois uma coisa é certo: o Bart tinha razão!

Diante disso, indico duas obras de questões comentadas que farão a alegria de todos!

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