A absurda taxa de inscrição do Exame da OAB

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saco de dinheiro

A principal (e única) novidade relevante do edital publicado do XXIII Exame da OAB, realmente, foi o aumento da taxa de inscrição para R$ 260,00 (duzentos e sessenta reais). Fizemos uma LIVE na página do Facebook da plataforma SARAIVA APROVA sobre os pontos principais do edital e não deixamos passar, por óbvio, MAIS este aumento e que tem se tornado frequente. Assista abaixo.

Pesquisei para esta LIVE todo o histórico dos valores das taxas de inscrição do Exame da OAB e a conclusão você chegará comigo. Um texto bastante contundente  a respeito, foi escrito logo no início de 2015 sobre um projeto polêmico da ISENÇÃO GERAL (ou seja, para todos) de qualquer taxa de inscrição para o Exame da OAB. Assim, todos não precisariam pagar mais nada para realizá-lo quantas vezes fosse necessário.

O projeto não vingou porque não teve apoio parlamentar, apesar da proposta ser bastante simpática. O nome do deputado federal que trouxe esta ideia? Assistam ao vídeo! Eu conto logo no início…

O texto que escrevi é este [basta clicar]: O polêmico aumento da taxa de inscrição do Exame da OAB: dados revelados!

Naquele momento, foi revelado pelo referido deputado que de R$ 200,00 (valores cobrados à época), apenas R$ 84 reais ficavam com a FGV. O restante para os cofres da OAB. Se temos uma média de 120 mil inscritos por exame, o CONSELHO FEDERAL ficaria com RS 13.920.000,00. Realmente, é uma BABILÔNIA de dinheiro.

Pois bem, fiz um CRONOGRAMA dos aumentos das taxas de inscrição para o Exame, veja:

  • Até o Iº Exame Unificado, em 2010, o valor era R$ 150,00.
  • O Iº Exame Unificado (ainda pela CESPE), o valor passou para R$ 200,00.
  • O XVIº Exame Unificado, em 2015, passou para R$ 220,00.
  • O XIXº Exame Unificado, em 2016, passou para R$ 240,00.
  • O XXIIIº Exame Unificado, agora em 2017, para R$ 260,00.
  • E em 2018? Certamente, haverá mais uma vez aumento! E se seguir o padrão dos últimos anos, em 2019 o valor será, no mínimo, R$ 300,00 reais.

Vamos comparar com outros CONCURSOS PÚBLICOS, pois é assim que o Conselho Federal da OAB “gosta” de considerar quando defende o Exame de Ordem?

  • Concurso para juiz do TJSC, edital publicado em 2017, banca FCC: R$ 200,00. Remuneração: R$ 22.521,20. Sabe quantas fases? Prova objetiva, prova escrita (discursiva), prova escrita de sentença, exames de sanidade física e mental, além de psicotécnico, sindicância de vida pregressa e investigação social, prova oral e de títulos ao final.
  • Concurso para procurador estadual de Sergipe, edital publicado em 2017, banca CESPE: R$ 176,00. Remuneração: R$ 15.715,51. Fases: prova objetiva (100 questões) + 4 questões discursivas + 1 peça processual + 1 peça consultiva. Além da prova de títulos.
  • Concurso para procurador da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, edital publicado em set/2016, banca FGV: R$ 240,00. Remuneração: R$ 33.762,00. Provas objetivas e discursivas, além de provas orais e avaliação de títulos.

Então, você enxerga alguma INJUSTIÇA acima? Só uma? Eu vejo MUITAS! Apenas para lembrar que Exame da OAB não é concurso público, tão apenas uma prova de PROFICIÊNCIA. Os contadores quase assim a denominam (SUFICIÊNCIA), porque eles também têm “seu exame”. Sabe qual é o valor para eles da taxa de inscrição? No 1º de 2017 apenas R$ 110,00. O Conselho Federal de Contabilidade tem melhor senso da realidade? Então, você tem todo o direito para reclamar dos valores cobrados.

Infelizmente, esta é a realidade e difícil de cair. Sabe o que vocês podem fazer POR VOCÊS MESMOS? Serem aprovados de 1ª. Podemos ajudar? Com certeza, indicando o MELHOR CURSO (Saraiva Aprova) e os MELHORES LIVROS (série Completaço da Editora Saraiva para 1ª e 2ª fases).

Qual a média de Exames da OAB até ser aprovado?

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Em 2016, a FGV divulgou interessantes números que giram em torno do Exame de Ordem e um deles destacamos hoje: a distribuição percentual dos aprovados por números de exames realizados. Sabemos que a média histórica de REPROVAÇÃO gira em torno de 80% em cada exame. Mas quantas provas preciso fazer até ser aprovado?

Esta resposta a FGV dimensionou em números que pegaram muita gente de surpresa!

Resumidamente, em divulgação anterior, publicada em 2014, a FGV concluiu que: “É possível evidenciar, igualmente, que a taxa de aprovação varia inversamente ao número de tentativas. O resultado pode sugerir que examinandos com melhor formação e preparo para o Exame são aprovados logo nas primeiras tentativas, isto é, à medida que são necessárias mais oportunidades, restam indivíduos cada vez menos preparados, o que reduz as chances de uma aprovação na prova subsequente”.

Ou seja, diante dos números atuais o panorama segue o mesmo: maior aproveitamento logo nos primeiros exames. Veja:

tentativa x aprovação

O maior índice de aprovação está para aqueles que fizeram pela 1ª VEZ o Exame de Ordem (40%). E somando as TRÊS PRIMEIRAS tentativas chegamos a impressionante número de 75%. Ou seja, maior número de tentativas, piores são as estatísticas. A razão é bastante simples: PRESSÃO.

Assim, a cada prova frustrada, vai aumentando como uma bola de neve rolando morro a baixo a pressão de alcançar um resultado positivo.

Os números acima tratam entre o IIº Exame ao XVIIº, e que segundo a FGV, “é possível avaliar também que, para 143 mil indivíduos (ou 40% do contingente de aprovados), a aprovação foi obtida já na primeira oportunidade. Para 75% dos aprovados no Exame (269 mil examinandos), foram necessárias até três participações para obtenção do aproveitamento necessário na segunda fase”.

Tínhamos como “recorde” um examinando que ainda estava tentando ser aprovado depois de realizar 17 VEZES a prova da OAB [saiba mais, clique aqui]. Isso em 2011. Não sabemos se ele desistiu ou não. Mas em 2016 foi divulgado que um examinando chegou à aprovação depois de 21 exames [clique aqui].

Veja que 3 EXAMES são realizados num ano, portanto, o exame pode consumir este período em sua vida, exceto se você começar ANTES sua preparação. Inédito no mercado, nenhum preparatório oferecia até então um prazo SUFICIENTE para que pretendia passar de 1ª a partir de estudos antecipados. Pois bem, a plataforma Saraiva Aprova oferece um PRAZO de 6 MESES com ACESSO ILIMITADO às vídeoaulas.

6 meses

Este prazo é o suficiente para estudar de forma tranquila e ser aprovado de PRIMEIRA! Quer saber mais? Fizemos dois artigos que explicam muito bem a revolucionária plataforma da Editora Saraiva, basta clicar nos links abaixo:

Assim, o plano é INVESTIR TUDO logo de primeira vez do que deixar para depois uma aprovação que poderá se complicar a cada exame que se sucede, pois maior o número de tentativas, menor a chance ser chegar lá. Fica a dica!

Ranking OAB: matérias mais fáceis e difíceis

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Muita gente tem curiosidade para saber como é o desempenho na OAB dos colegas, amigos, enfim, do pessoal que está na mesma luta de ser aprovado. Dúvidas como estas surgem a todo momento:

- Será que só eu vou mal em empresarial?

- Ambiental é tão difícil assim?

- Não é possível que o pessoal esteja indo bem com as provas de Penal…

Enfim, perguntas que giram neste contexto são comuns. De fato, questionar como está o próprio desempenho tem o objetivo de buscar um parâmetro, mesmo que o Exame da OAB não viva de concorrência entre seus participantes. Assim, ninguém irá roubar a vaga de você a não ser que perca para você mesmo para o próximo exame.

Portanto, a questão gira em TEMPO. Serei aprovado agora ou no próximo exame?

A FGV publicou no ano passado alguns dados interessantes sobre a prova da OAB, entre eles, um ranking de aproveitamento das disciplinas objeto da 1ª FASE. É possível com estes dados ter uma ideia ou fazer uma leitura da seguinte forma: quais as disciplinas mais fáceis e difíceis do Exame de Ordem. Claro, se o ranking é de aproveitamento MÉDIO, a conclusão poderia ser esta:

As disciplinas com maior índice de acertos devem ser as mais fáceis; com menor índice, as mais difíceis.

Disciplinas

Este gráfico é bastante revelador e vou dar alguns exemplos. Primeiro, que CDC e ECA estão no pódio das disciplinas com maior número de acertos. E ainda assim, muitos professores pedem para que seus alunos deixem de lado as disciplinas com MENOR incidência de questões. A razão do trio no PÓDIO, incluindo Ética, é que são disciplinas que estão fundamentadas em, praticamente, um único diploma legal, facilitando não só a pesquisa, como a matéria cobrada é limitada aos mesmos assuntos.

Por esta razão, buscamos explicar sua preparação em: Exame da OAB: quais matérias devo priorizar?

Outro exemplo. AMBIENTAL. Não é uma disciplina tradicional nem levada muito a sério inclusive na faculdade, até então, tinha regime optativo na grade de horários. Mas está na frente de PENAL, TRABALHO e TRIBUTÁRIO, ou seja, o pessoal acerta mais em ambiental do que estas.

EMPRESARIAL como último lugar é também compreensível pelo histórico na faculdade: as pessoas detestam a disciplina. Os motivos são muitos. INTERNACIONAL, que amarga o penúltimo lugar, é fácil explicar: tem muitas convenções e diplomas para serem estudados para apenas 2 questões na prova. Ademais, é uma prova bem difícil com casos hipotéticos de dura interpretação.

Este mapeamento deveria ser levado em conta nos cursos preparatórios. A amostragem da FGV é pública, mas por razões desconhecidas [até sabemos quais são, mas não vou me indispor com eles], os “cursinhos” não se importam com ela. Preferem manter a “mesmice” do que estão pregando há anos, mas os resultados nós sabemos: 80% de reprovação histórica.

Mas conheço um preparatório que se utiliza de todos os gráficos e dados informados pela FGV bem como outras bases para ajustar o seu conteúdo e atender ao seu aluno. A plataforma Saraiva Aprova vem trabalhando com todas estas informações para ajustar e otimizar aos seus alunos trilhas personalizadas, onde cada um recebe um “mapa” de acordo com suas habilidades e o grau de dificuldade das matérias elencadas. A comparação abaixo fica fácil saber o que é RAIZ ou NUTELA. Saiba mais, clicando aqui ou na imagem.

Raiz-Nutella

Por fim, você pode ter toda esta experiência do RANKING das disciplinas baixando nosso E-BOOK OAB 2017 gratuitamente, com um SIMULADO + DICAS DE COACHING + GABARITO JUSTIFICADO. Clique aqui.

1 Milhão de advogados no Brasil. E daí?

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Carteira OAB

É o que aponta a reportagem do informativo jurídico JOTA [clique aqui]. O número exato, no dia de hoje, é 1.000.036 advogados cadastrados na OAB. Há outros números como estagiários e registros suplementares que passariam, então, deste valor.

Se de um lado é um número para ser lamentado, por outro, há quem comemore. Os motivos para as duas pontas críticas são todos interessantes.

Numa publicação de 8 anos atrás (2008), o Brasil era o 3º país do mundo com maior número de advogados, perdendo para os EUA e Índia. Segundo esta reportagem do site ESPAÇO VITAL [clique aqui] tínhamos um advogado para cada 322 brasileiros (população de 183,9 milhões de brasileiros e 571.360 advogados).

A mesma revista publicou em fevereiro de 2016 [clique aqui] que a cada 217 brasileiros, um era advogado (947.816 mil advogados). Pois bem, chegamos hoje ao número 1 MILHÃO.

Em números ABSOLUTOS, este é TOP 5 dos Estados com maior número de advogados: 1º SP (mais do que a some do 2º e 3º) – 2º RJ – 3º MG – 4º RS – 5º PR.

Minha avaliação pende para a parcimônia, se de um lado o ensino superior alcançou este número de advogados para um país com tantas diferenças em todos os níveis, por outro, é praticamente uma questão social este número gigantesco de advogados, praticamente, 1 para cada 200 habitantes (população brasileira está em 206 milhões segundo IBGE).

Não há emprego digno para tanta gente numa profissão. Entendo que o número de 1 MILHÃO é de inscritos, o que não significa que estão no mercado de trabalho, até porque não caberia tanta gente. Certamente, muita gente tem o REGISTRO e está estudando para passar num concurso ou em casa ou num emprego que não seja um escritório de advocacia. Ou seja, não está atuando como advogado.

Para tranquilizá-los, livros antigos que tratam do Direito e tiveram alguma análise crítica do número de advogados no Brasil, reclamavam do mercado. Coisa de décadas de 40 e 50. Ou seja, o problema esteve aqui sempre. O mercado se autorregula. Da minha turma de 60 colegas há quase 20 anos, não sei se mais de 10 advogam. Por outro lado, isso não fez daqueles que saíram do mercado jurídico fracassados, muitos se tornaram empreendedores de sucesso.

Enfim, como advogado que sou, números sempre são relativos. É a dica que deixo para vocês.

Acadêmico do 1º semestre em Direito passa na OAB!

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one finger

De acordo com a reportagem do G1, um acadêmico do Direito no seu 1º semestre fez a prova da OAB e foi aprovado de 1ª logo na 1ª fase, fazendo 42 acertos e depois aprovado na 2ª fase com nota 6, o mínimo permitido para aprovação.

O estudante de direito e administrador João Artur Avelino, de 31 anos, conseguiu algo inusitado para o primeiro ano de faculdade. Avelino foi aprovado no 20º exame da Ordem do Advogados do Brasil (OAB). O jovem diz que fez a prova como treineiro e ficou surpreso com o resultado. Avelino já tem formação e mestrado em administração e atualmente estuda direito em uma universidade de Rio Branco.

O mais impressionante, segundo a matéria, é que ele criou um “cronograma” que iria realizar TODAS as provas da OAB durante a faculdade de Direito, ou seja, 3 provas por ano x 5 anos = 15 exames.

A razão do sucesso também é que o Avelino já é concurseiro e aprovado no Instituto Federal do Acre, portanto, já está ambientado com o Direito apesar de estar no 1º semestre da faculdade em Rio Branco, no Acre. Para a 2ª fase ele acabou se dedicando, exclusivamente, para a prova, estudando nos finais de semana.

Realmente, também fiquei surpreso, mas as razões são claras, sem dúvida alguma:

  • O acadêmico já é concurseiro;
  • Já foi aprovado em concurso federal;
  • Já tem formação em outra faculdade, além de mestrado;
  • Sabe que estudar por QUESTÕES reais de prova ajudam muito;
  • Tem 31 anos, portanto, não está no início da sua juventude.

Todas estas razões explicam como ele já sabe estudar e tem conhecimento em assuntos jurídicos diante dos concursos que enfrentou. Um fenômeno? Até pode ser para quem está aí na labuta de ser aprovado na OAB e fez diversas provas. Mas as explicações acima são razoáveis para indicar que Avelino não é um “gênio”, mas esforçado e destinado a estudar com objetivos bem claros.

Parabéns Avelino, que continue a sua caminhada e não deixe o resultado afetar seus estudos, desprezando o restante da sua faculdade de Direito.

Matéria completa do G1, clique aqui.

PS. é possível aproveitar esta aprovação? NÃO. Somente aproveita quem estiver matriculado no último ano da faculdade.

PS2. a partir do XXIº Exame, portanto, o exame subsequente que Avelino foi aprovado, passou a constar no edital que “os estudantes de Direito que declararem falsamente estarem matriculados nos últimos dois semestres ou no último ano do curso de graduação em Direito até o dia 27 de outubro de2016, além de se enquadrarem nas consequências do item 1.4.4.1, responderão por crime de falsidade ideológica (art. 299, do CP) e estarão sujeitos à eventual processo de averiguação de idoneidade moral perante a OAB (art. 8, inciso VI, da Lei 8.906/94)”. CUIDADO, então.

Você quer um empurrão para os seus estudos? Segue a dica: teoria unificada + questões comentadas! Clique na imagem.

completaço

Qual a universidade com maior número de alunos no país?

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Uma reportagem que saiu pela revista online EXAME me chamou a atenção em relação ao número de alunos matriculados nas maiores universidades do país: “As 20 universidades que concentram mais alunos no Brasil”. O que fiquei impressionado foi com o Ensino à Distância – EAD na graduação.

Segundo a matéria, a universidade brasileira com maior número de alunos é a Universidade Norte do Paraná (Unopar), em Londrina/PR: 353.432 alunos, sendo que 95% deles (336.315) estão matriculados em cursos de EAD. As demais posições seguem:

2ª – Universidade Paulista (Unip) de São Paulo/SP, com 343 mil alunos

3ª – Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro/RJ, com 207.450 alunos

4ª – Universidade Anhanguera – Uniderp, com 152.816 alunos, de Campo Grande/MS.

5º- Universidade 9 de julho, de São Paulo/SP, com 135.363 alunos.

A universidade gaúcha melhor classificada (18ª) e, portanto, com maior número de alunos é a ULBRA de Canoas, com 37.213 alunos, sendo 24.798 na graduação presencial e 12.235 em cursos EAD.

De acordo com a reportagem, as 5 primeiras colocadas “têm uma característica em comum: todas elas são as unidades de grandes redes nacionais de instituições privadas. No entanto, elas são as sedes e concentram todas as matrículas de EAD de suas respectivas redes, o que faz com que tenham mais matrículas que os outros campus das mantenedoras”.

Mas se for contado apenas pelos alunos PRESENCIAIS, a maior do país é a UNIP de São Paulo com 219.649 alunos. A maior faculdade PÚBLICA colocada é a USP, em 8º lugar, com 62.944 alunos.

Segundo ainda a matéria, “as dez instituições de ensino superior com mais alunos no Brasil concentram 1/5 de todas as matrículas do país. Juntas, elas possuem 1.283.523 estudantes matriculados, no total, de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC). Em todo o país há 2.364 instituições de ensino superior e 8.027.297 alunos na graduação”.

Por fim, entre as 20 maiores, o Estado de São Paulo concentra 7 universidades, o Paraná e Rio de Janeiro concentram cada um 3 universidades e, depois, uma em cada Estado (MG, CE, RS, SC, RN, AM).

A sorte “nossa” é que o curso de graduação Direito não tem em EAD ainda, apesar de já ter tido um único curso semi-presencial em SC há anos atrás, mas que foi cortado pelo MEC. Por outro lado, segundo a magazine online JOTA, um de cada dez universitários estuda Direito.  Segundo a reportagem, “o Brasil é o terceiro país do mundo com mais advogados em números absolutos. Perde apenas para Estados Unidos, com 1,3 milhão, e Índia, que possui 2 milhões de operadores do Direito”.

Ainda, de acordo com a revista, “levantamento feito pelo JOTA com 22 países mostra que, em termos proporcionais, o Brasil supera os líderes Estados Unidos e Índia, ficando atrás apenas do Paraguai. Estima-se que nosso vizinho tenha 60 mil advogados, ou quase nove advogados para cada mil habitantes. Contudo, não se sabe quantos paraguaios atuam de verdade na profissão e, por lá não existe um conselho profissional, basta se formar na faculdade para se tornar advogado”.

Leia a matéria completa, muito bem abordada, clicando aqui.

Exame da OAB paulista reprova mais de 80%

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Reprova

Exame da OAB paulista reprova mais de 80% e entidade defende Marco Jurídico do Ensino” – diz a manchete do dia 17 de outubro do Estadão online. De acordo com a matéria, “pelo terceiro ano seguido, um exame da OAB paulista reprova mais de 80% dos candidatos – e o resultado acendeu um alerta na direção da entidade. Os números do concurso, recém-divulgados, apontam que, de um total de 28.165 candidatos inscritos, apenas 5.064 obtiveram a nota mínima – exatos 17,98%”.

Segundo a reportagem, diante destes índices, o presidente da OAB paulista, Marcos da Costa, lamentou “a baixa qualidade do ensino jurídico brasileiro e a distorção provocada pelo elevadíssimo número de cursos de Direito no País”.

E segue: “A OAB vem tratando do problema há tempos, em encontros com autoridades na próprio Ministério da Educação. Construímos uma proposta de Marco Jurídico do Ensino no País, que foi levado ao MEC. Não sabemos hoje em que pé está essa iniciativa’, disse Marcos da Costa à coluna. “Temos ido a faculdades, tanto públicas quanto privadas, mantido contato com gestores, professores e alunos, para ver o que se pode fazer, se o quadro melhoraria com mais investimentos na educação”, finalizou (pela colunista Sonia Racy, Estadão).

Pois bem, não é de hoje que os índices paulistas do EXAME DA OAB são ruins. É histórico, basta examinar os números da FGV. São Paulo está no 17º lugar no ranking dos Estados que mais aprovaram entre o II e o XVII Exame Unificado. Outro fato não computado é que São Paulo foi um dos últimos estados a aderir à unificação do exame, ainda sob responsabilidade da CESPE.

A prova da OAB/SP sempre foi diferente, comparando com as demais seccionais. Questões de “pura decoreba” e diretas eram o estilo do que se cobrava dos examinandos, bastam pesquisar na internet. O exame da OAB/SP também tinha menos disciplinas. Enfim, era uma prova peculiar e que a qualidade foi revelada quando acabou cedendo e ficando no exame unificado. A partir dali ficou fácil comparar como eram seus examinandos.

E vejam que era para ser diferente, em razão das ótimas faculdades e do poder aquisitivo mais alto do estado mais produtivo do país. Porém, em São Paulo multiplicaram-se as faculdades de Direito e a qualidade se tornou duvidosa em geral.

Esta é a minha conclusão. Mas o Presidente da OAB/SP fala do país em geral quando trata do número “elevadíssimo” de faculdades, não entendo porque não fala da sua seccional por si e não se refere a nenhuma linha sobre um exame que cobra muito mais do que deveria, pois ainda é uma prova meio que irracional para os padrões ilusórios do que se pretende. Fica a dica.

Quantos Exames da OAB preciso fazer até passar?

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A média de aprovação daqueles que se inscrevem no Exame de Ordem, superam a 1ª fase, fazem a 2ª fase e são, finalmente, aprovados é de 2 inscritos a cada 10 examinandos. Esta é uma média histórica e que se repete a cada exame.

Parece muito pouco se visto apenas desta forma. Por outro lado, se confrontarmos o número de CPF’s únicos inscritos e o número de CPF’s que foram aprovados, a média sobe para 56% segundo a FGV. Ou seja, a cada dois CPF’s inscritos, um é aprovado.

Em outras palavras, o pessoal não desiste, faz o Exame até passar!

Assim, surge a pergunta: QUANTOS EXAMES DA OAB PRECISO FAZER ATÉ PASSAR?

Veja este gráfico da FGV:

Aprovações OAB

O que este quadro nos diz?

  • 40% dos aprovados passaram de PRIMEIRA;
  • 22% dos aprovados passaram de SEGUNDA;
  • 13% dos aprovados passaram de TERCEIRA;
  • 9% dos aprovados passaram na quarta tentativa;
  • 6% dos aprovados passaram na quinta tentativa;
  • 13% dos aprovados passaram a partir da sexta tentativa.

Mas o NÚMERO que é destacado é mais interessante, qual seja: 75% dos aprovados passaram ATÉ a terceira tentativa. Ou seja, em UM ANO, quando são realizadas as três edições da prova da OAB, está a maior média total de aprovados.

No entanto, a MAIOR MÉDIA de aprovados é logo de primeira: 40%!

Ao que parece, reflexão minha a partir do gráfico acima, quanto maior número de exames realizados, menos a chance de aprovação, pois o índice de aprovação é decrescente. Ao contrário do que poderia aparecer, quanto MAIS experiente fica o examinando, PIOR fica a sua situação de aprovado. A razão? Simples: PRESSÃO de ser aprovado!

Assim, a cada exame que acontece, MAIOR a pressão de se ver aprovado. Por incrível que pareça, é exatamente o contrário de um concurseiro, que a cada concurso ele vai ganhando experiência para ser aprovado no próximo.

Acredito também que a MAIOR aprovação de 1ª acontece porque cada vez mais o acadêmico do Direito antecipa sua prova, realizando ainda no 9º e 10º semestres, momento que a cabeça está mais tranquila e longe de pressões para ser aprovado na OAB, já que ainda tem TCC e as provas da faculdade como prioridade. Então vai “de corpo mole” para o Exame e consegue a aprovação.

E se a proposta é ser aprovado o quanto antes, desejo de 100% dos examinandos, sugiro você se cadastrar na nova plataforma da Editora Saraiva, o Saraiva Aprova, e ser um dos primeiros a saber o que vem aí para sua aprovação na OAB. Algo totalmente novo, INÉDITO no mercado, o 1º aprovatório para OAB no país com a mais completa e inovadora tecnologia de adequação de estudos com o seu próprio rendimento. Assim, nenhum roteiro de estudos é igual, porque cada aluno tem um histórico acadêmico distinto e com habilidades diferentes. Clique na imagem abaixo!

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Você sabe qual Estado mais aprova no Exame da OAB?

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Será que você pertence à seccional estadual da OAB que mais aprova no Exame de Ordem? Ou naquela que contém os piores índices de aproveitamento? Pois bem, a FGV fez um levantamento entre o IIº ao XVIIº Exame Unificado e os resultados são muito interessantes.

Apesar do Ceará ser o estado que mais aprova, é a região sul (Paraná, SC e Rio Grande do Sul) que lidera o ranking com 60% de aprovação e, em 2º lugar, a região nordeste com 59%, ou seja, a diferença de apenas 1%. Estes dados são relevantes para tirar a estigma do que na região sul e sudeste (que ficou em 3º lugar com 56%) lideram as aprovações, cuja razão mais veiculada é em razão da qualidade superior do ensino jurídico.

Em 4º lugar, com 51% a região centro-oeste e, por fim, com 50%, a região norte.

Segundo os comentários da própria FGV, “entre os possíveis fatores associados ao diferencial regional no desempenho dos examinandos, é possível ressaltar a heterogeneidade na formação superior dos bacharéis, isto é, a diversidade das condições de ensino oferecidas pelos quase 1.300 cursos de Direito oferecidos atualmente”.

Por fim, a última observação: a situação de São Paulo. O número de inscritos na OAB e de aprovados em números nominativos é o maior de todos, no entanto, em % de aprovação está mais perto dos últimos colocados do que dos primeiros.

Aprovação OAB por Estados

Datas para Exame da OAB em 2017

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Calendario-2017

Sabemos que ainda nem foi publicado o edital do último Exame da OAB em 2016 (o XXIº), mas quem está na faculdade e tem compromisso em enfrentar esta parada em 2017 já está aflito em saber quais possíveis datas teremos os editais, provas da 1ª e 2ª fases da Ordem. Mas sempre foi assim: “vira” setembro, as preocupações começam a pipocar com a chegada de vários emails com a assombração do Exame de Ordem.

Pois bem, a OAB ainda não publicou as datas dos exame de 2017. [*] Se contarmos com o que aconteceu no ano passado, e que gerou grande expectativa, as datas de 2016 somente foram publicadas oficialmente pela OAB em 24 de janeiro deste ano, observado que o edital do 1º exame “ganhou vida” apenas 1 semana depois! Portanto, foi uma correria!!

Por isso, o pessoal anda preocupado, principalmente, quem irá prestar prova no 1º exame de 2017.

Sendo assim, estamos antecipando uma perspectiva do que poderá acontecer em 2017. Se acertamos nossas previsões? Clique aqui. Erramos em apenas 2 dias a data da publicação do edital do XIXº Exame Unificado, o 1º de 2017 e ainda acertamos a data do edital do XXIº Exame!

O mais curioso que a publicação da nossa previsão acabou “viralizando” por conta de outros blogs como sendo a data oficial da OAB, como é o caso do blog do PROAB e de algumas unidades do LFG nas redes sociais… :) Lamento que muita gente não lê com atenção ou até o final… Enfim.

Assim, vamos deixar claro: é uma PREVISÃO MINHA E SÓ MINHA, portanto, não é oficial, ok, baseada nos meus conhecimentos e experiência adquirida em mais de 10 anos de OAB… Sem mais, apresentamos nossas perspectivas:

  • XXII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

Edital: 30/janeiro/2016 | Prova 1ª fase: 2/abril | Prova 2ª fase: 28/maio

  • XXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

Edital: 5/junho | Prova 1ª fase: 23/julho | Prova 2ª fase: 17/setembro

  • XXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

Edital: 25/setembro | Prova 1ª fase: 26/novembro | Prova 2ª fase: 21/janeiro/2018

Explicações finais. A média entre prova da 1ª fase e 2ª fase é cerca de 50 dias, não mais do que isso e 45 dias entre a publicação do edital e a primeira prova.

Desejo que estas informações pautem sua programação para 2017 desde já, principalmente, depois que chegar as festas de final de ano, e, em especial, para aqueles que terão a formatura em pleno verão brasileiro. Esperamos que a OAB não deixe, como aconteceu na última vez, a publicação das datas às vésperas de largar o edital na rua, pegando muita gente em férias e sem vontade alguma de estudar.

[*] ATUALIZADO. O Conselho Federal da OAB acabou publicando as datas no dia 14/12/2016. Leia mais, clicando aqui.

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Mais uma vez: nenhuma questão anulada no Exame da OAB!

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Já trancou o disco: nenhuma questão foi anulada no XXº Exame da OAB.

De acordo com as estatísticas nas 20 primeiras edições, sendo que a 1ª foi realizada pelo CESPE e todas as outras 19 pela FGV, quase a METADE não teve qualquer questão anulada. Veja o histórico:

  • Iº EXAME UNIFICADO = 5 QUESTÕES (CESPE)
  • IIº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • IIIº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • IVº EXAME UNIFICADO = 3 QUESTÕES
  • Vº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • VIº EXAME UNIFICADO = 2 QUESTÕES
  • VIIº EXAME UNIFICADO = 4 QUESTÕES [*]
  • VIIIº EXAME UNIFICADO = SEM ANULAÇÕES
  • IXº EXAME UNIFICADO = 3 QUESTÕES
  • Xº EXAME UNIFICADO = SEM ANULAÇÕES
  • XIº EXAME UNIFICADO = 1 QUESTÃO
  • XIIº + XIIIº + XIVº EXAMES UNIFICADOS = SEM ANULAÇÕES
  • XVº EXAME UNIFICADO = 2 QUESTÕES
  • XVIº EXAME UNIFICADO = SEM ANULAÇÕES
  • XVIIº EXAME UNIFICADO = 2 QUESTÕES
  • XVIIIº + XIXº + XXº EXAMES UNIFICADOS = SEM ANULAÇÕES

Algum “gaiato” vai perguntar: 3 exames consecutivos sem anular questões dá para pedir música no Fantástico? Pois é, quem sabe uma “marcha fúnebre”, porque não é possível que nós aceitamos um atestado do que a prova é PERFEITA. Veja bem, quando não se anula se passa a ideia de que a prova foi perfeita, sem erros.

Questões anuladas

Destaco com [*] o VIIº EXAME UNIFICADO porque foi a prova que repetiu 4 questões de outras provas, feito que nasceu aqui no blog, onde identificamos 3 questões repetidas em TRIBUTÁRIO com colaboração de nossos leitores. Não lembra deste fato? Realmente foi uma BOMBA dentro da FGV e nas relações com a OAB. Foi o Exame com maior número de anulações da FGV. Confira nestes links esta história e porque ela pode acontecer novamente:

BOMBA! Questão de Exame REPETIDA!!

NOVA BOMBA: outra questão repetida!!!

Trilogia: Questões Repetidas da OAB

O triste nesta história é que poucos veículos citaram como fonte o nosso blog, exceto o blog do Portal Exame de Ordem do Maurício [clique aqui] e o guru dos concurseiros, William Douglas que divulgou nas suas redes sociais o nosso trabalho e com grande repercussão.

Como se percebe, quanto maior o número de questões anuladas, menos exames se tem para contar. Assim, de forma disparada, “SEM ANULAÇÕES” está muito à frente do que o restante, dominando o cenário. Pois veja, de 20 Exames Unificados, 9 Exames ficaram sem nenhuma questão anulada, quase a metade das provas passou incólume de revisões.

O pior de tudo é que muitas questões são discutíveis, inclusive, com erros que não poderiam passar numa avaliação mais criteriosa da banca. Concordo que há injustiças e milhares de examinandos são prejudicados. Discutir na Justiça? Sem sucesso, por isso, que as bancas de concursos não dão a mínima para os recursos.

Concordo também que a banca FGV está trabalhando para evoluir e deixar uma prova quase que perfeita, mas precisa reconhecer o mínimo de erros que aos olhos de poucos não são visíveis, só que aos olhos de milhares e milhares de alunos irão testar se a fórmula foi eficaz. Também, quando aparece para o mundo, todos nós, professores, e muitos juristas, já apontam falhas. Mesmo assim, somos ignorados.

C’est la vie. O negócio é fazer uma prova para não depender do humor da banca.

CESPE como nova organizadora do Exame da OAB?

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cespe

Em novembro do ano passado, publiquei um texto cujo título era “Exame da OAB: a possibilidade de uma nova banca em 2016“. Como surgiu o assunto e que gerou repercussão após a sua publicação? É que estávamos em pleno período eleitoral da OAB e sabia que a FGV estaria para realizar um contrato emergencial para mantê-la como banca organizadora até os resultados da eleição.  Seria muito ruim para OAB mudar de banca em plena sucessão eleitoral, portanto, como o contrato estava para acabar, foi a saída momentânea para este problema.

Quase 10 meses depois, eleitos os conselhos e presidente da OAB nacional, ainda a FGV está cuidando dos exames, mas como se sabe, não há um contrato definitivo sobre a manutenção da organização do certame, um dos maiores do país em envolvimento de inscritos, cerca de 140 mil para cada exame e distribuído em duas provas.

De acordo com a própria FGV, o Exame de Ordem está em 168 cidades espalhadas pelo país em, pelo menos, três oportunidades por ano. Ou seja, é quase uma operação de “guerra”, bastante complexo, até porque já tivemos vazamentos e anulações em épocas anteriores. Portanto, não é para qualquer uma organizadora.

De uns tempos para cá começou a correr um “burburinho” sobre a possibilidade de troca de bancas, em razão de alguns problemas que ainda não foram superados e que têm gerado grande desgaste ao Conselho Federal da OAB, qual seja: a correção da 2ª fase. Como se sabe, cada vez é maior o número de recursos para OUVIDORIA da OAB, ou porque a prova não foi corrigida, ou porque foram ignorados diversos itens dos examinandos. A ouvidoria estaria praticamente esgotada em relação a esta demanda que cresce a cada prova.

Ao que parece, cada edição do Exame da OAB é um contrato novo entre a Ordem e a FGV, ou seja, pontual, relação, talvez que a FGV não desejasse, porque quem quer ser temporário? Se fosse um assinado um contrato longo, a empresa poderia ter melhor estabilidade em montar toda a estrutura para atender melhor os examinandos e à própria OAB.

Também como se sabe, poucos concursos nacionais tivemos em 2016. A não ser o INSS, poucos podemos considerar de grande vulto. Os tribunais, que sempre fizeram concursos “a rodo”, estiveram com as mãos atadas para realização de provas, em especial, num ano eleitoral e por falta de orçamento acredito também. E isso reflete em pouco trabalho para as bancas concurseiras como FCC e CESPE ou VUNESP e CESGRANRIO. Já a FGV, com 3 exames por ano, consegue surfar em boas ondas sem maiores preocupações, lembrando que a taxa da OAB subiu para R$ 240,00 reais.

Pois bem, dos “burburinhos” e da “rádio corredor” chegam notícias de que há simpatia à banca CESPE e esta banca, afetada pela redução de concursos (basta ver no site deles que não tem concursos novos abertos e poucos em andamento), também estaria muito interessada em retomar esta parceria que terminou no Iº Exame Unificado ainda em 2010.

Seis anos se passaram e talvez as mágoas tenham sido apaziguadas, pois o vazamento da prova aconteceu justamente com a CESPE. Nada como o tempo para apagar feridas. Por outro lado, não só em conversas com quem entende do exame ou está por dentro deste universo, mas emails começaram a chegar perguntando se era verdade a possibilidade da CESPE assumir novamente o Exame da OAB… Ora, alguém já está alardeando por aí e onde há fumaça, tem fogo.

Membros da OAB juram de pés juntos que não tem nada disso, e que são meros boatos. Recordo muito bem quando a CESPE foi substituída pela FGV: a OAB alegava que não passavam de boatos.

Perguntarão: porque não a FCC ou outra banca qualquer? Pois é, é difícil de afirmar que estas bancas não teriam interesse de assumir o exame, porque passam todas por uma época de vacas magras, em especial, porque muitas empresas realizadoras de concursos surgiram em busca de um lugar ao sol e como são muito pequenas, acabaram ganhando espaço em razão dos valores baixos praticados em muitos pregões e levando diversas seleções de prefeituras e estatais.

De fato, parece que a fumaça está sendo assoprada para CESPE. Se ficaria melhor ou não para o Exame da OAB? A empresa tem estrutura para tocar o negócio, mas não tenho certeza se os examinandos gostariam de uma mudança, porque estamos sempre na posição de não querer sair da zona de conforto e com 19 exames realizados, fica mais fácil identificar tendências e temas que se repetem nas provas da FGV.

Também não podemos negar que a FGV “aprendeu” a cuidar do Exame da OAB. Se há problemas, eles são pontuais e, portanto, mais fáceis de contornar. O principal, como escrevi antes, é a correção da prova da 2ª fase. Não sei se outra banca conseguiria resolvê-lo de forma imediata, pois a própria CESPE enfrentou o mesmo lá trás. A correção de provas dissertativas não é exclusividade do Exame, pois em concursos também há diversas manifestações contrárias dos concurseiros.

Por fim, acredito que a questão que pauta as escolhas da OAB é financeira. Assim, o melhor contrato é que ditará os próximos exames.

Você sabe qual disciplina mais reprova na OAB?

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ESPANTO

Não é de hoje que chamo a atenção que o nosso aluno de Direito sai da faculdade, praticamente, um civilista. E é fácil constatar: de dez períodos semestrais, pelo menos em sete é ministrado Direito Civil. Sabemos que o Código Civil não é só extenso, como também atrai grande diversidade de matérias. Mas será que o nosso aluno vai bem em Civil na prova da OAB? E as disciplinas que compõem o direito público, geralmente, restritas a poucos semestres, em especial, Constitucional e Administrativo, justo o que mais se cobra em concursos?

Pois bem, talvez o ranking gere surpresas ou não, dependendo da sua impressão com o mundo do Direito e a relação que temos durante cinco anos na graduação. Se você não sabe, disciplinas como direito Ambiental e Consumidor sempre foram optativas na grade da faculdade. Depois que a OAB tornou-as figurantes no exame, passaram a ser obrigatórias em qualquer curso de Direito.

De acordo com os últimos dados da FGV, seguindo a composição da prova:

Direito Administrativo (6 questões), Direito Civil (7), Direito
Processual Civil (6), Direito Constitucional (7), Direito Empresarial (5), Estatuto da
OAB e Código de Ética (10), Direito Penal (6), Direito Processual Penal (5), Direito
do Trabalho (6), Direito Processual do Trabalho (5), Direito Tributário (4), Direito
Ambiental (2), Direito do Consumidor (2), Estatuto da Criança e do Adolescente (2),
Direito Internacional (2), Direitos Humanos (3) e Filosofia do Direito (2).

Os dados entre o IIº Exame Unificado ao XVIIº Exame nos dizem o PIOR desempenho dos examinandos está na disciplina de DIREITO EMPRESARIAL com 33% de aproveitamento. Este percentual representa praticamente a metade da disciplina campeã, qual seja, ÉTICA/ESTATUTO DA OAB, com 65% de aproveitamento.

Confira o ranking abaixo. Compartilhe. Divulgue para que outros possam preparar melhor a caminhada que levará a aprovação.

Ranking

Qual a importância de ter estes dados? Sabemos que a média histórica de aprovação gira em torno de 20% em cada Exame. Por isso, levando em conta os dados de aproveitamento, é possível concluir que as piores disciplinas são resultado de falta de esforços “compensadores”. Em outras palavras, qualquer que seja a razão do péssimo desempenho, seja por deficiências na faculdade, por falta de interesse, pela dificuldade da prova, tudo isso somado, é de grande importância a ESTRATÉGIA que será tomada em relação a estas disciplinas.

Prova da OAB é estratégia. Se preciso alcançar apenas 50%, preciso pontuar em grande parte das disciplinas ou gabaritar aquelas que têm mais questões. Como é difícil gabaritar, o caminho mais natural é pontuar num máximo de disciplinas.

Na estratégia de distribuição dos estudos, sempre digo aos meus alunos e leitores: deixe para o final ÉTICA, CDC e ECA, mesmo que estas duas últimas disciplinas tenha importância diminuta em razão de terem apenas duas questões cada. A justificativa é que representam apenas uma lei e os temas sempre se repetem. Vejam no ranking quais disciplinas ocupam o PÓDIO? Estas 3. São disciplinas que gabaritar é possível.

Avalie seus conhecimentos: teste eles com a última prova da OAB. Certamente, o “padrão” seguirá os números da FGV. Reforce os estudos nas mais fracas. Comece a estudar por elas. Não deixe a ordem de preferência seguir ao seu gosto pessoal, pois gabaritar as poucas disciplinas que você gosta não adianta

O que os alunos fazem na biblioteca? Uma pesquisa revela!

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Pesquisa com 3 mil estudantes revela o que fazem na biblioteca

Segundo uma reportagem do PUBLISHNEWS, “para responder a essa pergunta, a Cengage Learning desenvolveu uma pesquisa com três mil estudantes nos EUA em julho de 2015. O objetivo era entender como e por quais motivos utilizam a biblioteca da universidade”.

Diante desta pergunta, os pesquisadores, segundo a matéria do PUBLISHNEWS chegaram a estes resultados:

  • 77% – estudar sozinho é o motivo mais popular;
  • 55% – disseram que vão à biblioteca para consultar a base de dados online;
  • 39% – para acessar materiais que não circulam fora daquele espaço;
  • 29% – consultar livros;
  • 22% – utilizar livros que o professor solicitou no curso;
  • 19% – buscar recursos sobre trabalho e carreira;
  • 13% – socializar com amigos;
  • 10% – frequentar eventos;
  • 8% – ler materiais que não circulam, como revistas e periódicos;
  • 6% – dormir;
  • 5% – assistir aulas sobre como usar os recursos da biblioteca.

E no Brasil, vocês acham que qual o principal objetivo que o aluno vai a sua biblioteca na universidade? Ao menos na biblioteca da PUCRS, onde finaliza o meu curso de mestrado em Direito, percebo que muitos utilizam os computadores para os mais diversos propósitos, inclusive jogar online.

Direito: um dos cursos com mais oferecem oportunidades!

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Ranking dos cursos que maiscolocaram estagiários no mercado de trabalho em 2015 (CIEE-RS)

 

O jornal Zero Hora informou em reportagem do dia 25 de fevereiro relatório do Centro de Integração Empresa Escola do RS – CIEE-RS, cujo título era: “os cursos que mais oferecem oportunidades”.

O CIEE é a principal empresa no RS que faz intermediação de estágios com empresas e setor público. Eu mesmo fui estagiário de Direito através do CIEE. Segundo a matéria, os cursos que mais colocaram estagiários no mercado de trabalho em 2015 foi DIREITO e PEDAGOGIA, ambos com 20% cada. Ou seja, quase da metade dos estagiários NÍVEL SUPERIOR saíram destas faculdades (40%).

O restante segue com ADMINISTRAÇÃO (17%), “outros cursos” (15%), ENGENHARIAS e EDUCAÇÃO FÍSICA (6%), CONTÁBEIS (4%), COMUNICAÇÃO SOCIAL (4%), PSICOLOGIA (3%), INFORMÁTICA (3%) e ARQUITETURA (2%).

De acordo ainda com a matéria, “o levantamento também aponta aumento das oportunidades em Direito, que passou do quarto lugar no ano anterior para o topo da lista em 2015″.

Também não é para menos que DIREITO também conquistou a “coroa” do curso com maior número de inscritos na graduação no Brasil segundo o MEC, superando inclusive a ADMINISTRAÇÃO, que sempre foi a campeã.

Porque esta paixão pelo DIREITO? Conversando com um professor da graduação de fisioterapia, ele mesmo apontou que os jovens acabam optando pelo DIREITO em razão das possibilidades futuras de estágio e emprego e, claro, dos concursos públicos.

Para quem acha que o DIREITO tinha morrido, fica aí a prova que continua “vivinho da silva”.

Direito: nº1 em matrículas no país!

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numero 1Não poderia terminar o ano sem trazer esta notícia. Numa reviravolta impressionante, o curso de DIREITO no Brasil alcançou o PRIMEIRÍSSIMO lugar em número de matrículas em 2014 segundo o MEC através do Censo da Educação Superior publicada ainda em dezembro. Temos em nossos bancos da graduação 813.454 matriculados no curso de Direito, superando a Administração, que sempre tem sido a campeã nos últimos anos (com 801.936).

Outro curso que sempre foi o dos mais procurados, Pedagogia alcançou 652.762 matriculados, seguido por Ciência Contábeis, 353.597 matriculados. E para completar o TOP 5, Engenharia Civil, com 317.153 matriculados.

O total de matriculados no ensino superior no país é de 7,8 milhões registrados em 2014.

Percebe-se, imediatamente, que só o DIREITO responde por mais de 10% de matrículas, ou seja, a cada 10 matrículas, entre 1 a 2 pretendem ser futuros bacharéis em Direito.

Mas é interessante destacar, que entre os 3 primeiros cursos com maior número de matrículas, DIREITO é o que menos forma, visto que a proporção entre ingressantes e concluintes no ano tem a menor taxa (Número de ingressantes: 258.867; Número de concluintes: 95.701).

A razão? Creio que muita gente desiste por falhar nas suas expectativas, certamente, ainda no primeiro ano, devido à maioria dos currículos que não “entregam” o que o aluno estaria esperando do seu curso ou pretensões. Tem um público que chega na faculdade e já quer resolver os problemas de familiares e vizinhos logo de saída, mas não é assim que acontece.

O DIREITO tem atraído diversas espécies de alunos, mas destaco dois tipos em especial: aqueles que pretendem ser aprovados em concursos públicos e, para tanto, precisam do curso para “aprender” a legislação (a estudá-la) e não falamos das carreiras clássicas, mas qualquer uma, pois cada vez mais os conhecimentos específicos, inclusive para concursos nível médio, são exigidos neste sentido; e uma leva que está se aposentando e pretende se manter ativa, e por ser amplo, o direito serve, como também serve como autodefesa das suas garantias como cidadãos.

Por fim, muitos dirão que tem muita gente se formando no nível superior no país. Ocorre que a taxa nacional não chega nem a 20% da população brasileira, sendo que há uma meta para 2022 que alcancemos 34%. E para quem critica o número de faculdades de Direito no país (dados sempre indicados pela OAB), podem ter a certeza que a totalidade dos egressos não se tornará advogados do dia para noite, porque nem 50% quer ingressar na advocacia privada, muito menos o restante conseguirá ser aprovado numa “provinha” que se chama exame de ordem…

2016: 2 milhões de inscrições no Exame da OAB

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Às vésperas de apagar os luzes de 2015, o que esperar para 2016 a respeito do Exame da OAB? Já escrevi sobre as minhas expectativas em algumas ocasiões (links abaixo), mas uma coisa é certa e inegável: chegaremos a 2 milhões de inscrições no Exame de Ordem!

Este número se refere apenas ao Exame aplicado pela FGV, a partir do IIº Exame Unificado (2010). O primeiro foi aplicado pelo CESPE. Pois bem, vamos aos números.

Até o XIIIº Exame (2014), tínhamos como OFICIAIS: 1.340.560 inscrições.

Desde lá, já computamos mais 5 exames. Não sei porque, a FGV não divulgou mais números totais em todas as oportunidades, mas segundo fontes informais, neste período alcançamos cerca de 600 mil inscrições. Como nas últimas provas “contabilizadas” e divulgadas pela FGV o número já era cerca de 120 mil inscritos, certamente, por este número já teríamos alcançando 600 mil. Claro que há variações para cima, mas conta certa e não tem como negar é esta que lhes ofereço.

Portanto, o primeiro EXAME de 2016 teremos – facilmente – alcançado 2 milhões de inscrições.

E isso representaria cerca de 400 milhões de reais a receita total com elas, considerando valores de R$ 200,00, R$ 220,00 e a metade disso pela repescagem (que os números não passam de 20 mil por prova).

É importante destacar ainda que diante deste número que entre o IIº Exame e o XIIIº tivemos como candidatos únicos o valor de 487 mil inscritos. Portanto, 1/3 das inscrições é o número de “CPF’s”. Outra conclusão: os examinandos estão fazendo até 3 exames para serem aprovados como MÉDIA NACIONAL. Com os últimos 5 exames não temos os números de candidatos únicos, mas deve girar em posição aproximada.

Por fim, para você que irá fazer a 2ª fase em 2016 ou que enfrentará seu próximo exame, a única coisa a temer é a sua distração. Porque, em época de férias, a “prova de março” sempre traz este estigma do “exame de férias”, com índices mais elevados de reprovação. Por isso, tenho observado que muitos preferem evitá-la para não carregar uma derrota no seu currículo… Mas também tenho minhas dúvidas desta condição, pois só quem não é aprovado na OAB ou porque desistiu ou porque não a fez.

Boas festas a todos!

ps. Links prometidos:

Estratégias para prova da 2ª fase da OAB!

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“O tempo passa, o tempo voa e a preparação para OAB continua numa boa”. Quem não lembra da propaganda do finado banco Bamerindus? Pois é, o tempo é severo e já nos encaminhamos para prova da 2ª fase do XVIIIº Exame da OAB. Parece que foi ontem que estávamos todos apreensivos em responder 80 questões objetivas. Agora, estamos bem próximos do grande dia e que decidirá a vida de muitos.

Neste período que resta, no entanto, há muito o que fazer. Para 1ª fase, é o tempo que muitos examinandos começam a estudar, de fato, todas as 17 disciplinas. Agora, apenas uma é o foco da tarefa preparatória. Parece um alívio e realmente é. Lembre que esta disciplina foi escolhida entre sete por você mesmo, ou seja, teoricamente, é aquela que se está mais bem preparado ou que melhor terá condições de estudar. Ninguém em sã consciência escolheu uma disciplina que detesta, ao contrário, quando se faz a prova da 1ª fase e tem que “engolir” muitas que não tem qualquer sentido para o examinando.

Pois bem, com todo este “blá-blá” é possível perceber que esta tarefa não pode ser tão ruim e que todas chances estão com quem irá fazer a 2ª fase. E os números são claros: passa-se muito mais na 2ª fase do que na 1ª fase em relação habilitados 1ª fase/aprovados 1ª fase e habilitados 2ª fase/aprovados 2ª fase.

Outro dado interessante serve para mostrar algo que batemos forte aqui na preparação para 2ª fase: erroneamente, o foco dos examinandos é na peça, deixando de lado a resolução das questões subjetivas. Os números abaixo indicam que a maior média de pontuação obtida recai na peça.

Aproveitamento 2 fase

Há exceções, é claro, mas o que marcamos acima representa que a grande maioria das vezes a pontuação veio das peças e não das questões. Uma coisa é certa: somente se errar a peça e, consequentemente, a eliminação, é o trauma a considerar. Fora isso, a pontuação tem que vir também das questões.

A lógica que cerca às questões, é que uma é “dada”, outras duas, de grau médio e a última, bastante difícil. Assim, dos cinco pontos é possível arrancar pelo menos 3 pontos: acertar no todo uma questão (1,25) e acertar parcialmente outras duas (+ 1,75) e “sobrar” uma com erro completo. Ou acertar duas completas (2,50) e ganhar pontuação nas outras duas. Enfim, a matemática é mais fácil do que gabaritar a peça.

Portanto, a prova é estratégia. Veja que a grande maioria das peças os examinandos alcançaram a risca dos três pontos, no entanto, quanto às questões a média ficou menor que isso, ou seja, a maioria dos examinandos não foram aprovados pela simples razão da falta de pontuação necessária das questões!

Se os números indicam que na peça a pontuação tem sido satisfatória, ou seja, acima de três pontos, por outro lado as questões têm sido quase um fiasco. Como vencer isso? A mais básica das regras: resolver MUITAS questões dissertativas de provas anteriores! E conhecer como é feita a divisão dos pontos.

Esta é uma outra estratégia. Para saber como é a distribuição de pontos tanto na peça como nas questões, veja os padrões definitivos das provas de 2ª fase. Entenda que ao fazer um recurso, p.ex., você ganha X pontos em acertar o endereçamento, ganha Y pontos em fazer a peça com folha de apresentação e razões em separado, se for o caso, e ganha Z pontos se a fundamentação corresponde ao gabarito.

Depois muita, mas muita gente vem me perguntar… “ah, se eu não coloquei isso, perco pontos?” ou “ah, se coloquei a mais isso, também perco pontos?”. E “se esqueci de citar isso, quanto pontos eu perco?”. Etc e tal. Então, faça esta pesquisa antes, pois ao estar fazendo a peça, você terá em mente qual a pontuação que você está conquistando em acertar aquele item.

Quanto às questões, conhecer a divisão da pontuação dentro da questão é importante, bem como que a mera transcrição de um artigo legal não gera pontos. Para jogar tem que conhecer as regras antes!

Estratégia sempre!

Ranking das faculdades de Direito no país: e a sua, quer saber?

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O Ranking Universitário da Folha – RUF divulgou a classificação final das faculdades de Direito no país. Ele é um dos mais completos, pois indica não só um ranking final, como também nos quesitos “avaliação do mercado”, “qualidade de ensino”, “doutorado e mestrado”, ENADE, “professores com dedicação parcial e integral” e “avaliadores do MEC”.

Para matar a curiosidade, os 10 primeiros do país:

melhores-faculdades-direito

Sabe qual é o ranking da sua faculdade? Clique aqui!

Datafolha: 89% dos brasileiros são favoráveis à prova da OAB

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ponto de exclamaçaoDe acordo com uma reportagem do CONJUR, 89% dos brasileiros são favoráveis ao Exame de Ordem diante de 2.125 entrevistados pelo instituto DATAFOLHA. O resultado foi publicado hoje e apresenta diversas segmentações de quem foi entrevistado, como p.ex., “os entrevistados também são favoráveis (94%) a adoção de exames para que médicos e engenheiros possam exercer suas profissões”.

Você vê por completo a reportagem, clicando aqui.

Creio que não é novidade alguma que grande maioria da população prefere que os profissionais sejam não só qualificados como confiáveis. Sei que o exame da OAB não é suficiente, mas já é alguma coisa. Vejam que 94% querem que médicos e engenheiros sejam sujeitos a provas também.

Sou a favor do exame, mas julgo a prova como desproporcional ao que deveria ser.

Perfil de quem teve melhores resultados na OAB

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Em meio à onda de reprovações no Exame da OAB, você deve se perguntar: afinal quem consegue matar este bicho de 7 cabeças? Baseado nas estatísticas da FGV publicadas no livro “Exame de Ordem Em Números”, atualizado do VIIº ao XIIIº Exame, podemos montar o perfil completo de quem teve melhores resultados ao alcançar a linda e desejável carteirinha vermelha.

O perfil segue os dados coletados pela FGV dos examinandos segundo:

  • O sexo;
  • Faixa etária;
  • Autodeclaração de cor;
  • A escola que cursou no ensino médio;
  • Rendimento financeiro familiar;
  • Nível da escolaridade do pai;
  • Escolaridade do examinando.

Perfil do Aprovado

Foram avaliadas, segundo a FGV, 833,1 mil examinandos entre VII e o XIII Exame Unificado, desse total, 135,9 mil foram aprovados (16,3%).

Algumas observações são pertinentes.

  • O maior número de inscritos foi do sexo feminino (53,8%);
  • O maior número de inscritos foi da faixa entre 20 e 25 anos (33,6%), mas considerei também no perfil acima quem tinha menos de 20 anos, pois apenas 0,1% correspondeu de quem fez a prova e, por sinal, foi quem teve melhor média de aprovados;
  • 64,7% dos inscritos declaram-se brancos, 32,5%, negros, 1,9%, amarelos e 0,9% indígenas;
  • O maior número de inscritos estou integralmente em escola pública (35,3%) e, em segundo, integralmente escola privada (29,9%). Os demais, 16,2% em maior parte em escola pública, 13,9% em maior parte em escola privada e 4,7%, metade em escola pública e metade em privada;
  • O maior número de inscritos declarou que o rendimento familiar era entre 1,5 a 3 salários mínimos (20,7%), mas a aprovação representou 13,3%. Por outro lado, quem declarou acima de 30 salários (3,5%) teve índice de aprovação em 24%;
  • Referente ao nível de escolaridade do pai, 46,7% dos inscritos informaram que o pai havia concluído ao menos o ensino superior, incluindo aí pós-graduação, mestrado e doutorado. Quem afirmou que o pai tinha doutorado teve melhor desempenho na aprovação, 25,7% e, em segundo, pai com mestrado, 25,6%. Pai analfabeto ou analfabeto funcional apenas 2,8% dos examinandos foram aprovados;
  • O maior número de inscritos declarou que já era bacharel em direito (67,7%). No entanto, as melhores médias de aprovação recaem no estudante do 9º período (29,8%), do 10º período (19,8%) e só depois o bacharel (12,6%).

 

Desabafo de quem não aprovou na OAB.

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tristeRecebo emails de quem não conseguiu aprovação na 1ª fase do XVº Exame e não sabe por onde recomeçar ou agir neste momento. Realmente, a sensação de fracasso cega qualquer visão de um futuro a curto prazo disponível para novas conquistas. Escolhi um email porque é forte, antes de tudo, mas representa ao menos a base da falta de perspectiva imediata da maioria. Irei omitir o nome por razões óbvias.

“Eu já havia prestado exame da OAB algumas vezes, a minha última tentativa tinha sido no final de 2012. Nesse ano de 2014 eu voltei e tentei o XV exame, comecei a estudar no final de Julho (estudei muito, fiz muitas questões), e ainda tive a vantagem de nem ter trabalhado nesse tempo. Para depois de tudo isso acertar apenas 39 questões. É provável que não tenha anulação de questão. Uma única questão me separou dos aprovados. Pensava que iria passar mas foi só ilusão. Estou triste e frustado, minha frustração me deixou meio apático e desmotivado para até outras áreas da minha vida(minhas notas em outro curso que eu faço caíram um pouco por falta de atenção e motivação minha. Estou meio aéreo. Sei que o senhor não é psicólogo, mas imagino que já tenha lidado e ouvido outras histórias como a minha. Coisas assim acabam com a auto-estima. Queria ter nascido mais inteligente. Me sinto muito envergonhado. Passar na 1° fase da OAB seria a grande vitória desse ano (até mesmo porque a 2° fase é mais fácil). Não desisti ainda, mas acho que as festas de fim de ano não será tão legal como eu gostaria(devido a isso tudo). Estou com a auto-estima baixa.  Como me reerguer?”

Para começo de conversa, é importante destacar algumas informações oficiais da FGV. Em primeiro lugar, entre o IIº Exame e o XIIIº Exame cerca de 1,3 milhão se inscreveram e destes, apenas 36,4% foram examinandos que prestaram pela 1ª vez a prova. Ou seja, 63,6% era gente que estava fazendo mais de uma vez. A grande maioria de aprovados está na faixa de 3 exames realizados.

Assim, como aquele velho conselho, não está fácil para ninguém.

Em outras palavras, a média indica que a maioria dos examinandos tem que fazer 3 exames para ser aprovada. E há um dado bastante relevante: há examinandos que fizeram TODAS as 12 edições pesquisadas. E não é um, mas mais de 2 mil examinandos.

Quanto ao caso concreto. Realmente, não sou psicólogo, mas é como tento semear há anos: uma preparação adequada precisa enfrentar dois lados, um pedagógico (que inclui a preparação em si) e um psicológico, que todo candidato precisa estar com a “cabeça boa”, suavizada de pressões, ansiedades etc. Também tenho dito que a quantidade de estudos não representa a qualidade que se exige. Fazer MUITAS e MUITAS questões ajuda, p.ex., mas há “fórmulas” que trazem mais resultados diante delas.

A fixação do conteúdo, até onde os estudos foram, qual profundidade, enfim, há diversas variáveis que influenciam em toda a preparação. Ademais, se não tem “cabeça boa” durante esta trajetória, qualquer que seja o motivo, o conteúdo “não pega”, fica solto no ar e ele não aparece na hora da prova. Neste caso, realmente, precisa-se de um profissional que descubra o que está atrapalhando todo esse processo de conhecimento.

Realizar, como demonstraram os número da FGV, 12x a prova e não ser aprovado é uma questão de cabeça e que um psicólogo deve ser consultado. URGENTE. Caso contrário, todos os estudos não representarão nada diante de uma prova. Por outro lado, demonstra que existe , ou seja, já é algo positivo em que o examinando acredita, porque muitos desistem depois do terceiro exame. E três exames é um ano de preparação.

Ouvi dias atrás que um futuro juiz federal tomou posse depois de sete anos tentando em provas para esse cargo em todo o país e, que finalmente, obteve aprovação. Muita gente leva este tempo para ser aprovado no vestibular de MEDICINA! Somente é tentando que se consegue. É a velha máxima: eu NUNCA vou acertar na MEGASENA. Porque? Eu NUNCA jogo.

É possível que o nosso amigo ou amiga do email encontre PAZ com alguém que possa revelar as causas que impedem que siga adiante no exame ou em provas de concursos. E revelando-as, também é possível que daqui a pouco se descubra que não há motivação para alcançar a aprovação, ou seja, um objetivo maior do que a mera sensação de ser aprovado(a). Mas e depois? Quero a carteira da OAB para advogar, mas sei que será muito difícil conseguir um emprego em escritório pela minha falta de experiência ou dificuldade de comunicação? Quero a carteira da OAB para concursos, mas sei que a situação é pior com concorrência que está hoje por aí e não vou conseguir conquistar o cargo que gostaria?

Todas são situações que geram todos os males necessários que atrapalharão os estudos. Como resolver isso? Um choque de autoestima ou mudar o rumo de sua vida através de outros caminhos, quem sabe um novo curso, outras tarefas, enfim. Conheço muitos, mas muitos alunos que tomaram outros rumos, com ou sem aprovação da OAB. Gente que hoje vive muito mais feliz como decoradora de ambientes, designer de jóias, empresários, terapeuta holística, chefes de cozinha, animador de festas infantis, maquiadora, blogueiro, radialista, donas de casa, etc e tal, enfim, o mundo é muito maior do que bacharelado em Direito e mais rico do que a riqueza em ter uma carteira da OAB em mãos.

Mas se o objetivo de vida passa pelo exame da OAB, não desista, porque todos nós passamos por reprovações na vida ou profissionalmente. Ficar triste ou sem saber o que fazer é NORMAL depois de um fracasso ou fracassos contínuos. O que NÃO é normal é viver assim por um longo tempo, ou seja, deprimido (tristeza contínua). Procure um auxílio de quem irá lhe mostrar, ao menos, opções e com elas é mais fácil decidir o que fazer.

Qual disciplina que mais aprova na 2ª Fase da OAB?

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Antigamente, rezava a lenda que direito do trabalho era a “melhor” opção para quem buscava atalhos na hora da escolha da disciplina para 2ª fase da OAB. Claro, não tínhamos todas essas sete opções, geralmente, nas seccionais a base de escolha era penal, civil ou trabalho (e respectivas processuais). Por isso, gerou uma disparidade na escolha na disciplina trabalhista logo quando se unificou o exame ainda na época da CESPE.

É possível especular que quase metade das inscrições era direcionada para área trabalhista, cuja consequência, podem dizer o contrário, foi a evolução de uma prova bastante difícil, tornando-a inacessível até mesmo para quem a sempre teve como primeira opção.

Pois bem, os tempos são outros e hoje parece não ter mais dúvidas que constitucional é a disciplina que mais aprova segundo todas as pesquisas que se faz no Google. Agora, os números mais atuais da FGV Projetos confirmam: é a disciplina com maior taxa de aprovação, média alcançada entre IIº e o XIIIº Exame Unificado.

Comparando as disciplinas neste período, perde apenas a “coroa da aprovação” no Vº, VIIIº, Xº e XIº Exames.

Assim, com 31,6% mantém a liderança disparada, à frente de Civil (25,6%), Administrativo (19%), Tributário (17,4%), Empresarial (17,2%), Penal (15,6%) e, por último, Trabalho (13,6%).

Observando os extremos, a MAIOR aprovação interdisciplinar foi de 46,3% (Civil, Xº Exame), e a PIOR, 1,8% (Empresarial, XIIIº Exame).

Concluí-se, que trabalho, de “salvadora da pátria” se transformou na grande “vilã” dos examinandos. Por outro lado, uma disciplina que pouco se tem ou quase nada de prática se vê na faculdade ou em estágios é a detentora da “coroa das aprovações”, constitucional.

Outra constatação é que civil, sempre tão temida pelo extenso programa que consta no edital e pela diversidade de temas que poderia abarcar na prova, é a 2ª disciplina com maior número de aprovações. E mesmo, empresarial, cuja fama é de ser uma prova terrível (até vide o pífio índice de 1,8%), está na frente de penal e trabalho e empatada “tecnicamente” com tributário.

Enfim, se você quiser conhecer mais examinandos que optaram por constitucional, sugiro o nosso grupo no face, com quase 2 mil integrantes. Clique aqui.

Disciplinas 2 fase

De cada 10 inscritos, 8 são reprovados na OAB.

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Carteira OABDe acordo com uma matéria publicada pelo portal IG, segundo estudo feito pela FGV Projetos, em 12 exames aplicados, de 1.340.560 inscrições apenas 234,3 mil examinandos foram aprovados. O período reflete entre o IIº Exame Unificado até o XIIIº Exame (entre 2010 e 2014).

Segundo a reportagem, a taxa de reprovação é de 82,5%, ou seja, de cada 10 inscritos, 8 são reprovados. Para quem não acredita em persistência e/ou no grave problema que causa a muitos examinandos após seguidas reprovações, “o levantamento mostra ainda que, a fim de obter a carteira que permite pleno exercício da profissão, os bacharéis em Direito chegam a se inscrever 12 vezes para fazer a prova”.

Segue ainda que “para cada exame, a taxa de aprovação variou entre 11,4% (9° Exame) e 28,1% (10° Exame). Segundo o estudo, a variação reflete diferenças no conteúdo e no grau de dificuldade da prova, e também na qualidade de formação dos estudantes”.

Alguns dados interessantes para refletir:

  • Entre 2010-2014: 487 mil fizeram as provas do exame, muitas mais de uma vez.
  • Nesse período, 132,6 mil candidatos fizeram a prova mais de quatro vezes.
  • Desses, 2.094 candidatos fizeram o exame 12 vezes.

Por fim, “a grande taxa de reprovação dos estudantes e bacharéis nos exames da OAB faz parte de um contexto em que 1 em cada 10 matriculados no ensino superior no País cursa Direito. Em 2013, os matriculados no curso somavam 769.889 alunos, segundo dados do Censo da Educação Superior. Em 2012, eram 1.158 cursos, quase o dobro do número de cursos abertos em 2002 (599). Diante dessa realidade, o Ministério da Educação (MEC) suspendeu a abertura de novos cursos em 2013 até a criação de novas regras para expansão e regulação da rede, que seriam feitas em parceria com a OAB”.

Inevitavelmente, essa triste realidade reflete no gosto amargo da reprovação e, consequentemente, em quem é vítima deste sistema perverso de falta de fiscalização adequada, o aluno. Sonhos são destruídos, empregos perdidos, muito dinheiro gasto com inscrições caras (R$ 200,00 !!!), investimento em tempo deslocado, enfim, não preciso descrever o sofrimento de quem não consegue ser aprovado.

A prova é injusta? É, com toda a certeza do mundo. Acredito que foge de um padrão do que seria desejável. A prova da OAB não garante emprego algum, encaminha situações, mas ninguém sai aprovado e “empregado”, exceto aqueles que já têm a proposta em mãos e depende dela para concluí-la. Há provas para advocacia pública muito mais acessíveis e o resultado é outro com a aprovação: estabilidade.

A prova é justificável? Também é, apesar de ser injusta, pois quem é aprovado também reclama, aliás, há muito mais motivos para se desiludir com os fracassos profissionais. Há advogados que já rodaram todas as filas de admissão e não conseguem lugar em escritórios. Outros, a muito custo, fecham por R$ 1.000,00 o seu padrão mensal. Donos de escritórios, principalmente, que lidam com processos em massas dizem nos bastidores: é a lei da oferta e procura. Como competir? Então começa a ciranda dos concursos públicos e a superconcorrência.

O direito está em decadência? É o que respondo neste artigo com diversos números, clique aqui.

X Exame de Ordem: 54% de aprovação!

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Recorde de aprovação! De acordo com a OAB:

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta quarta-feira (08) o resultado preliminar da primeira fase (prova objetiva) do X Exame de Ordem Unificado. Dos 124.887 candidatos que se inscreveram inicialmente, 67.441 obtiveram aprovação nesta etapa, perfazendo 54% de aprovação para a 2ª fase (prova prático-profissional). A relação hoje divulgada (VEJA AQUI) traz os nomes dos aprovados por Seccional da OAB, cidade e número de inscrição e o nome do examinando em ordem alfabética.

A partir do meio-dia de hoje se inicia o prazo para a apresentação dos recursos. O prazo termina ao meio-dia do dia 11 de maio. O resultado final da fase objetiva – já incluindo os resultados dos eventuais recursos interpostos – será divulgado no dia 28 de maio de 2013 neste site.

Para ser aprovado nesta primeira etapa, o candidato deve ter acertado 50% das 80 questões da prova objetiva, todas de múltipla escolha com quatro opções (A, B, C e D) e uma única resposta, de acordo com o comando da questão. O conteúdo desta fase do X Exame envolveu as disciplinas profissionalizantes obrigatórias e integrantes do currículo mínimo do curso de Direito, além de questões sobre o Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei 8.906/94) e seu Regulamento Geral, Código de Ética e Disciplina, Direitos Humanos, Código do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Filosofia do Direito, Direito Ambiental e Direito Internacional.

A segunda etapa (prova prático-profissional) do X Exame Unificado – para a qual só se submeterão aqueles que foram aprovados nesta primeira fase – está prevista para ser realizada no dia 16 de junho de 2013.

— xx —

A partir dessa informação, surgem duas perguntas “clássicas”, uma para quem não foi aprovado e outra para aqueles que enfrentarão a 2ª fase.

1- SE NÃO PASSEI, IRÃO ANULAR?

Não deveríamos levar em conta a matemática de aprovados e número de anulações, pois se erraram nas questões deveriam anular, simples assim. Porém, reza a lenda que como a prova da OAB é para reprovar, muitos aprovados não seria “negócio”, assim, se houver anulações, serão mínimas.

Mas se a prova está errada em determinadas questões, fica difícil sustentar que não anularão nenhuma. Entendo que é possível sim, mesmo com todas as aprovações, anularem uma ou duas. Sempre é possível, vamos dizer assim.

Raríssimas vezes não anularam.

2- SE PASSEI, VÃO ‘FERRAR’ NA 2ª FASE?

A ideia do ‘funil’ é a mesma. Mas pergunto, então. Fará diferença nos estudos se afirmar que a prova será mais difícil? Quem vai fazer uma prova busca se PREPARAR AO MÁXIMO, então não adianta ficar especulando, FAÇA SUA PARTE!

Podem apertar na correção? Sim, podem, mas se você entregar o que eles querem então não poderão negar a pontuação, capisce?

 

83% índice de reprovação!

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Foi publicada hoje em Zero Hora – matéria de capa – a manchete do “histórico” índice de reprovação do Exame de Ordem da 1ª Fase de 03/2008, prova esta realizada agora em janeiro. A jornalista Lúcia Pires tratou do assunto de forma profunda, trazendo o ranking das faculdades gaúchas nas provas 01/2008 e 02/2008.Duas páginas foram dedicadas para a matéria em questão. Já tínhamos esta idéia nos dias seguintes do gabarito oficial: poucas inscrições para 2ª Fase e muitas pessoas interessadas em recorrer das questões da prova.

A gravidade da situação se tornou definitiva quando saiu o “listão” de aprovados no último dia 29 de janeiro. Quase “definitiva”, vamos dizer, pois ainda há o julgamento de recursos, mas o quadro pouco mudará. Definitiva é a conclusão que temos quanto à qualidade do ensino jurídico e a preparação do aluno para o exame da OAB.

E isto é escancarado nos cursinhos preparatórios. Tem uma dezena de “causos” para contar, mas tem desde o aluno que reclama que “não fomos avisados que precisava levar código para aula” até aquele que “o que aprendi hoje numa aula não aprendi num semestre na faculdade”.

É claro que a faculdade não é o “mordomo” nas histórias da Agatha Christie, pois também acredito muito naquela máxima de que o “aluno é quem faz a faculdade”, pois o estudante descompromissado não terá chance alguma de fazer apenas a “média 5″ da prova da OAB.

Mas a prova também mudou. A abordagem nas questões foi diferente, bem como a divisão das matérias nas disciplinas (por exemplo, não caiu uma questão sequer sobre recursos em Trabalho). Empresarial de 5 passou para 3 questões. ECA e CDC estão definitivamente presentes no Exame com duas questões cada. Os detalhes legislativos também pesaram bastante contra aquele estudante que tem uma visão superficial da matéria. Enfim, o CESPE quis “mudar” e realmente o povo sentiu as mudanças.

Por fim, a reprovação não foi um caso isolado gaúcho; em Mato Grosso do Sul o índice de aprovação foi de 16%. Outras seccionais que tinham um índice “satisfatório” de aprovação também sentiram as “mudanças”… E porque as faculdades federais estão sempre no topo do ranking das instituições? Por que o aluno já se prepara durante o curso e poucos se matriculam em cursos preparatórios…

Agenda OAB

XXIII Exame de Ordem Unificado

  • 23.07.2017

    Prova objetiva 1ª fase

  • 07.08.2017

    Resultado preliminar

  • 08.08.2017
    a
    11.08.2017

    Prazo recursal 1ª fase

  • 22.08.2017

    Gabarito definitivo

  • 17.09.2017

    Prova dissertativa 2ª fase

  • 10.10.2017

    Resultado preliminar

  • 11.10.2017
    a
    14.10.2017

    Prazo recursal 2ª fase

  • 24.10.2017

    Resultado definitivo