Maysa não quis fazer Direito…

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Uma imagem viralizou nas redes nestes dias. Durante a formatura de Maysa Ferreira, 22 anos, no curso de jornalismo, seus pais levantaram uma faixa com o seguinte: “Maysa, não era o que queríamos, mas formou. Seus pais“. A matéria completa você lê no G1, clique aqui.

O que me chamou atenção e despertou a curiosidade era: o que os pais da Maysa queriam então? Descobri: queriam que ela se formasse em DIREITO. Mas a Maysa não quis, apesar de alguns indícios como gostar muito de ler, segundo ela própria e seus pais. Ela chegou a cogitar na faculdade de Direito, mas acabou se matriculando em jornalismo na Universidade Federal de Tocantins.

Como sou professor também na graduação, é de costume no primeiro dia de aula fazer uma pesquisa com os meus alunos: o que vocês querem ser quando crescerem? Entre risadas, todos respondem, mas o que mais me chama a atenção não é “concurso público”, cerca de 80 a 85%, mas daqueles que ainda não sabem o que fazer. Claro, tenho turmas que estão entre 4º ao 8º semestre, em geral, porém cada vez mais fica a impressão que muitos escolheram DIREITO porque estavam, justamente, EM DÚVIDA das suas vocações.

Veja bem, eu mesmo, antes de fazer vestibular em Direito, tentei durante dois anos…. MEDICINA. Cheguei a ficar na lista de espera, mas consegui entender que as razões para estudar para um dos vestibulares mais difíceis eram equivocadas. O DIREITO tem uma atração muito forte por ser um curso aparentemente “amplo”, com muitas possibilidades, especialmente, concursos públicos. Assim, numa época que decisões precisam ser tomadas mais cedo, a imaturidade das escolhas é algo provável, por isso, na dúvida, “escolho Direito”.

Sei que a taxa de abandono no 1º ano do curso de Direito pode ser acima da média. Veja bem, é o curso com o maior número de matriculas no ensino superior do país, superando inclusive ADMINISTRAÇÃO que fora campeã absoluta por muitos anos. Então, a indecisão por parte do aluno que está saindo do ensino médio acaba sendo favorável à escolha do curso de Direito. Ocorre que muitos percebem que a faculdade é exigente quanto à leitura e o primeiro contato com as leis, geralmente, é duro.

Em outros cursos onde há alguma cadeira de Direito (ministro também para uma turma de Administração e Contábeis), os alunos são atenciosos, mas percebem uma “chatice” em consultar códigos e vade mecum. Os próprios alunos do Direito têm certa aversão à consulta, imaginem os demais!

Recentemente, completei 20 anos de formatura. Avaliando a lista de formados, ao menos daqueles que tenho algum contato, percebo que muitos abandonaram as lidas jurídicas e investiram em outros campos. Não que todos tenham um “desgosto” pelo curso que se formaram, mas acharam a felicidade e a realização em outros projetos, desde o empreendedorismo até a terapia holística.

Muita gente critica a “cultura do concurso público” que se instalou nas faculdades de Direito. Mas ela está em muitas outras áreas, inclusive, na própria Administração e Contábeis. De fato, a remuneração e estabilidade são muito atraentes comparado com a iniciativa privada. A culpa não é dos alunos, mas da nossa própria sociedade. A questão é mais vocacional quando os alunos de Direito não sabem qual concurso prestar, visto que há outras condicionantes, como qual o mais “fácil” de passar, a remuneração envolvida, aquele que tem menos candidatos, enfim, a gama é grande.

Portanto, o que temos “para hoje” sobre o curso de Direito é isso. Se é bom ou ruim, você decide. Para Maysa era ruim; para os pais dela, bom. De qualquer sorte, é importante destacar: o curso continua atrativo e será assim por muito tempo.

[ATUALIZADO]

PS. Li numa matéria de Zero Hora que 1 a cada 5 acadêmicos do ensino superior não concluem a faculdade segundo o MEC, sendo que a falta de identificação do aluno com o curso é a principal causa de abandono. Os testes vocacionais são importantes, especialmente, um ano antes de prestar vestibular. Há diversos deles online. Conheça do Guia da Carreira [clique aqui], o Teste Vocacional Online [clique aqui] e do Mundo Vestibular [clique aqui].

PS2. A Maysa leu o texto acima, segundo seu depoimento em nossa fanpage do FB. De acordo com ela, “Nossa amei o texto!!“. Obrigado pelo carinho, siga sua determinação com SUCESSO pela escolha pelo jornalismo.

Saraiva Aprova: o dia que o Exame da OAB mudou

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Mudança

Anote aí na sua agenda: dia 22 de agosto de 2017. – O que que tem nesta data professor? Vejamos:

  • Data da publicação do resultado final da 1ª fase do XXIII Exame de Ordem
  • XXIII Exame de Ordem: um dos piores resultados de todos os tempos na 1ª fase
  • Menos de 15% de aprovação
  • Nenhuma questão anulada
  • XXIII Exame de Ordem, a prova que será lembrada pela diminuição de questões de Ética

Todas as notícias que poderiam estar nos programas televisivos sensacionalistas ou policiais. Só não escorre sangue, porque a dor é interna de quem não foi aprovado. O Exame “Injusto” da Ordem.

Também neste dia teve o webinário do prof. Pedro Lenza transmitido AO VIVO para todo o país com mais de 7 mil inscritos. Nele, o prof. Lenza comentou as possíveis razões que levaram à reprovação em massa e perspectivas para o futuro.

Mas não vivemos apenas de notícias ruins. Veja bem, há indignação com os resultados? Claro, todos nós estamos revoltados, mas pergunto: apenas culpar “alguém” resolve? Pois é, muitos responsáveis por cursos preparatórios foram para as redes sociais “achar” um culpado. Todo mundo sabe quem é. Exigir transparência resolve? Não sei, parece paliativo. O que fazer então? MUDAR, pode ser o primeiro passo para uma NOVA direção.

Oferecer DESCONTOS ajuda? Sim, mas resolve? Não. O problema continua lá, porque não há mudanças, visto que todo mundo oferece descontos “para ajudar”, mas não para “resolver”. Como resolver ou mudar? INOVANDO. Todo mundo acredita em você, no seu potencial, nos seus esforços. Nós, professores, e responsáveis por preparatórios. Mas pergunto: eles acreditam neles próprios?

BINGO! Esta é a questão. O XXIII Exame de Ordem é um marco, um fato histórico dentro dos 7 anos que o Exame de Ordem Unificado existe sob a organização da FGV. Se todos esperavam uma anulação para “acalmar” os examinandos, professores e de quem mais foi ao público reclamar, a resposta da OAB e FGV no dia 22 de agosto calou a TODOS, exceto uma instituição: Saraiva Aprova.

Neste mesmo dia, diante de todos os males, contra a inércia e a zona de conforto do empreendedorismo, a plataforma Saraiva Aprova enviou uma mensagem clara ao mercado: NÓS acreditamos no nosso trabalho e em NOSSOS alunos. O que ela fez? Ofereceu um desconto de 90%? Não, porque isso, justamente, desqualifica o seu trabalho e missão. Ao contrário, ofereceu a garantia que sua plataforma é confiável e eficiente através da devolução do investimento do aluno caso ele não seja aprovado!

- Como, professor? Pode repetir?

Sim, a plataforma Saraiva Aprova (leia-se Editora Saraiva) está garantindo a sua aprovação caso você estude com eles. Simples assim. Se você não for aprovado, eles lhe devolvem o seu dinheiro ou se preferir, te entregam mais 6 meses de preparação. Não é promoção, mas compromisso! A partir de agora, se você preencher alguns requisitos durante o processo de aprendizado, você tem esta garantia.

Agora, pergunto eu: Você quer a aprovação na 1ª fase ou receber o investimento de volta?

Estou envolvido no Exame da OAB desde 2005 e JAMAIS enxerguei isso desde então. É ousado? Somente para quem tem dúvidas do seu método de ensino e seus professores. Para Saraiva Aprova não é, porque ela acredita nos seus professores, na sua plataforma e método personalizado de aprendizado. Se você ainda não conhece, fica a sugestão da leitura sobre a plataforma que desbravei lá no seu lançamento (clique aqui) e sobre o comparativo dos preparatórios que levantei (sabe qual o melhor? clique aqui).

Não tenho dúvidas, dia 22 de agosto de 2017 o Exame da OAB mudou. Também tenho certeza que hoje todos enxergarão diferente os descontos que os cursinhos oferecem e a garantia de aprovação que a Saraiva Aprova oferece.

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O meu professor de português

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Arvores dos livros

No último final de semana, estive numa livraria Saraiva para “fiscalizar” se os meus “filhos editoriais” estavam à disposição de serem levados para milhares de casas e se divertirem com seus futuros donos, os leitores. Uma das minhas principais obras estava em falta naquela loja e quando o vendedor se ofereceu a encomendá-lo acabei confessando que era o “pai” dela. O livreiro ficou espantado e pediu licença para fazer algumas perguntas e uma delas era como eu tinha me tornado escritor.

Já tratei a respeito alguma vez sobre isso, mas nunca com a consciência que tenho hoje quanto à iniciativa de escrever. Identifico três atitudes que se tornaram cristalinas para reconhecer que foram elas – sem dúvida alguma – que me levaram à profissão que tenho hoje. Esta reflexão, não só quanto à curiosidade do jovem livreiro, já vem sendo alimentada nestes últimos meses, especialmente, quando mergulhei nos livros de autoajuda para pesquisá-los para o meu próximo título… SIM! Será de autoajuda, ensaio que iniciei em 2012 quando publiquei Guia Passe na OAB: os segredos da aprovação. Seu sucessor está em produção com a Editora e os dois próximos – em coautoria –  abordarão a temática da autoajuda.

Assim, a pesquisa acabou me trazendo “efeitos colaterais”, qual seja, a autorreflexão do porquê da minha alegria com a profissão de escritor. Este texto é um pouco disso.

As duas primeiras atitudes têm em comum que foram naturais para mim. [1] Sempre tive “diário”. Sei que era uma coisa de menina lá na década de 80 e 90, mas sempre usei “agendas” como diários. Escrevia bastante, o passado e o presente, e muitas coisas que gostaria de realizar. Em termos atuais,  fiz autocoaching ao descrever e responder perguntas que me fazia quando não tinha assuntos relevantes para o dia. [2] Fiz curso de datilografia. E uma das coisas mais chatas era ficar na aula copiando textos de revistas e jornais velhos. Depois que dominei a “arte” de datilografar, comecei a escrever “a esmo”: fazia contos e crônicas em sala de aula. E depois em casa para treinar. Em razão disso, a datilografia se tornou algo que fazia com muito prazer. Graças à ela, digito muito, mas muito rápido hoje.

Por fim, a última atitude e que responde ao título deste texto: meu professor de português. Sempre fui péssimo com a língua materna. Aliás, detestava a matéria. Quando mudei de colégio e fui para o Colégio La Salle Dores, também levei minhas dificuldades, entre elas, português. Até matemática, acabei aprendendo a força, mas português foi pedra no sapato até o meu professor perceber que talvez eu tivesse algum talento e me convidou para participar como cronista de um jornal que ele estava lançando da escola.

Creio que ele tenha lido um dos meus textos das aulas de datilografia, porque cheguei a levar para minha professora de artes para ver se “melhorava a nota” e ela adorou! Então virei cronista deste jornal por um período suficiente para ser aprovado “direto” na disciplina de português, algo inédito para mim. Ele me incentivou a continuar e segui seu conselho. Aprendi a argumentar, porque já li algumas cartas que escrevia para o meu pai pedindo aumento de “mesada”, na verdade, de “bolsa”, tendo em vista que sempre fui office-boy das coisas da casa.

Depois de tanto tempo, só tenho gratidão com o meu professor de português do meu (antigo) 2º grau, pois ele foi o primeiro a enxergar alguma coisa de escritor em mim e me ajudar a superar o trauma da disciplina. A professora de artes também, mas foi o professor Romeu que transformou um péssimo aluno num ótimo escritor, ao menos, é o que dizem por aí… E o português? Tenho minhas dificuldades ainda, mas longe de ser um indisciplinado aluno, já que quanto mais escrevia, mas gostava de ler.

PS. Tenho certeza que você tem professores do ensino médio que foram importantes para moldar o que você é hoje e que, infelizmente, não damos o devido valor, apenas aos professores do curso de graduação por estarem mais próximos ao que nos formamos profissionalmente. Faço o convite para você refletir a respeito. Certamente, eles ficariam orgulhosos onde você está hoje.

9 anos de blog Passe na OAB

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2kk de visitantes!

Em junho de 2008, para “meus fins terapêuticos”, criei um blog para exercitar a escrita em diversos assuntos do cotidiano. Escrevi sobre música, cinema, um pouco de política e temas espirituosos, como “Porque homens não bebem clericot?”. No entanto, estes textos acabaram sucumbindo aos propósitos de milhares de acadêmicos do Direito, qual seja, PASSAR NO EXAME DA OAB.

Claro, nesta época eu já ministrava aulas para OAB e coordenava um curso preparatório, o Retorno Jurídico desde segundo semestre de 2005, cuja primeira turma aconteceu em janeiro de 2006. O curso já era famoso em 2008, portanto, seus alunos acabaram sendo os primeiros leitores dos textos sobre Exame de Ordem e a internet fez o resto, espalhando para todo o país.

Inicialmente, o blog tinha o nome de Habeas Data, adotando o nome definitivo Passe na OAB quase três anos depois. Zeramos o contador de visitas e ainda no mesmo ano, em outubro, alcançamos 100 mil visitantes, feito relatado em “100.000 desejam passar na OAB!”. Em 2014 alcançamos 1.000.000 de visitas.

O mesmo contador mantivemos durante todo este tempo e agora ao completar 9 anos, alcançamos a incrível marca de 2 milhões de visitas. Digo “incrível”, porque a internet é um ambiente fugaz também: vi muitos blogs e sites de OAB e concursos nascerem e morrerem. Manter um BLOG não é fácil, sendo que o princípio primordial é mantê-lo atualizado SEMPRE! Falar de OAB é até fácil, qualquer um pode opinar, mas acompanhar o assunto de forma técnica e se manter atualizado (e seus leitores), envolve bem mais do que simples vontade.

Realmente, conseguimos construir “algo” nestes 9 anos. Altos e baixos sempre estiveram presentes, mas nunca desistimos dos propósitos dos alunos e leitores (e que se tornaram nossos também): APROVAR NO EXAME DA OAB. Agradecemos a confiança de vocês e ajudem a manter esta atividade totalmente gratuita, compartilhando com seus amigos, colegas e familiares que também estão na busca da aprovação.

Concurso público X Exame da OAB

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Quem nunca ouviu a comparação entre concurso público e exame da OAB? Desde a faculdade, parece haver esta “competitividade” de qual é o mais difícil. Recentemente, jogaram gasolina sobre o assunto e uma explosão aconteceu. Numa audiência, o juiz Sérgio Moro, irritado com as interferências do advogado de um dos réus da operação Lava Jato, mandou o casuístico fazer concurso para juiz, o que de pronto devolveu “preste exame da OAB”. Clique aqui e saiba mais desta polêmica.

Sem muitos assuntos em potencial para gerar polêmica, as redes sociais deliraram com este bate-boca e logo criaram os apoiadores e os defensores.

Pois bem, eu já tratava deste assunto há muito tempo, antes mesmo da publicação do meu livro GUIA PASSE NA OAB – Os segredos da aprovação, onde trato do assunto com maior profundidade. Meus métodos de preparação têm o norte de dividi-la em dois: preparação pedagógica e preparação psicológica. Sobre esta última abordo este contexto do concurseiro e do examinando. Nas minhas palestras também não pode faltar este tópico.

O concurso para juiz por ter mais etapas do que para exame da OAB torna-se um certame mais difícil aos olhos da maioria. Estas etapas seriam a prova oral e a de títulos. Mas veja bem, a dificuldade não é a prova em si, pois as provas objetivas se equivalem e a dissertativa é tanto quanto complicadas. Alguém irá dizer, mas o concurso tem concorrência e a OAB não.

Concurseiros experientes sabem que não devem prestar atenção à concorrência, em outras palavras, devem ignorá-la. Caso contrário, concursos com duas ou três vagas não teriam inscritos, não é? Claro, porque há concurseiros que julgam que o único obstáculo são eles próprios. E no exame da OAB? Idem, a concorrência é única: vencer a si próprio!

Se o exame da OAB “perde” em razão ao número de etapas para determinados concursos, “ganha” quando se trata do PSICOLÓGICO. Veja que ser concurseiro é praticamente uma profissão. Portanto, usualmente, ganha apoio dos familiares e amigos (tem exceções, claro que sim, mas não é o caso). O examinando tem uma situação diversa, bem mais complicada. Prestar o exame da OAB é quase uma “obrigação” do bacharel em Direito, mesmo que ele não tenha certeza do que fará com o registro.

E esta obrigação tem sinônimo de PRESSÃO: dos pais que pagaram a faculdade, do chefe do escritório onde se faz estágio, dos colegas de aula, da faculdade que precisa ter bons índices, dos professores do preparatório, da família que espera resolver seus problemas “na chapa”, enfim, o rol é grande.

Porém, a pior PRESSÃO é a própria. Esta é capaz de gerar um muro quase intransponível. Além de tudo isso, administrar a pressão de ser bem-sucedido em razão de cobranças internas que levam a um autoquestionamento é dose para mamute! Por isso, que não canso de dizer que o examinando está numa situação pior do que o concurseiro e não é apenas pelo “mérito” de ser mais fácil ou difícil a prova em si, mas pelo “conjunto da obra”. E para piorar, quem vence a prova da OAB não sai com um emprego garantido, não é?

Para finalizar, tratei disso neste vídeo abaixo. Assista. Compartilhe, mas não deixe de refletir.

Exame da OAB, minha vez chegou!

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Seu crush em 2017

Janeiro, definitivamente, não é o melhor mês para estudar. Alguns dirão que qualquer mês não é bom para se estudar. Mas enfim, você escolheu DIREITO e terá que estudar para o resto de sua vida. Para superar “as férias dos outros”, porque enquanto “eles” estão na praia, você começará a “ralar” para o próximo exame da OAB, tenha certeza, ninguém irá tirar a sua aprovação!

É um desabafo sincero: “enquanto vocês estavam de férias, estudei muito e aqui está a minha aprovação”. Certamente, é mais gasolina para o fogo da motivação.

Está na hora do seu próximo CRUSH ser uma vermelhinha com impressos dourados escrito “ADVOGADO”. Mas como dar certo este encontro? Pois bem, nosso objetivo é este por hoje: dicas de amor à primeira vista com os estudos!

Para iniciar esta jornada, importa em você ou baixar as duas últimas provas do site da FGV ou comprar um livro de questões comentadas para facilitar a preparação. Aqui indico o livro com maior número de questões e atualizado no mercado. Aproveite que na Livraria Saraiva está com desconto de 35% [de R$ 154,00 por R$ 100,00]: clique aqui.

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A ideia é resolver – ANTES DE TUDO – as provas (duas são suficientes) para avaliar as disciplinas FORTES e as FRACAS. Sem reconhecer suas virtudes e fraquezas não há preparação exitosa, pode acreditar! Não é assim quando estamos para “conhecer” alguém? O problema da maioria é que as qualidades serão reforçadas e os defeitos serão escondidos. Você já sabe o que vai acontecer quando o outro descobrir os defeitos, não é?

Portanto, nos estudos segue a mesma lógica. Vamos nos ESFORÇAR para MELHORAR as fraquezas até que elas se tornem “normais”. Para o exame da OAB, basta acertar a METADE para ser aprovado. E isso é o que podemos considerar como “normal”. Assim, o negócio é INVESTIR naquilo que você tem dificuldades e somente saberá se resolver provas.

Outra vantagem deste “pontapé inicial” nos estudos é identificar, de imediato, como é a prova da OAB se você ainda não foi lhe apresentada. Saberá que as questões têm enunciados longos e o exame é bastante difícil. A própria resolução das questões lhe dirá isso, pois não espere um resultado desejado. É importante neste passo não chutar as questões que você não sabe, deixe em branco. Isso ajudará a lembrar que são disciplinas ou matérias que você não estudou e, portanto, não sabe. Normal. Pior é marcar uma alternativa e ela está errada, pois neste caso significa que “você pensava que sabia”.

Esta mesma técnica de RECONHECIMENTO você encontrará em outra indicação INFALÍVEL: a mais nova plataforma de ensino da Editora Saraiva: Saraiva Aprova. Tratei sobre ela, de forma pormenorizada, em outro post: Saraiva Aprova OAB 1ª Fase: a aprovação começa hoje!

Qual a importância desta técnica? Você concorda comigo que cada pessoa tem um perfil diferente, não é? Por isso, onde está o erro tanto nos tradicionais cursos preparatórios para OAB como naqueles que você nunca ouvir falar? Pois bem, tratar TODOS como iguais. A individualização somente era possível alcançar, e olhe lá, em cursos presenciais, desde que os alunos fossem participativos e questionadores. Neste caso, o professor precisava se adequar ao ritmo da turma. Em curso à distância, grava-se um padrão e ponto final.

Na plataforma Saraiva Aprova, para começar a estudar, o aluno precisa fazer um DIAGNÓSTICO INICIAL de suas possibilidades dentro do próprio sistema. A partir de algoritmos altamente avançados, como acontece nas redes sociais e nos aplicativos de streaming, os estudos serão direcionados conforme o seu perfil para você trilhar o MELHOR e mais ADEQUADO caminho. Entenda melhor:

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Você me pergunta porque os outros não fizeram isso antes? Duas respostas: comodismo e a exigência de altos investimentos para tanto. O que importa é que a tecnologia agora está a sua disposição e a sua aprovação vai acontecer pela Saraiva Aprova! Há muitos outros benefícios exclusivos que a plataforma lhe entrega, como a seleção criteriosa de professores capitaneada pelo prof. Pedro Lenza, responsável pela coleção do Esquematizado®, e outros 5 ÓTIMOS MOTIVOS resumidos assim:

  1. Único curso com a qualidade e tradição da Editora Saraiva
  2. Metodologia proporciona estudos de acordo com seu nível de conhecimento e peso das disciplinas no Exame da OAB
  3. Conteúdo criado pelos melhores professores do Brasil, especialistas em preparação para o Exame da OAB
  4. Receba em casa o livro OAB Esquematizado® da Editora Saraiva
  5. Videoaulas com 20 minutos de duração, com o conteúdo essencial para a prova

E para fechar com chave-de-ouro, ainda estará à disposição um módulo super completo de coaching que responderá todas as suas dúvidas de preparação e motivacional durante os estudos, como quantas horas estudar por dia, quantas disciplinas, quais delas focar às vésperas da prova, como marcar o vade mecum, enfim, questões que surgem enquanto você estuda.

Por fim, aproveite os descontos de lançamento que são por tempo limitado! O seu crush de 2017 está dominado!

Saraiva Aprova FB

2017: o ano da minha aprovação no Exame da OAB!

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2017

Já com os dois pés em 2017, a cabeça também deve seguir o resto do corpo. 2016 é passado, portanto, o planejamento deve começar agora! Se você irá prestar o Exame de Ordem neste ano de 2017, você precisa processar esta ideia o mais rápido possível, mesmo que a sua prova seja a última das três anuais.

Assim, vamos relembrar as datas dos exames que teremos em 2017.

XXII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 31/01/2017
Período de Inscrição 31/01//2017 a 10/02/2017
Prova Objetiva – 1.ª fase 02/04/2017
Prova prático-profissional – 2.ª fase 28/05/2017

XXIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 30/05/2017
Período de Inscrição 30/05/2017 a 09/06/2017
Prova Objetiva – 1.ª fase 23/07/2017
Prova prático-profissional – 2.ª fase 17/09/2017

XXIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura 19/09/2017
Período de Inscrição 19/09/2017 a 29/09/2017
Prova Objetiva – 1.ª fase 19/11/2017
Prova prático-profissional – 2.ª fase 21/01/2018

Se você já vem de insucessos na prova, não tenho dúvidas que 2017 será o seu ano! Sabe porque? Porque não só há uma nova opção – como também a melhor – de preparação [falaremos depois], mas porque você se preocupou em buscar informações de como ser aprovado e chegou aqui neste blog. Ou alguém queria o seu bem e compartilhou ou lhe marcou neste link.

Se você é marinheiro de primeira viagem, também pode acreditar, 2017 tudo se resolverá em relação ao Exame da OAB pelas mesmas razões acima.

Quanto mais cedo você se interessar pelo exame, MUITO melhor será! Planejar é criar oportunidades. Sendo assim, quanto melhor planejar, melhor será sua perspectiva de aprovação. Escolher o material correto, o curso preparatório correto e os períodos dos estudos semanais é desenhar o seu caminho rumo à aprovação. Bastará você caminhar conforme planejado, não é?

Por tudo isso, início de ano é um momento propício para planejar.

Para quem vem de insucessos no exame, como retomar os estudos é o ponto crucial de uma nova tentativa, mas agora, exitosa. O recomeço deve partir da análise dos seus erros. É duro, mas somente vencendo os seus medos e erros surgirá um horizonte diferente dos anteriores. Caso contrário, vamos repetir e repetir até pensar em desistir.

Ao longo do ano vamos conversar com você, especialmente, para iniciar estes estudos mas de modo campeão, ok? Mas tenha em mente: precisamos vencer seus receios e dificuldades, obstáculos que estão impedindo alcançar a vitória final.

Se vamos enfrentar o exame pela 1ª vez, precisamos nos ocupar em fazer um levantamento das nossas virtudes e fraquezas, pois viver só das facilidades não levará ao nosso objetivo. Para tanto, importa em resolver as últimas provas e avaliar a situação que se encontra com a dificuldade do exame.

Todas as situações serão melhor trabalhadas aqui no blog durante o ano.

E a nova opção de curso preparatório? Bem, não chega a ser um simples “curso preparatório”, muito menos um “cursinho”. Na verdade, é uma plataforma de estudos: Saraiva Aprova. Expliquei muito bem neste post, clique aqui e saiba mais sobre a plataforma da Editora Saraiva.

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Festas de final de ano e os estudos: como conciliar?

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festas

A partir do dia 20/12 inicia o recesso no “mundo jurídico”. Para o CPC de 2015 (art. 220), os prazos estão suspensos entre 20 de dezembro até 20 de janeiro para todo o Judiciário. Já a suspensão do expediente forense continua sendo entre 20/12 até 6/janeiro (Res. 241/2016, CNJ).

E para os nossos futuros advogados?

O Conselho Federal da OAB já anunciou as novas datas do Exame de Ordem para 2017 [clique aqui]. Sendo assim, o primeiro Exame, o XXIIº, tem o edital para ser publicado no dia 31 de janeiro e a primeira prova já no dia 2 de abril.

Assim, é possível aproveitar o recesso da suspensão dos prazos também para gozar suas férias da faculdade? Se você vai fazer a prova da OAB de abril, infelizmente, não é o melhor caminho. Mas a boa notícia é que, mesmo assim, será possível descansar sem precisar abrir os livros. Não há preparação confiável se a sua mente estiver exausta. Portanto, tirar férias dos estudos é tão essencial como as férias de quem labuta o ano inteiro.

O Natal e Ano Novo terão suas comemorações em finais de semana, ou seja, não teremos feriadões. Já é um indicativo que nada atrapalharão seus estudos. – Professor, então posso relaxar 100% nestas festas de final de ano? Com certeza e inclua, pelo menos, a segunda-feira para curar a “ressaca” das referidas festas.

Às vésperas das comemorações, ou seja, neste período que vai do Natal até o Ano Novo, você já pode começar a se envolver com o próximo Exame sem “cansar” a mente. P.ex., um dos passos mais importantes para a preparação que começará logo no início de 2017 é reunir o material didático adequado para os seus estudos.

Você já fez todos os seus pedidos para o Papai Noel? Ora, quem sabe já inclua o material que você irá se preparar? Assim, tenho duas ótimas indicações! São livros atualizadíssimos e especializados para o exame da OAB. Clique em cada uma das capas e encontrará maiores informações a respeito.

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Deixe de lado seus cadernos da faculdade, porque eles não servirão para Exame da OAB, nem mesmo apostilas baixadas da internet, porque não tem autoria nem atualização.

Outra decisão que você poderá tomar é a escolha do seu preparatório caso seja de seu interesse cursar um. Sei que há muitos por aí, porque basta uma câmera e uma salinha e “atores” e KABUM: habemos um cursinho. Mas também sabemos que os cursinhos não conseguem mais acompanhar a tecnologia já disponível (porque é cara) nem adequar o conteúdo ao seu aluno (porque são generalistas).

Se você quer resolver de uma vez a sua “vida” com o Exame da OAB sugiro a plataforma do Saraiva Aprova. Em fase de lançamento, é a própria revolução do ensino preparatório pelas mãos da editora mais amada do país, a Editora Saraiva. Quer saber mais? Clique na imagem abaixo.

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Caso a sua situação seja de aprovado na 1ª fase do XXI Exame da OAB e está na expectativa de realizar a 2ª fase, cuja data da prova é 22 de janeiro, você também poderá curtir os finais de semana de festas. No entanto, acredito que o melhor recesso para você será de 2018, quando estiver com a reluzente carteira da OAB ou aprovado em algum concurso para cargo jurídico. É necessário ajustar as conveniências para usufruir melhor as oportunidades.

Também vou tirar meu recesso e volto com vocês em breve! Boas festas e bons estudos a todos!!

PS. se beber, não estude!

Acadêmico do 1º semestre em Direito passa na OAB!

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De acordo com a reportagem do G1, um acadêmico do Direito no seu 1º semestre fez a prova da OAB e foi aprovado de 1ª logo na 1ª fase, fazendo 42 acertos e depois aprovado na 2ª fase com nota 6, o mínimo permitido para aprovação.

O estudante de direito e administrador João Artur Avelino, de 31 anos, conseguiu algo inusitado para o primeiro ano de faculdade. Avelino foi aprovado no 20º exame da Ordem do Advogados do Brasil (OAB). O jovem diz que fez a prova como treineiro e ficou surpreso com o resultado. Avelino já tem formação e mestrado em administração e atualmente estuda direito em uma universidade de Rio Branco.

O mais impressionante, segundo a matéria, é que ele criou um “cronograma” que iria realizar TODAS as provas da OAB durante a faculdade de Direito, ou seja, 3 provas por ano x 5 anos = 15 exames.

A razão do sucesso também é que o Avelino já é concurseiro e aprovado no Instituto Federal do Acre, portanto, já está ambientado com o Direito apesar de estar no 1º semestre da faculdade em Rio Branco, no Acre. Para a 2ª fase ele acabou se dedicando, exclusivamente, para a prova, estudando nos finais de semana.

Realmente, também fiquei surpreso, mas as razões são claras, sem dúvida alguma:

  • O acadêmico já é concurseiro;
  • Já foi aprovado em concurso federal;
  • Já tem formação em outra faculdade, além de mestrado;
  • Sabe que estudar por QUESTÕES reais de prova ajudam muito;
  • Tem 31 anos, portanto, não está no início da sua juventude.

Todas estas razões explicam como ele já sabe estudar e tem conhecimento em assuntos jurídicos diante dos concursos que enfrentou. Um fenômeno? Até pode ser para quem está aí na labuta de ser aprovado na OAB e fez diversas provas. Mas as explicações acima são razoáveis para indicar que Avelino não é um “gênio”, mas esforçado e destinado a estudar com objetivos bem claros.

Parabéns Avelino, que continue a sua caminhada e não deixe o resultado afetar seus estudos, desprezando o restante da sua faculdade de Direito.

Matéria completa do G1, clique aqui.

PS. é possível aproveitar esta aprovação? NÃO. Somente aproveita quem estiver matriculado no último ano da faculdade.

PS2. a partir do XXIº Exame, portanto, o exame subsequente que Avelino foi aprovado, passou a constar no edital que “os estudantes de Direito que declararem falsamente estarem matriculados nos últimos dois semestres ou no último ano do curso de graduação em Direito até o dia 27 de outubro de2016, além de se enquadrarem nas consequências do item 1.4.4.1, responderão por crime de falsidade ideológica (art. 299, do CP) e estarão sujeitos à eventual processo de averiguação de idoneidade moral perante a OAB (art. 8, inciso VI, da Lei 8.906/94)”. CUIDADO, então.

Você quer um empurrão para os seus estudos? Segue a dica: teoria unificada + questões comentadas! Clique na imagem.

completaço

“Fiz 15 provas da OAB até passar!” – depoimento

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Conquistas-Passe na OAB

O último artigo que publicamos aqui no blog, Quantos Exames da OAB preciso fazer até passar?, divulgado também no Facebook, teve diversas manifestações de internautas, dentre elas, destaquei um que representa a maioria das opiniões recebidas: que é o exame da OAB deve ser feito até ser aprovado.

O meu interesse, em especial, foi para uma das primeiras manifestações, porque sem medo de preconceitos, botou a “cara” para afirmar que tinha feito 15 VEZES a prova da OAB, entre experiências na 1ª e 2ª fase da Ordem. Segundo o artigo publicado, a média de aprovação está até o terceiro exame (75% dos aprovados). Para o meu espanto, a maioria dos comentários não julgou, ao contrário, apoiou a realização de quantos forem precisos os exames até alcançar o sucesso, custe o que custar.

Realmente, no papel de motivador e professor, fiquei muito contente que esta sensação seja a conscientização da grande parte de quem enfrenta o exame da OAB. Pois bem, fiz contato com a responsável do post no Facebook e pedi um depoimento a qual foi prontamente atendido. Só posso parabenizá-la pela persistência e conquista, bem como agradecer em colaborar para que outros examinandos sigam o seu exemplo. A derrota faz parte das grandes conquistas, podem acreditar!

Pois bem, segue o depoimento.

“Oi, me chamo Carla Cristina Cardoso de Oliveira, resido em Realeza, uma cidadezinha no interior do Paraná. Fiz meu primeiro Exame da OAB em novembro de 2011, era o Xº Unificado, eu estava no último ano da faculdade, e como todos da minha sala, me inscrevi. Passei na 1° fase, “caraaaaa, que sensação mais doida!”, comecei a estudar para a 2°, porém naquela época, a minha faculdade não preparava os alunos para o Exame… estudei, estudei muito. Lembro-me que sai da prova exausta, com uma imensa dor de cabeça… Eis que o resultado saiu… Havia tirado 5,65… E todos os meus colegas, passaram. Me senti a pessoa mais burra da face da Terra. Nossa formatura foi cheia de “parabéns fulano, parabéns ciclano… Agora é só fazer o juramento”.

Dali em diante não deixei de me inscrever em um sequer exame, mesmo depois de corrigir e ver que tinha acertado 37, 38 ou 39. Desanimei por muitas vezes, cheguei a falar que nunca mais faria, que não adiantava nada estudar… E vendo todo mundo se formando depois que eu e já obtendo êxito no Exame… Ficava feliz por eles, e desanimada comigo.

Gastei muito em cursinhos… Foi então que eu comecei a observar e entender onde eu estava errando mais. Fiz cronogramas de estudos, passei a estudar de 12 a 14 horas por dia, tinha noites que dormia em cima dos livros. Foi então, que dia 21 de junho de 2016, saiu o resultado do XIXº Exame e o meu nome estava lá naquela tão sonhada lista, depois de 5 anos, 10 exames e 15 provas… Fiquei chorando por umas 4 horas seguidas, aquele peso todo desapareceu. É indescritível a sensação de ter passado.

E sempre que encontro alguém que passa pela mesma situação que eu, só digo que não desanime, acredite em você, você é capaz e a cada resultado negativo, tire algo positivo e persista sempre… Deus é quem diz o tempo certo!”

No perfil dela no Facebook há uma foto inspiradora com sua família reunida na seccional da OAB de Foz de Iguaçu no dia da sua diplomação e uma frase que acompanha: “Nada é tão nosso quanto os nossos sonhos” ⚖ OAB/PR 83.218. Certamente, uma das suas fotos com maior número de curtidas e comentários carinhosos. Mais uma vez, parabéns e SUCESSO nesta nova caminhada!

Se você quiser ler os outros depoimentos, acesse a nossa página no FB [clique aqui], curta lá e acompanhe nossas atualizações.

Quantos Exames da OAB preciso fazer até passar?

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alunos-e-exames

A média de aprovação daqueles que se inscrevem no Exame de Ordem, superam a 1ª fase, fazem a 2ª fase e são, finalmente, aprovados é de 2 inscritos a cada 10 examinandos. Esta é uma média histórica e que se repete a cada exame.

Parece muito pouco se visto apenas desta forma. Por outro lado, se confrontarmos o número de CPF’s únicos inscritos e o número de CPF’s que foram aprovados, a média sobe para 56% segundo a FGV. Ou seja, a cada dois CPF’s inscritos, um é aprovado.

Em outras palavras, o pessoal não desiste, faz o Exame até passar!

Assim, surge a pergunta: QUANTOS EXAMES DA OAB PRECISO FAZER ATÉ PASSAR?

Veja este gráfico da FGV:

Aprovações OAB

O que este quadro nos diz?

  • 40% dos aprovados passaram de PRIMEIRA;
  • 22% dos aprovados passaram de SEGUNDA;
  • 13% dos aprovados passaram de TERCEIRA;
  • 9% dos aprovados passaram na quarta tentativa;
  • 6% dos aprovados passaram na quinta tentativa;
  • 13% dos aprovados passaram a partir da sexta tentativa.

Mas o NÚMERO que é destacado é mais interessante, qual seja: 75% dos aprovados passaram ATÉ a terceira tentativa. Ou seja, em UM ANO, quando são realizadas as três edições da prova da OAB, está a maior média total de aprovados.

No entanto, a MAIOR MÉDIA de aprovados é logo de primeira: 40%!

Ao que parece, reflexão minha a partir do gráfico acima, quanto maior número de exames realizados, menos a chance de aprovação, pois o índice de aprovação é decrescente. Ao contrário do que poderia aparecer, quanto MAIS experiente fica o examinando, PIOR fica a sua situação de aprovado. A razão? Simples: PRESSÃO de ser aprovado!

Assim, a cada exame que acontece, MAIOR a pressão de se ver aprovado. Por incrível que pareça, é exatamente o contrário de um concurseiro, que a cada concurso ele vai ganhando experiência para ser aprovado no próximo.

Acredito também que a MAIOR aprovação de 1ª acontece porque cada vez mais o acadêmico do Direito antecipa sua prova, realizando ainda no 9º e 10º semestres, momento que a cabeça está mais tranquila e longe de pressões para ser aprovado na OAB, já que ainda tem TCC e as provas da faculdade como prioridade. Então vai “de corpo mole” para o Exame e consegue a aprovação.

E se a proposta é ser aprovado o quanto antes, desejo de 100% dos examinandos, sugiro você se cadastrar na nova plataforma da Editora Saraiva, o Saraiva Aprova, e ser um dos primeiros a saber o que vem aí para sua aprovação na OAB. Algo totalmente novo, INÉDITO no mercado, o 1º aprovatório para OAB no país com a mais completa e inovadora tecnologia de adequação de estudos com o seu próprio rendimento. Assim, nenhum roteiro de estudos é igual, porque cada aluno tem um histórico acadêmico distinto e com habilidades diferentes. Clique na imagem abaixo!

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Como capturar a carteira da OAB?

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ExamedaOAB-GO

Eu sei que você baixou o app do Pokémon Go, porque é a febre do momento. Eu sei que há grande nostalgia sobre o jogo original e o desenho hipercolorido, aliado à nova tecnologia da realidade aumentada e ao GPS do seu tablet ou smartphone. Também a curiosidade alimenta a vontade de conhecer este “joguinho” que virou mania brasileira e mundial.

Mas também sei que distrações – em excesso – podem se tornar perigosas, como o uso além da conta das redes sociais, whats, etc. e tal.

E que tal capturar a carteira da OAB com o app EXAME DE ORDEM GO?

Infelizmente, não é tão fácil assim e nenhum aplicativo sozinho poderia ajudar a conquistar a aprovação no Exame de Ordem. Sei que há ótimos ‘apps’ para estudar para OAB, mas ficar só com eles acredito que o resultado será abaixo do esperado.

Por isso, há muitas outras ferramentas que poderão ajudá-lo na preparação e captura do “bichinho” que se esconde muito bem, é arisco e incomoda muita gente, por exemplo, o nosso livro Completaço 1ª Fase OAB FGV. É obra pioneira que reúne numa só ferramenta diversas utilidades: teoria unificada e completa + questões comentadas FGV de todas as disciplinas. Está atualizadíssima com o NCPC e o NCED. São mais de 1.000 páginas ricas de esquemas, quadros e sistemas para facilitar o aprendizado.

Você pode encontrar em diversas livrarias por diferentes preços: por R$ 148,64 [clique aqui.]; por R$ 143,20 [clique aqui] ou por R$ 134,25 [clique aqui].

completaço

Você quer brincar de POKEMON GO? Tranquilo, mas observe dentro do seu plano de estudos, organizado para funcionar diariamente, qual o tempo que você destinará para caçar pokémons. Se além das duas disciplinas diárias (nossa sugestão para manter a preparação atualizada), das questões que devem ser respondidas diariamente (pelo menos, 20 questões, com o objetivo de fechar 100 numa semana das mais diversas disciplinas) e dos seus afazeres já estabelecidos (academia, trabalho, etc.) sobrar tempo para pegar estes monstrinhos simpáticos, nem esquenta com as críticas, ok?

Agora, se o tempo está curto demais e você precisa fazer opções, fique com aquilo que lhe dará maior recompensa em breve, abrindo novos caminhos profissionais. Queria eu ter um app EXAME DA OAB GO que fosse suficiente para oferecer de GRAÇA a todos vocês e que a realidade aumentada fosse em prol desta conquista que muitos não conseguem alcançar.

Boa caçada na carteira da OAB!

Não passei no Exame da OAB. O que fazer?

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Dentre diversos depoimentos de frustrações com a reprovação no último Exame da OAB realizado no domingo passado, escolhi um a qual reproduzo abaixo sem a identificação do seu autor:

Só acertei 30 questões foi o pior exame que fiz pois já cheguei acertar 39. Quero passar no próximo.

No email também tinha uma pergunta: qual era o meu parecer sobre a prova aplicada no domingo.

Em primeiro, quando se pergunta a respeito da prova que se fez e com um resultado pouco inspirador como o acima relatado, deve-se observar que qualquer exame é MUITO DIFÍCIL e não depende se estudou mais ou se estudou menos. E digo do porquê em 2 breves fundamentos:

[1] – são 17 disciplinas jurídicas reunidas numa única prova. Comparando com concursos públicos, talvez a prova da OAB seja o “concurso” com maior número de disciplinas que devem ser estudadas, mais do que juiz ou promotor. Pergunto: estes concursos são fáceis? Além disso, no exame não há um edital indicando qual o conteúdo da prova ao contrário dos concursos públicos, ou seja, tem que estudar TUDO.

[2] – o exame da OAB é o único “concurso” que a expectativa de aprovação é a maior de todos. Como assim? Nenhum outro concurso de carreiras jurídicas o candidato entra na disputa com a sensação de provável aprovação como ocorre na OAB, porque não sabemos lá se a concorrência está ou não melhor preparada do que nós e no exame é nós X nós. Portanto, a PRESSÃO é infinitamente maior para sermos aprovados.

Estes dois pontos eu enfatizo no meu MÉTODO de APROVAÇÃO: a técnica da “moeda”. Já tratei dela em diversos outros artigos, mas em breve irei comentar novamente.

Sendo assim, avaliando a prova do XXº Exame, não há como escapar da mesma conclusão dos exames anteriores a partir dos fundamentos acima: MUITO DIFÍCIL. Mas porque numa prova o leitor acertou 30 e na outra 39? Uma estava mais fácil do que a outra? Não há prova MAIS FÁCIL, mas existem provas peculiares e que poderão ter um resultado mais acessível ou não.

Vejam que as questões de ÉTICA, p.ex., todas trouxeram um enunciado com uma situação hipotética [se você não tem a prova, clique aqui]. Não teve nenhuma pergunta objetiva. As últimas provas também seguiram neste sentido a cobrança da matéria. Por outro lado, é uma das primeiras que TODAS as questões (exceto filosofia do direito) são casos que devem ser interpretados pelo examinando a responder. No exame anterior, teve questões com perguntas diretas, p.ex.

A tendência é esta: perguntas indiretas a partir da interpretação de um caso hipotético.

Ainda sobre a pergunta que me foi feita, entre acertar 30 ou 39 questões, prefiro que seja 30 acertos do que ficar por uma. O resultado é o mesmo, “reprovado”, mas a perspectiva é diferente. Certamente, meu comprometimento de uma preparação correta (e não diz respeito a estudar mais ou menos, mas estudar certo) será MUITO maior do que a frustração de não ter sido aprovado “por apenas 1″, porque nesta situação, estar aprovado ou reprovado é questão de detalhes. É assim que a mente humana processa a informação e o comprometimento fica prejudicado.

Tenho certeza de quem acertou apenas 30 questões começará a estudar HOJE ainda para o próximo exame. Quem acertou 39, ficará na expectativa de ter sido aprovado e aguardando por uma anulação que será só divulgada daqui há um mês, na média. Portanto, 30 dias a menos para estudar para uma futura prova. Quem acertou 39 estará se preparando para 2ª fase na fé que anularão alguma “maldita questão”. Se vão anular? São outros 500…

Já há movimentos para anular uma questão ali outra acolá. Sempre há. Qual a razão, friamente? Para aumentar a expectativa da aprovação e você comprar um curso de 2ª fase. Simples assim. Você vai encontrar muitos recursos e a divulgação por parte dos cursinhos é lógica neste mercado. Estão “ajudando” a você alimentar a possibilidade de ser aprovado. Estão errados? Claro que não, mas cada vez mais enxergo barreiras para própria FGV “querer” anular uma questão, numa evidente demonstração que sua prova é “perfeita”. E, realmente, estão trabalhando para isso.

A realidade, por outro lado, é cruel, senão vejamos as últimas 10 provas:

X Exame – ZERO.

XI Exame  – 1 questão

XII Exame – ZERO.

XIII Exame  – ZERO.

XIV Exame  – ZERO.

XV Exame  – 2 questões

XVI Exame  – ZERO.

XVII Exame – 2 questões

XVIII Exame – ZERO.

XIX Exame – ZERO.

A respeito das anulações, assim, considero-me um pessimista moderado. Se fez 39 questões, sugiro que estude para 2ª fase. Se fez 38, avaliar o que os cursinhos andam divulgado por aí, some tudo e divida por 5 as chances da FGV aceitar algum recurso. Vejam que nos últimos 10 exames, a FGV anulou apenas 5 questões, ou seja, uma média de 0,5 por prova diria um otimista. Mas dos 10, apenas 3 provas tivemos anulações. Portanto, para um pessimista, as chances de sucesso são bem piores.

Concluindo, para quem não percebeu que respondi nas linhas acima todas as situações possíveis de quem não foi aprovado, sintetizo abaixo:

  • Acertei 39 questões => vai estudar para 2ª fase.
  • Acertei 38 questões => avalie bem quantos recursos estão prometendo os cursinhos, se for mais de cinco questões, pelo menos 1 as chances são grandes, na minha matemática pessimista/realista em relação à FGV (divida por 5, sempre).
  • Acertei 37 questões ou menos => leia abaixo.
  • Acertei 30 questões => comece a estudar hoje mesmo para próxima 1ª fase. Não significa MAIS ou MENOS, mas estude CERTO. Escolha um ótimo livro com questões e doutrina unificada. Leia da página 1 até a última [sugestão abaixo]. Resolva todas as questões. Errou a questão? Entenda do porquê. Acertou a questão? Pergunte-se: foi sorte ou consciente? Crie um bom hábito de estudos. Crie uma rotina que se encaixa nos seus horários. Alimente a sua recompensa todas as noites: sonhe com o dia da divulgação do gabarito e fechando as 40 questões.

Acredito que TODOS passam no exame da OAB. Uns antes, outros depois. Se você quiser passar antes, acompanhe o meu blog e curta a minha página no face [clique aqui]. Bons estudos!

Para comparar os preços da obra abaixo, além da livraria Saraiva (clique na imagem), há outras livrarias renomadas: opção A, clique aqui. Opção B, clique aqui. Opção C, clique aqui. Opção D, clique aqui.

completaço

TPP – Tensão Pré-Prova

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tpp

Marque F – Falso ou V- Verdadeiro.

1. Você anda se queixando muito da vida nos últimos dias? (F) / (V)

2. Irrita-se com qualquer comentário que não seja sobre a matéria que você está estudando no momento? (F) / (V)

3. Não dá descarga no vaso para não perder tempo com bobagens? (F) / (V)

4. Sua rotina segue aulas-estudos-estudos-dormir mal-comer mal-estudos? (F) / (V)

5. Seu namorado(a) lhe deixou ou você pediu um tempo das responsabilidades amorosas? (F) / (V)

6. É o primeiro a chegar e último sair do cursinho ou emenda uma vídeoaula atrás da outra? (F) / (V)

7. Esqueceu o mundo lá fora e tudo gira na sigla “O-A-B”? (F) / (V)

8. Suas conversas se limitam a acertar 40 questões de um exame? (F) / (V)

9. Noites mal dormidas e dias mal vividos? (F) / (V)

10. Você sonha que perdeu o horário da prova ou derramou refrigerante na folha de respostas? (F) / (V)

11. Já brigou com quase todos os seus colegas de sala de aula, do fórum do curso e familiares? (F) / (V)

12. Em suas orações tudo termina “Senhor, faça eu passar na prova”? (F) / (V)

13. Promete para todos os santos tudo que é tipo de promessa em caso de aprovação? (F) / (V)

14. Acredita que na “hora H” vai dar um branco que nem propaganda de sabão em pó? (F) / (V)

15. O Facebook, o Instagram e o Whats têm sido válvula de escape para o stress e, por isso, não consegue deixar em paz o celular? (F) / (V)

16. Não aguenta mais ler ou ouvir dicas sobre exame da OAB, como estas acima? (F) / (V)

Se a maioria das respostas foi SIM, meu amigo ou minha amiga, você está com a síndrome da TPP – TENSÃO PRÉ-PROVA. Eu tenho uma notícia boa e outra ruim.

Primeira a boa: faça a prova e terminará com esta tensão! A ruim é que logo após a prova surgirá outra tensão com a mesma sigla: a síndrome da TPP – TENSÃO PÓS-PROVA… daí é outra conversa.

Como enfrentar a reprovação no Exame da OAB?

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Depois do resultado preliminar da última 2ª fase da OAB, tenho cruzado com muitos textos desanimadores por contato via email e facebook. Infelizmente, a espera é demorada até sair o resultado definitivo. Para quem enfrenta a 1ª fase também não é diferente entre sair o gabarito oficial e até a publicação do famoso comunicado da FGV apontando se houve ou não alguma questão anulada.

Pois bem, este período de sofrência é terrível. Muitos não sabem se voltam a estudar ou se dão um “tempo” até esgotar a última esperança. Qual a minha sugestão?

Se há algum sentimento negativo ou de derrota que se esvai é tentando de novo que torna possível este efeito. Pensem nos esportistas que aguardam de quatro em quatro anos para competir uma Olimpíada. Ou correr as maratonas internacionais que se repetem a cada ano. Sem fugir dos sonhos daqueles que se preparam anos até chegar o dia da prova para juiz ou promotor de determinado estado, pois são concursos que não surgem a cada hora.

Aquela expressão “sacode a poeira” reflete bem esta sensação de seguir em frente. Não é “recomeçar” ou apertar o botão OFF para depois ligar o ON. É algo mais rápido, simples. Você já tem o conhecimento acumulado, uma base que pode ser acrescentado mais conteúdo com melhor aproveitamento, uma vez que você também tem mais experiência.

Retomar os estudos significa que você não terminou eles, mas quem é que deixará de estudar mesmo depois da carteira da OAB? Escolhemos um curso em que o estudo deve ser permanente, portanto, “retomar” não é sinônimo de derrota nem de atraso, é de seguir a vida, em frente, como disse antes. Em especial, para aqueles que ainda tem a oportunidade da repescagem na 2ª fase. Que seja diferente desta vez, com uma preparação antecipada e reforçada para evitar passar por tudo isso.

Ofereço outro caminho para aqueles que precisarão enfrentar a 1ª fase, quem sabe, um “atalho” para esta retomada. Completaço 1ª Fase OAB, uma obra – como diz o nome – mais que completa, porque não só a teoria unificada de TODAS as disciplinas que você encontra por aí, mas também traz questões comentadas de TODAS as disciplinas. O melhor é que já está 100% atualizada com o NCPC e o NCED na sua 2ª edição. O valor de capa também é super atraente, por tudo isso por apenas R$ 179,00 em mais de 1.000 páginas! A obra “concorrente” e que veio depois e está ainda na sua 1ª edição, custa R$ 259,00 reais.

Selecionei alguns valores promocionais [ao tempo deste post] e que pode ainda conseguir frete grátis:

completaço

As faculdades de Direito e os concursos públicos

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estudo

Não é de hoje que se alimenta como polêmica a questão dos graduandos em Direito, na sua grande maioria, buscar sua realização profissional num concurso público. Recentemente, meu colega no corpo docente da FACOS – Faculdade Cenecista de Osório, Jean Severo, escreveu algo neste sentido sob o título “Eles só pensam naquilo: concursos públicos!” no site Canal Ciências Criminais [clique aqui]. Como podem imaginar, sua decepção com uma enquete particular sobre o destino da sua profissão de advogado criminalista.

Também busco nas enquetes avaliar como anda nossos alunos das mais diversas instituições de Direito no país, não só em sala de aula, como aproveito para explorar nas palestras também a minha curiosidade e nos cursos preparatórios. E isso acontece desde 2006.

É certo que a vontade de ingressar na advocacia privada era muito maior em 1992, quando me tornei aluno da graduação na PUCRS, do que se assiste neste século. Mas trago um dado peculiar: dos meus colegas de formatura, de uma turma de 60 alunos, talvez não chegue a 10% daqueles que se mantiveram na advocacia privada até hoje de forma exclusiva. Muitos colegas seguiram o concurso público e hoje são defensores públicos, promotores, oficiais de justiça, concursados de estatais e tribunais. E o resto? Abandonou o Direito para seguir outras descobertas profissionais ou aptidões.

Posso concluir que se há um fascínio imediato no Direito, a longo prazo parece perder o “brilho” e os motivos são muitos, principalmente, posso apontar como um dos determinantes o próprio desestímulo que o Poder Judiciário é capaz de contribuir para o stress e cansaço da atividade secular que é a advocacia. A frase que mais se ouve dos ex-colegas que largaram é: “chega uma hora que cansa”. Tratar com clientes também não é tarefa fácil, facilita se for advocacia empresarial.

Pois bem, para quem é concursado parece que este cansaço demora mais para chegar, mas não é este ponto que quero abordar de fato. O que representa a escolha maciça dos nossos estudantes por concursos públicos, certamente, é a estabilidade e os valores a serem garantidos mensalmente, faça sol, faça chuva. Algo que cresceu muito nestes últimos 20 anos é o acesso ao cargo público bem como a sua diversidade de opções. P.ex., concursos para tribunais (TRT, TRE, TJ e TRF). Um analista nível superior começa a ganhar, de imediato, cerca de R$ 9 mil reais. E tem concursos todos os anos e mais de uma vez devido ao grande número de tribunais espalhados pelo país.

Hoje, com a possibilidade de fazer uma prova pela manhã (técnico) e outra pela tarde (analista), a carreira de técnico nível médio também tem atraído bacharéis em Direito, pois a remuneração parte de R$ 5 mil reais. Qual advogado em INÍCIO de carreira ganha este valor?

Com a manchete “Saiba por que o Direito ainda é o queridinho dos pais e continua atraindo muitos estudantes“, o jornal ZERO HORA publicou uma matéria a respeito do curso de Direito, cujo número de matrículas cresceu 17% no país, em cinco anos (passando de 694.447 para 812.897 matrículas). De acordo com a reportagem, “o aumento na procura é motivado, principalmente, pelos altos salários da área jurídica e a estabilidade dos concursos públicos” e segundo o Presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OAB-RS, Igor Danilevicz, “é impressionante o número de alunos que estão na faculdade com foco em um concurso”.

Avalizando o que foi dito antes, a matéria traz o depoimento do Coordenador do preparatório da Casa do Concurseiro, Edgar Abreu:

– “Com a crise, as pessoas pensam antes na empregabilidade do que na profissão. Como há escritórios de advocacia que pagam menos do que concursos de Ensino Médio, muitos formados em Direito se interessam mais em estudar para essas vagas”.

Portanto, a desilusão do prof. Jean Severo faz sentido, principalmente, na área criminal, ainda que seja das raras carreiras ditas “solitárias” dentro do Direito, porque a possibilidade de ingresso na profissão é mais consistente do que outras que dependem de grandes escritórios para atrair clientela.

Para finalizar, quero fechar que quando entrei na faculdade, por óbvio, já havia grande interesse nas carreiras jurídicas. Lembro que nosso curso de Direito não é curso de Advocacia, mas de Ciências Jurídicas e Sociais e que garante acesso a todas outras profissões jurídicas. O que mudou muito foi a própria advocacia como mercado profissional. Não diminuíram os casos, ao contrário, aumentaram devido a conscientização jurídica da sociedade, mas o mercado hoje é dominado por grandes corporações e fusões de escritórios, o que, certamente, você começará advogando num destes ambientes de trabalho.

A advocacia romanceada de abrir sozinho sua sala, com uma placa na porta “Dr. Fulano de Tal”, “Especialidade Tal”, esta sim virou elemento dos contos de fada. E como os números não mentem, o interesse no Direito aumentou 17% nos últimos cinco anos porque nunca saiu de moda e sempre será um dos cursos mais fáceis de se apaixonar. Como toda paixão pode gerar amor e ódio, o Direito também é paciente da paixonite aguda!

Duas aprovações pela mesma pessoa na 2ª fase da OAB: é possível?

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General Election - Education

Um dos textos mais comentados aqui no blog trata sobre o recurso feito junto à Ouvidoria da OAB, uma 3ª instância para quem teve sua prova não revista ou recurso mal avaliado [clique aqui]. Há muitos casos de sucesso, o que tem gerado mais um fio de esperança para aqueles que se sentiram INJUSTIÇADOS.

Pois bem, aconteceu algo que até o momento, dentro da minha experiência de mais de 10 anos no Exame da OAB, não tinha presenciado: alguém que foi aprovado 2X na 2ª fase da OAB! E o MELHOR: no mesmo dia!!

Fiquei sabendo pelos intensos posts dos leitores a qual acompanho de perto sobre a saga de conseguir (ou não) a aprovação no Exame da OAB. Copio aqui o depoimento da Larissa:

FUI APROVADA PELA OUVIDORIA, MAJORARAM A MINHA NOTA, O RESULTADO SAIU DIA 12.02, ÁS 09 HRS DA MANHÃ, DEPOIS DE 03 MESES. E QUANDO FOI À TARDE FUI APROVADA NA PROVA DA REPESCAGEM COM 9.10! CONSEGUI DUAS APROVAÇÕES NA 2º FASE.

A minha conclusão: não desista, recorra sempre, mesmo que demore, a injustiça se desfaz na maioria das vezes. Pode ter sido angustiante a espera da Larissa, mas ela não só provou que sua prova da 2ª fase no XVIIº estava correta, como também provou que estava habilitada a ser aprovada na 2ªfase do XVIIIº Exame da OAB, ou seja, duplamente coroada! Parabéns.

10 Anos dedicados à aprovação no Exame da OAB

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preview

Não poderia deixar de passar a lembrança que lá em 2005 comecei a minha caminhada de forma definitiva para ajudar a milhares de alunos e leitores a serem aprovados no Exame de Ordem. Apesar de ter me envolvido logo após a minha própria prova que fiz (e passei) em 1997, ajudando amigos e colegas a serem aprovados e anos posteriores, realizando recursos na 2ª fase, foi em 2005 que iniciei para nunca mais parar e de forma ininterrupta.

Durante este percurso aprendi muito mais do que ensinei, principalmente, que o Exame da OAB é um assunto muito sério e que faz inúmeras vítimas. Apesar da tristeza e agonia que batem na porta dos examinandos todos os dias, são as vitórias e a alegria que tornam este trabalho recompensador e motivador. Trabalho? Sim, porque se tornou um mercado que envolve livros, preparatórios, coaching, etc. e tal.

Neste período fui proprietário e coordenador de cursinho (entre 2006-2013), coordenador de outro preparatório (2013), professor, blogueiro (desde 2008), escritor de livros e apostilas (desde 2006) e palestrante, tudo dedicado à OAB e concursos.

Meu orgulho, em especial, está nos livros publicados. São 23 apenas para OAB em 3 editoras distintas: Saraiva, Método e Impetus. Atividade que se tornou prazerosa, porque o livro, diferente de uma aula ou palestra, deixa “encadernadas” suas palavras para eternidade. Também tenho orgulho de ter errado pouco, mas errei, porque faz parte do aprendizado.

Confesso, ao final, que nunca imaginei que o Exame de Ordem poderia me trazer onde estou agora ou que seria uma “opção” profissional. De fato, imaginar que estou há 10 anos neste business é como olhar para dentro e ter a impressão que comecei ontem a pesquisar os hábitos dos examinandos, as provas, as bancas, a política da OAB, a psicologia e o direito no final das contas. Só posso agradecer a todos com que convivi, chorei, ajudei e aprendi. Não foi fácil, mas também não foi difícil. Apenas foi o que foi.

Bons estudos a todos!

Como faço para passar na OAB?

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duvida

É a pergunta entre 10 de 10 formandos e bacharéis em Direito que têm a pretensão de fazer concursos ou advogar ou até mesmo cumprir “tabela” e depois ver o que faz com a carteira vermelha. Mesmo assim, a tarefa de responder de forma objetiva e ligeira não é das mais fáceis. Mas sempre há um começo e é a partir dele que fica claro como responder.

Tudo isso se faz necessário para responder um email que destaquei pelo apelo e o desespero que grita nas palavras da emitente.

Caro Dr. Marcelo, venho por meio desta, pedir desesperadamente que me dê uma luz, um conselho de: como faço pra passar na OAB? Me esforço, estudo livros e livros e nada acontece, parece que as coisas que leio não entram na minha mente. Estou vivendo no cárcere da emoção. Minha emoção não anda muito saudável por conta da prova da OAB. Me ajuda. Não sei mais o que faço.

A resposta será pública e que sirva para tantos outros examinandos.

Minha amiga, é possível que você já tenha lido ou ouvido que FORÇA, FÉ e FOCO é a resposta para todas as perguntas para concurseiros e examinandos. É como minha mãe diz para qualquer machucado ou queimadura: “usa ‘Fortifier’ que passa”. Ou quando se está gripado: “toma Benegrip que passa”. Como muitos filhos, recuso fazer exatamente isso.

Pensa comigo. Todo machucado ou gripe passarão com estes remédios? Digo o mesmo com os “3 F”. Claro que não! Mas todo tratamento tem um começo e é dele que vou me ocupar. No entanto, não dá para começá-lo sem um DIAGNÓSTICO. Então vou lhe pedir um RAIO-X. Faça assim: pegue as últimas 3 provas, mesmo que você já tenha realizado elas. Separe por disciplina.

Agora, caso você já tenha realizado elas, faça um levantamento de acertos e erros, mas de forma CONVICTA. Questão por questão. Esta acertei porque eu sabia. Esta eu errei por bobagem, assim por diante. O resultado desta análise será a sua CONSCIÊNCIA escancarada, sem rodeios ou mentiras para si própria. Veja o percentual total de cada disciplina entre acertos e erros convictos, quase-acertos, erros por falta de conhecimento e seus brancos, se houver.

Se você não fez todas estas provas, o momento é agora. Resolva elas. Depois, siga as instruções acima, fazendo uma leitura da sua CONSCIÊNCIA. Onde quero chegar? No começo, porque ainda estamos na fase PRÉ-HISTÓRICA da sua futura preparação. É trabalhoso, muito, por isso que muita gente não faz por falta de paciência. Tolos. Esta é a principal fase, no entanto, a mais negligenciada.

A preparação começará quando você listar as disciplinas que MAIS DIFICULDADES foram encontradas. Aqui há outro erro de leitura: muitos começam ou investem pelo o mais fácil ou com maior intimidade se tem. Não. Gaste MAIS TEMPO e esforços pelas suas FRAQUEZAS. Resolva mais questões com elas. Gaste tempo extra com elas, desde que haja uma organização semanal de 2 disciplinas por dia. Deixe ECA, CDC e ÉTICA fora da programação, assim, as outras 14 disciplinas serão estudadas, TODAS, semanalmente. Estas 3 separadas, você investirá mais tarde, especialmente, na última semana, porque são disciplinas que podem gabaritar!

Portanto, fuja das armadilhas das facilidades, pois não basta os “3F”, inclua outro  ao final: tem que ser Fodástica!! Superar o máximo de questões para resolver, nem que seja TODAS as provas da FGV (mais de 20 incluindo as extras) e mais milhares e milhares. Nosso livro da OAB de questões tem 5.212. Para “ganhar” este último “F” tem que resolver todas!

E a emoção? Nada adianta tudo isso se a cabeça não vai bem. Busque internalizar seus problemas extra-provas, transformando todas as dificuldades em combustível para vencer. Quantas vezes já lemos nos noticiários de gente que pedalava 20 km diariamente para ir na faculdade? De lixeiro que estudava com o que encontrava em lixos e foi aprovado? De dificuldades incompreensíveis para maioria e foram vencidas? Busque relativizar os seus problemas ou faça lenha para movimentar a sua locomotiva de estudos!

Há muitas respostas para a pergunta, mas nenhuma terá validade se não tiver uma fase primária que defina todo o resto do caminho. Criei muitas “receitas” para chegar ao sucesso e grande parte delas estão aqui no blog publicadas ou na reunião no meu livro GUIA PASSE NA OAB: OS SEGREDOS DA APROVAÇÃO (clique na capa abaixo).

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 E se posso oferecer outra ferramente, totalmente, gratuita, é o curso de resolução de questões que oferecemos para vocês aqui no portal Passe na OAB (clique na imagem abaixo).

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Para concluir, a obra mais completa no mercado para OAB, com questões comentadas e resumos de todas as disciplinas num único volume, atualizadíssima, é esta que deve ser seu livro de cabeceira (clique na capa).

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Quando e como comecei a escrever: meu relato como escritor.

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Quem começa a escrever não pensa em “ser escritor”, como profissão. Nem sabe se um dia receberá alguma contrapartida financeira, no máximo, alguns elogios. Na área jurídica, então, mais difícil fica. Mas tudo tem um começo e já fui questionado sobre isso mais de uma vez pela curiosidade de quem quer começar ou pensa em entrar no mundo editorial.

Como muitos começos, o meu é totalmente improvável. E são três situações que me levam até onde estou. A primeira (e quase simultânea com a segunda) começa com o curso que participei de datilografia. Sim, ser datilógrafo até já foi profissão e bem remunerada, diga-se. Então, por influência do meu pai fui fazer um curso de datilografia. No início, o mecanismo repetitivo de datilografar se baseava em velhas revistas e jornais. Depois cansei de tanto virar o pescoço que comecei a datilografar ao vivo e a cores textos que surgiam da minha cabeça. Pequenos contos ou crônicas foram estimulados pela “arte” de datilografar.

Datilografei um bocado. Aprendi a fazer de forma muito rápida e até hoje me ajuda a digitar (exceto pelos teclados de smartphone ou tablet) meu PC. Pois bem, chegamos, então à segunda situação, contemporânea à primeira. No 2º grau, recém saído de um colégio que nunca tivera problemas com português, caí numa escola muito mais exigente, cujo professor era muito difícil. Ele era ótimo, mas senti uma grande dificuldade e não conseguia passar de ano sem enfrentar longas recuperações em português. Isso mudou quando o próprio, o prof. Romeu (lembrei do nome dele neste exato momento), criou um jornal no colégio e pediu colaborações dos alunos. Como ele sugeriu que a participação poderia ajudar nas notas, levantei imediatamente a mão e comecei a colaborar com contos readequados das minhas aulas de datilografia… Minhas notas? De aluno medíocre passei para a turma dos melhores!

Passado este período, já na faculdade de Direito, criei um jornal da turma (“O Despertar”) e que logo virou sucesso: a versão precoce e offline do whatsapp. Sim, em 1992 a 1997 existiam raros celulares e nem pensar em smartphones! “O Despertar” era devido a sua função essencial: acordar ou agitar a turma nas aulas chatas de professores chatos. Os textos eram os mais diversos, menos jurídicos. As fofocas também eram uma seção divertida, do tipo “quem ficou com quem”, etc. e tal.

Por fim, a terceira situação veio da criação do curso preparatório Retorno Jurídico já em 2005, onde queria apresentar algo distinto em relação à concorrência: uma apostila com questões comentadas. Eu só tinha visto isto em São Paulo e nada mais. Naquela época as provas eram regionais, e no RS não tínhamos este tipo de material. Assim, montamos uma apostila com 500 questões comentadas. Tentei vender a ideia para uma editora local, mas eles recusaram. Então mandei imprimir do meu bolso 100 cópias e vendemos todas numa semana. Esta informação correu de boca a boca e, em pouco tempo, já tínhamos vendido 1000 exemplares sob o nosso selo próprio, “Retorno Jurídico”. Veio uma 2ª edição com 700 questões e uma série de 2ª fase com trabalho, penal e civil. Todas com grande êxito e estava em todos os preparatórios concorrentes!

Certamente, este material nos ajudou a formar uma ótima opinião do nosso curso, o que nos tornaram referência no mercado de OAB. Todo este material foi com colaboração dos professores até o próximo passo que seria dado. Então veio o CESPE e a unificação do exame. Fomos buscar, então, para “incrementar” a próxima obra, a apresentação e/ou prefácio daquele que já produzia obras para OAB de forma pioneira (para SP), Vauledir Ribeiro. Então, o próprio ao invés de fazê-lo, trouxe o convite para escrever para editora dele, a Método, o tal livro de questões comentadas da CESPE. Convite aceito, comentamos todas as disciplinas e saiu em 2008 o “Exame de Ordem Nacional – Questões Comentadas”. Foi o 1º livro destinado a este novo exame no país.

Novas edições vieram e novos projetos também. Meu gosto pelos livros (inicialmente muito mais pelo cheiro de livro novo e das cafeterias de livrarias) se tornou um “hobby” e criar projetos editoriais se tornou algo muito prazeroso. Como sempre fui muito observador, assim, perceber o que acontecia com o mercado exclusivamente de concursos e OAB foi muito fácil. Além disso, também fiz exame de ordem e fui concurseiro (até ser chamado para advocacia pública), o que ampliou minha visão além do “balcão”. Ocorre que a demanda dos meus projetos era maior do que a aceitação dos mesmos na editora, o que me leva até um evento jurídico em Porto Seguro/BA (2010) onde dividiria o palco também com William Douglas, não só o “guru dos concurseiros”, como um dos responsáveis pela editora Impetus.

De lá não só uma amizade bonita veio na mala e um projeto aprovado na Impetus, como também minha reflexão sobre a minha “futura carreira” como escritor. Já vinha sendo assediado para mandar qualquer projeto para editora Saraiva através do seu divulgador local. Mas pensava eu com os meus botões: o que uma das maiores editoras vai querer comigo? Uma distância que muitos nós criamos para diversas pretensões. O momento não foi mais oportuno e encaminhei para São Paulo uma coleção inteira de 2ª fase (com as 7 disciplinas) impressa e com capa (que criei) dos meus professores do Retorno Jurídico.

A resposta demorou junto com a apreensão de ter um “não” e encerramento da minha precoce atividade a qual me dedicava cada vez mais. Claro que havia um PLANO B, criar a minha própria editora para dar vazão aos meus projetos. Até nome tinha e domínio registrado. Se deu certo antes, porque não poderia dar agora, com mais experiência? Enfim, então chegou uma ligação de um novo editor que acabara de assumir um novo editorial, de concursos e OAB, Roberto Navarro. Coincidentemente, a FGV acabara de assumir o exame e focamos (mais uma vez) num livro de questões comentadas já com esta banca (e também mais uma vez) tocamos a 1ª obra no mercado.

Sim, a coleção para 2ª fase foi publicada logo no início de 2011 e aqueles projetos antes represados ganharam espaço no recente editorial. Meus primeiros livros para concursos públicos foram publicados (de questões comentadas por carreira jurídica) e novas séries ganharam as prateleiras nas livrarias do país. Sempre tive a preocupação de investir em “nomes”, seja para colocar nas capas dos livros, seja para revelar novos autores. A diversidade seguiu como objetivo: abraçar professores dos mais diversos preparatórios e das regiões do nosso país continental.

As duas minhas coleções a qual coordeno, “Passe na OAB” e “Passe em Concursos Públicos”, já tiveram mais de 100 autores distintos entre as séries que mantemos (Questões Comentadas, Manuais de Dicas, Manuais de doutrina, etc.). A função de coordenar obras coletivas é a mais difícil de todas, inclusive, de escrever sozinho uma obra. Os problemas de prazos de entrega (a eterna promessa de “te entrego amanhã”) e administrar a caracterização (e padronização) das obras que você impõe aos coautores já me levaram a “demitir” alguns nomes, infelizmente.

Depois de 51 obras publicadas pela Saraiva pelas minhas coleções (duas no prelo com previsão para chegar ainda em setembro), um Vade Mecum da Saraiva (indo para 8ª edição), 4 pela Método (duas esgotadas e outras duas em edições 2015) e 1 pela Impetus (um dos raros volumes que foi publicado de uma coleção que o coordenador fracassou, para ilustrar a dificuldade do papel), surgem trabalhos para obras coletivas em outras editoras nas mãos de outros coordenadores (saindo pela Juspodivm em outubro sobre NCPC e também sobre o mesmo assunto até o final do ano pela Juruá).

Para finalizar, sobre a questão financeira que muitos perguntam, se “dá para ganhar dinheiro” ou ter uma carreira como escritor de livros didáticos, é possível afirmar (como sempre faço) que sim. É possível outros caminhos, como “acertar” numa obra (p.ex. a obra esquematizada do Pedro Lenza) ou volumes de um curso. O que importa salientar que os livros não se vendem mais “sozinhos” devido à grande concorrência, pois uma coisa é certa, tem mais gente querendo escrever do que ler. Assim, o marketing próprio do autor é fundamental para as receitas. Por outro lado, se você quer entrar neste ramo para “ganhar dinheiro”, desista, pois não funciona assim.

PS. sempre adorei ver nos filmes, em especial, aqueles que adaptaram as obras de Stephen King, escritores que tomavam lugares lindos e retirados para aprontarem seus livros. Onde o relógio não existe ou o tempo quem manda é o próprio escritor. Este romantismo até hoje me acompanha, ao menos, de ser dono do meu tempo (e de quem escreve para as nossas coleções).

PS2. precisamos acreditar que o destino nos reserva algo melhor do que um fracasso. Quando recebi o primeiro “não” da editora jurídica gaúcha, se tivesse recebido um “sim”, talvez nunca teria investido no meu “hobby” e que virou carreira através de editoras com grande alcance nacional.

Senhora de 86 anos se forma em Direito

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É a segunda vez aqui no RS que alguém alcança a formatura em Direito aos 86 anos. Em 2008 foi o “seu” Valério, a qual tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente em nosso curso preparatório presencial para OAB, o antigo Retorno Jurídico. Chegou até vencer a 1ª fase, mas não superou a 2ª fase. Infelizmente, neste ano ele faleceu sem concretizar o seu objetivo, mesmo assim, deixou para nós, como herança, a força de vontade.

Vejam, que o seu Valério se deslocava de trem de uma cidade vizinha até o curso preparatório em Porto Alegre. Na época, o jornal ZH publicou a respeito da sua conquista [clique aqui].

Agora foi a vez da “dona” Maria Francisca, segundo publicação do mesmo jornal [clique aqui] no último dia 29 de agosto. De acordo com a reportagem:

Aos 86 anos, aposentada como professora, com ensino técnico de Contabilidade e pós-graduação em Pedagogia, Maria nem pensa em pendurar as chuteiras. Para o mês que vem, o objetivo já está traçado: vai começar a estudar para prestar a prova da OAB. – Em setembro, eu entro nos livros, vou estudar muito e vou passar. Meu objetivo é trabalhar com os idosos que não têm ninguém por eles, principalmente, na área previdenciária, pois tem bastante gente que é lesada e precisa de ajuda – observa Maria.

Não só a dona Francisca, mas o sr. Luis Alberto, com 85 anos, está cursando o 2º semestre de Direito e poderá ser o mais velho a ser formado no curso aqui no RS (com mais de 90 anos).

É um público que vem crescendo nos cursos superiores, ou porque está disposto a manter a atividade ou porque não teve oportunidade de estudar antes, e com as facilidades de agora (financeiras e tempo disponível) surge este caminho da graduação.

Certamente, em todos estes casos, serve como inspiração para nós!

Exame de Ordem nos EUA e na Alemanha. Sabe como é?

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perguntaEm tempos que estão tentando acabar com o Exame de Ordem no Brasil e na desilusão de muitos que não estão conseguindo ser aprovados, vou matar a “curiosidade” como é que é em dois países que são referências (na grande maioria dos temas) para nós: Estados Unidos e Alemanha.

Para quem ainda não sabe como funciona no Brasil, basicamente, o Exame de Ordem é responsabilidade da OAB e tem duas fases, a primeira é uma prova objetiva com 80 questões e que o examinando precisa acertar 50%, ou seja, 40 questões de 17 disciplinas que, ao menos, deveriam constar na grade de todas as faculdades de Direito do país. Superada esta fase, o bacharel (formado) ou o estudante dos dois últimos semestres, deverá realizar uma prova escrita e que consta 4 questões dissertativas e uma peça processual.

Em ambas fases, o tempo de prova é 5 horas. Para ser aprovado precisa alcançar nota 6. Nesta fase, o examinando pode consultar legislação seca, ou seja, não comentada. Caso não seja, ele poderá repetir mais uma vez unicamente esta fase. Aprovado receberá o título de ADVOGADO.

Pois bem, na Alemanha é bastante diferente. Compilando o que já foi escrito nos blogs Direitoalemao.com e Blog do Ricardo Glasenapp,  existe também duas fases, porém com mais provas para enfrentar. O primeiro é realizado logo após a formatura e são SEIS provas dissertativas (3 de Civil, 1 de Penal e 2 de Direito Público) e uma prova ORAL (nestas três disciplinas). Cada prova dissertativa tem o tempo de 5 horas. Mas não se assustem, estas provas não são aplicadas tudo no mesmo dia ou final de semana, mas ao longo de duas semanas.

Aprovado nesta “fase”, o examinando alemão recebe o titulo de “Diploma de Jurista” ou “Anwalt” (jurista) e tem duas opções, ou fazer um longo estágio (de 2 anos) ou trabalhar logo como consultor jurídico. No Brasil, há até um projeto dos “paralegais”, uma função para os bacharéis em Direito não aprovados no exame da OAB.

Se desejar seguir a carreira da advocacia, p.ex., ou para carreira pública jurídica, ao final do estágio haverá outro Exame (ou outra fase, como queiram) e que consiste em outras provas dissertativas (além das disciplinas anteriores, também direito do trabalho, processo e tributário) e uma prova ORAL novamente caso seja aprovado nas dissertativas. O tempo também é de 5 horas cada num espaço de tempo de 11 dias.

Diferente do Brasil, onde você pode repetir a prova 1 MILHÃO de vezes (são 3 exames por ano), na Alemanha se houver reprovação tanto no primeiro exame como no segundo, só poderá repetir apenas mais uma VEZ na vida. E se não passarem mais uma vez? O sonho de ser advogado já era.

Já nos Estados Unidos, recentemente, o site CONJUR publicou uma polêmica que no Brasil já passamos há algum bom tempo: a unificação do Exame de Ordem. Como se sabe, nos EUA os Estados têm regimes distintos e independentes, diferente do nosso sistema. P.ex., se fiz a prova e fui aprovado e agora sou advogado no Estado de Maryland, não posso advogar no Estado de Nova York. Para advogar lá terei que fazer outro exame. No Brasil, posso advogar em qualquer Estado com um limite de processos em cada um deles. Se precisar ultrapassar este limite, basta solicitar um registro complementar, portanto, não preciso fazer novamente a prova.

Assim, desde 2011, a partir do Estado Missouri,  15 Estados (total são 50) já substituíram o seu exame por um Exame de Ordem Unificado. Nestes, qualquer advogado pode exercer sua profissão sem precisar fazer um novo exame. Este Exame de Ordem Unificado tem 200 questões objetivas, mas fica a critério de cada Estado o número de acertos para ser aprovado, como também a exigência de outros requisitos complementares, como a frequência de um “curso” que trate das leis locais, pois em cada Estado há legislação distinta dos outros. Há uma legislação federal mas é muito menor comparada à estadual.

Então, você ainda acha que no Brasil temos um Exame de Ordem “impossível” de ser superado?

O lado de quem não consegue aprovação na OAB.

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CabisbaixoÀs vésperas de sair a lista preliminar de aprovados na 1ª fase do XVIº Exame da OAB, mas considerando que a maioria já sabe o resultado definitivo de sua experiência neste certame, não posso deixar de destacar o sofrimento que este obstáculo causa e incomoda milhares e milhares de examinandos. Serve para ilustrar a dor que muitos ignoram, seja proposital, seja por descuido; serve para continuar o game e deixar que o final seja outro, com a aprovação; serve para criticar este modelo de prova, sem critério algum.

Um desabafo da Fernanda, que poderia ser Alessandra, Joana, Maria, Carla, João, Pedro, Marcelo, enfim.

“Bola para frente? Será que consigo? Eu estudei, me dediquei, com afinco mesmo. Achei que tinha superado o trauma do exame que não passei na segunda fase por muito pouco quando ainda não existia a repescagem, mas agora, sinto que não. O meu emprenho foi físico, emocional e financeiro além do que eu poderia, fiz um cursinho telepresencial, para não ter problemas com internet, mas para isso tive que dispor de dinheiro para passagem de um município para o outro, todas as noites.

Tal qual na época de faculdade, deixando filhos, casa, família. Pois bem, quero deixar bem claro que não sou contra o exame de ordem, de forma alguma. Acho até que poderiam ter questões mais compatíveis com o cotidiano, como Português…temos visto cada coisa…. No entanto, a banca está esquecendo que está lidando com pessoas que tem emoções, de carne e osso, que tem sangue correndo pelas veias. Dormir no dia anterior a prova, é coisa para poucos.

Sem dúvida alguma, quando estivermos atuando e nos depararmos com as questões cobradas na prova, vamos pesquisar, nos empenhar arduamente. Mas com os instrumentos em mãos. É preciso controlar as emoções para atuar, sim, claro, evidente. Mas normalmente já temos uma noção do que vamos enfrentar de antemão. Admiro muito quem trabalha com determinadas disciplinas, que aqui não vem ao caso, mas que infelizmente sinto urticária só de pensar em ter que trabalhar com elas, e de fato não trabalharei, sem vergonha alguma.

Assim como um médico escolhe a área em que prefere atuar, os advogados também podem fazer isso. Não tenho mais condições financeiras de investir nos meus estudos, não tenho mais um dos requisitos que são exigidos para a inscrição nos quadros da OAB, sanidade mental. Precisaria fazer a prova com um terapeuta ao meu lado. Estou até agora com mal estar físico, ainda não consegui nem chorar, estou atônita. Saí do local de provas acreditando realmente que eu seria aprovada com margem de pontos. Fiz exatos 38 pontos e não tenho a mínima esperança de passar para a segunda fase. Estou com fraturas na alma, porque realmente para mim, chega, acabou. Cordiais saudações, de quem admira muito o seu trabalho e precisava expor um pouco a triste realidade dos Bacharéis em Direito que precisam passar por um teste de aptidão que exige o “mínimo de conhecimento” para poder se tornar advogado”.

Este desabafo recebi bastante próximo do gabarito oficial, portanto, posso creditar que a emoção está à flor da pele, mas não deixa de lado a perspectiva da desistência de seguir em frente. É bastante difícil falar da DESISTÊNCIA em si, porque nossa sociedade “condena” quem desiste. Quem desiste é um fraco, perdedor. Nossos amigos, familiares e colegas representam esta sociedade também e ao lamentar a desistência é possível que façam um valor de juízo. Talvez não todos, mas alguns sim.

Um dos mantras mais consagrados em concursos públicos é que “concurso é até passar”. Tenho minhas sinceras dúvidas. E se não passa? Tem que continuar até passar. Será que todos concurseiros seguirão até a morte este dilema? A desistência, confundem os especialistas de plantão, com a mudança de planos diante diversas derrotas. Se não passo de modo algum, depois de uns dois anos tentando, será que tenho a motivação correta? Será que é isso que realmente quero? Onde vai me levar a aprovação de “qualquer” cargo de todos os concursos que presto?

O exame da OAB pode ser levado à mesma conclusão. O que vou fazer com uma carteira da OAB? Quero ser advogado, profissional liberal? Quero ser empregado de um grande escritório? Ou quero ser concurseiro com OAB?

Minhas desistências particulares me levaram até onde estou. Foram desistências? Chamam do que quiserem aqueles que as lamentaram. Por dois anos fiz vestibular para medicina, acreditem se quiser. Mas porque eu queria ser médico se tenho grandes dificuldades com sangue? Não importam as respostas, importa que fiz outras escolhas diante de uma série de reprovações.

Enfim, entendo a lamentação da Fernanda, também não julgarei se ela quiser realmente desistir do exame, como se voltar a fazê-lo em outra época. Você pode não acreditar, mas Zeca Pagodinho resume tudo muito bem com a frase “Vida leva eu, Deixa a vida me levar”. A mudança de planos pode até levar para alguns passos para trás, mas serve melhor para avaliar de forma panorâmica as opções seguintes.

Exame da OAB: Professor, preciso de sua ajuda! E você?

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helpVolta-e-meia gosto de ilustrar minhas dicas para o Exame de Ordem com estórias de alunos e leitores que chegam até nós. Escolho aquelas que alcançam uma maioria considerável, como é o caso que apresento abaixo.

“Me formei em Direito em 2009 e, fiz algumas edições do Exame de Ordem, mas nunca consegui passar para a segunda fase. Sempre fui um aluno mediano, sempre passando para os anos seguintes no limite da média exigida pela faculdade e algumas matérias fui reprovado. Identifiquei alguns problemas no meu sistema de estudo, como intercalar as matérias estudadas. Simplesmente não consegui terminar de estudar toda a matéria até a data da prova e, de  2011 para cá, desisti de prestar o exame da ordem. Há três semanas decidi voltar a estudar… mudei meu método de estudo, comprei sua coleção de livros voltados para o Exame e estou focado em  resumir livro por livro, um de cada vez. Estiquei meu plano de estudos, pois estou focando também o XVII ou XVIII exame. Não fiz provas anteriores porque considero não ter base para realiza-las. Estou praticamente começando do zero! Quando faltar 1 mês para o exame, quero ter terminado de resumir todos os livros para começar a fazer as provas anteriores. O que o Sr. acha do meu planejamento de estudos? Acha que devo fazer exercícios quando terminar cada livro, por exemplo: Resumi Direito do Trabalho, após, começo a fazer exercícios só de Direito do Trabalho. O que o Sr. Acha?”

Provavelmente, não é novidade alguma que muitos examinandos desistem temporariamente de seus objetivos de aprovação na OAB porque alcançam um grau de stress muito grande diante de consecutivas reprovações. Mas aquela ideia fixa de alcançar o título de “advogado” não lhe sai da cabeça. No caso ilustrado, quatro anos, separam entre a desistência e o recomeço. Conheço casos com maior tempo de “suspensão”: onze anos.

Pois bem, pode ser difícil de acreditar, mas às vezes é bom dar um “tempo” quando se percebe que “não entra mais nada na cabeça” pelo elevado grau de desespero que toma conta pelas pressões internas e externas. Pouquíssimos profissionais admitem publicamente esta receita. Eu sou um deles. Mas não vou entrar em detalhes sobre isso, em outro post, ok?

Este retorno, certamente, vem com muito GÁS e como se pode verificar acima, o examinando pretende resumir todo o livro que vier pela frente e deixar 1 mês só com exercícios. É um planejamento a médio prazo que pode dar certo. Pode, digo eu. Começando a responder às dúvidas do nosso confidente, um erro é considerar que depois de estudar a MATÉRIA X irei resolver questões desta MATÉRIA X. Claro, que a incidência de acertos será muito superior do que a 30 dias, por isso, o erro.

Lembre que no dia da prova serão 17 disciplinas, JUNTAS E MISTURADAS, das mais diferentes espécies e gostos. Portanto, quanto maior o número de disciplinas no treino, MELHOR. Você até pode resolver questões da MATÉRIA X, mas aproveite e faça também daquelas que você já estudou, a Y, Z e W. Também não adianta começar a fazer questões de matérias que você não tem a mínima noção, pois o resultado não representará nada além do que você já sabe (ou justamente não sabe).

O ideal também é não estudar apenas uma disciplina por dia. Faça um planejamento para que duas disciplinas sejam preparadas por dia. Assim, praticamente, nos dias úteis você terá estudado, ao final de uma semana, 10 disciplinas. A prova da OAB são 17. Portanto, seus estudos ficarão atualizados e próximos.

Para quem fica bastante tempo longe dos estudos, o importante é voltar COM TUDO, escolhendo obras especializadas e legislação atualizada. Resumir é um método de fixação que pode servir para um e não para outro. Você ficará sabendo se serviu depois de fazer algumas baterias de exercícios.

Outro erro que aponto no depoimento é querer “esgotar” uma matéria. Veja que para acertar todas as questões de CIVIL, p.ex., ninguém precisa ler todos os 2.046 artigos do Código Civil. Ao resolver questões de diversas provas você alcançará um resultado que lhe dirá quais temas estão mais presentes e outros menos. Esta análise lhe colocará numa posição de analista, o que é o suficiente para ser aprovado. Você não precisa ser especialista, pois requer muito mais tempo, o que ninguém tem.

Concluindo, para ser aprovado não precisa ser ESPECIALISTA em 17 matérias, mas ANALISTA o suficiente para alcançar 50% de acertos. A prova da OAB pode ser “entortada” com uma preparação EFICIENTE e PRECISA, o que um bom ANALISTA deve ser.

Paixão, depoimento e a escolha da 2ª fase da OAB.

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paixaoRecebi um email bastante interessante e que gostaria de compartilhar com vocês, visto que trata dos problemas cotidianos e a preparação para OAB. É um depoimento de uma menina que está na 3ª tentativa e está na dúvida em escolher a disciplina para 2ª fase. E a dúvida recai sobre a paixão entre uma das optativas para a fase derradeira. Segue o relato (omiti dados de identificação).

“Sou ****, bacharel em direito há 1 ano e estou indo para o meu 3º exame de ordem, os outros 2 não cheguei nem a passar da 1º fase (fiz o XII, estava no último período e também fiz o último exame, o XV). Sempre fui uma aluna mediana, entre 7 e 8 (terminei com CR 7,5) e sou realista que poderia ter estudado muito mais. Sempre trabalhei, minha filhinha nasceu no penúltimo ano de faculdade ( claro que não justifica uma falta de empenho maior na faculdade) e acho q você compreende como é mãe. A questão é que agora tenho que recuperar o tempo perdido. Com esses 2 exames que não consegui ser aprovada, constatei 2 coisas: Ou fui muito relapsa na faculdade ou de fato não tenho a manha da FGV (sei que é o somatório das 2 coisas). Estou estudando desde o final de novembro para o XVI EXAME, (dei uma pausa nas festas de fim de ano, 15 dias, o q me arrependo. Levei até meus livros para onde viajei, ****… mas foi impossível…), mas as vezes chego a desanimar. Só consigo estudar 100% de madrugada,  pois tenho meus afazeres domésticos, trabalho , compromissos na igreja. E as vezes vem o sono. Mas mesmo assim, estou confiante com  a média diária de 3h (efetivas) de estudo que consigo. Enrolei para chegar aonde queria. Confiante na aprovação para a segunda fase, não sou fã de direito civil, mas foi a matéria que mais li Doutrina durante o curso, Constitucional também. Coloquei a 2ª fase para Constitucional, devido a quantidade menor de peças. Somente por isso. MAS, A MINHA PAIXÃO É DIREITO PENAL…Pela sua experiência, devo manter a escolha da 2ª fase para Constitucional, seguindo essa teoria que o foco é somente para a aprovação? Devendo ser deixado de lado ” a emoção e a paixão”?””

Vou destacar aqui os pontos que achei interessante e comentá-los.

- “estou indo para o meu 3º exame de ordem, os outros 2 não cheguei nem a passar da 1º fase”. De acordo com os dados da FGV, a média de provas que os examinandos fazem até passar chega a 3. No entanto, é uma “média”, pois tem gente que passa de primeira e outros no 10º exame. Se culpar que está acima da média também não é a solução, tudo tem uma explicação.

- “Sempre fui uma aluna mediana, entre 7 e 8 (terminei com CR 7,5) e sou realista que poderia ter estudado muito mais”. As notas na faculdade não pré-determinam se haverá o sucesso ou não no exame da OAB. Veja que a maioria das notas passam por uma análise subjetiva do professor. E se ele errou, considerando mais ou menos? O mais importante é a autoanálise, neste caso, a gente sempre poderia ter estudado mais.

- “Sempre trabalhei, minha filhinha nasceu no penúltimo ano de faculdade ( claro que não justifica uma falta de empenho maior na faculdade)”. O mundo não pode parar para a gente se dedicar aquilo que gostaríamos, pois os estudos são mais uma tarefa do cotidiano, por isso, “não justifica uma falta de empenho maior”. É claro que há situações que embaraçam mais e outras de menos os estudos e ser “mãe” exige maiores compromissos.

- “constatei 2 coisas: Ou fui muito relapsa na faculdade ou de fato não tenho a manha da FGV (sei que é o somatório das 2 coisas)”. Realmente, a resposta é o somatório destas duas afirmativas, talvez a segunda com outro nome, “preparação especializada”. Ir bem na faculdade, compreender os institutos básicos, diferenças, ter criando o hábito de estudar regular (e não apenas para alcançar notas), faz a diferença, mas não é a única. Entender o exame da OAB é outra. Resolver muitas questões de provas anteriores, saber quais assuntos se repetem, cuidar da preparação psicológica, tudo faz a diferença. E deixo o recado para quem ainda está na faculdade: comece a prestar atenção no exame da OAB e suas exigências, não deixe para depois.

- “Só consigo estudar 100% de madrugada,  pois tenho meus afazeres domésticos, trabalho , compromissos na igreja. E as vezes vem o sono. Mas mesmo assim, estou confiante com  a média diária de 3h (efetivas) de estudo que consigo”. É essencial ter um planejamento. Estudar só quando “dá” é possível, mas que não seja “ocasional”. Se é apenas possível estudar na madrugada, que seja assim. Se é apenas possível estudar 3 horas diárias, que seja assim. No entanto, deve haver planejamento, incluindo aí a divisão de conteúdo, a realização de metas, o cumprimento do horário já organizado, etc. e tal. E que estas 3 horas sejam realmente ESTUDADAS, com foco 100%, pois muita gente afirma que estuda o dobro, mas de fato não chega nem à metade (droga das redes sociais e do smartphone!).

- “não sou fã de direito civil, mas foi a matéria que mais li Doutrina durante o curso, Constitucional também. Coloquei a 2ª fase para Constitucional, devido a quantidade menor de peças. Somente por isso. MAS, A MINHA PAIXÃO É DIREITO PENAL…”. Sinceramente, não sei qual a disciplina que tem MENOR número de peças. Professores de Constitucional dirão que é a matéria deles; os de Tributário, certamente, será tributário, e assim por diante. O que é certo que Constitucional, segundo a FGV, é a disciplina que mais aprova nos últimos 13 exames (média). A 2ª é Civil. Já escrevi a respeito, leia: Qual disciplina que mais aprova na 2ª Fase da OAB?

A disciplina de Penal é a penúltima colocada, só ganha de Trabalho. Veja que há muito tempo os examinandos escolhiam Trabalho como “ATALHO” porque sempre caia ou reclamatória ou contestação, raramente, RO. Isso foi superado como se vê. Portanto, escolher ATALHOS pode comprometer os próprios estudos, pois como você irá estudar uma matéria que aprova mais, mas que você nem gosta ou até desconhece por completo? Veja que não é o número de peças que aprova, pois Civil é a disciplina, segundo o edital, com maior quantidade de matéria a ser estudada e mesmo assim é a 2ª que mais aprova. Não é interessante? Claro, pois é a matéria que mais estudamos na faculdade, praticamente, a partir do 2º semestre até o final. E olha quantos créditos tem P. Civil?

- “Pela sua experiência, devo manter a escolha da 2ª fase para Constitucional, seguindo essa teoria que o foco é somente para a aprovação? Devendo ser deixado de lado ” a emoção e a paixão”?””. O foco é somente a aprovação, mas ela tem que ser CONSCIENTE. Também não basta só AMAR a disciplina, pois eu posso amar alguém e não ser correspondido, não é? E se Penal não gosta de você? Se apesar de toda a paixão, o gabarito das suas respostas na disciplina sempre é mediano? Por isso, volto a reafirmar, a escolha da 2ª fase tem que ser CONSCIENTE, observar a experiência anterior, a prática, estágios na disciplina, suas notas na faculdade, facilidade de compreensão da mesma, os resultados em simulados e questões de provas, sua biblioteca, professores ou profissionais que lhe agradam e poderão te ajudar, enfim, há diversos itens para se certificar da sua escolha.

Se a maioria das respostas acima forem positivas, OK, você já sabe o que escolherá. E o mais importante: SEJAM BRAVOS E CORAJOSOS em seus estudos! Pesquisem os espelhos de correção, façam questões e peças anteriores e vejam se vocês têm condições de superar a 2ª fase.

Últimos suspiros antes da prova da 2ª fase OAB!

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dsc04869Antevéspera da prova da 2ª fase da OAB. Calor insuportável de verão. O velho ventilador, companheiro de muitas tardes de estudos, já está pedindo água. O ar-condicionado já não sabe o que é ficar desligado. Sono? O último agradável foi à véspera do Natal, naquela ansiedade gostosa de saber o que Papai Noel irá aprontar este ano. A última lembrança de alegria foi na virada do ano, mesmo que as preocupações da prova estavam no fundo da garrafa de espumante.

Quem entrou pelas portas do fundo, com duas questões anuladas de última hora, e começou a estudar também nos descontos da partida, perdeu a noção de tempo, relógio e estado emocional. Todo o sofrimento para enfrentar um obstáculo que cresce cada vez mais quando se aproxima da ‘hora H’. Já fiz simulados, resolvi provas anteriores, dezenas de questões, gastei meia-dúzia de canetas, calos nas mãos já se misturam com as marcas do tempo, enfim, nada se compara com o temor de domingo.

E aqueles que já estão na sua derradeira prova dentro da repescagem e que caso seja o resultado negativo terão que começar a caminhada tudo de novo? Estes já assaltaram a farmácia alheia diversas vezes com rivotril, calmantes genéricos, e toda a química industrializada e caseira disponível. Benzedeiras estão garantindo suas férias para o próximo ano com a leva de examinandos que as procuram. Será o fim do mundo? Livreiros riem felizes, pois nunca venderam tantos livros para OAB de 2ª fase e Vade Mecum especializados, também, mais de 70 mil irão congestionar as vias de acesso de seus lugares de prova…

Enquanto isso, muitos não conseguem mais nem olhar para as suas anotações, esgotaram-se antes do tempo, como aqueles maratonistas que saem correndo, como tivessem fugindo da sogra, logo na partida da competição. E o pesadelo fica pior quando começam os fundamentalistas de plantão (professores e alunos) a querer adivinhar qual a maldita peça que irá cair na sua prova e transformam qualquer conversa em terrorismo. Ora, os búzios dizem que cairá uma peça jurídica e as cartamontes, alguma peça que está no edital da OAB.

Realmente, este momento é ímpar, só sabe quem já passou por ele. Eu já passei e fui um daqueles que escolheu a área porque parecia mais fácil, por isso, o meu grau de tensão estava no nível do Everest, pois não tinha qualquer ligação com a matéria. Se naquela época a preocupação era para saber se caberia mais um livro dentro da mala, hoje é se o meu Vade Mecum poderá ser usado, bobagem criada por alguns espertalhões na Idade Média, e em caso positivo, se as anotações ou marcações ou legítimas pinturas à la Monet ou Picasso serão aceitas pelos fiscais. Tudo para estruturar uma peça inicial ou recurso, pois mesmo quem já tem experiência de escritório sabe o mais importante: os atalhos de copiar e colar no teclado.

Nesta vida de examinando, em especial, prestes a enfrentar o último round do MMA da OAB, tudo gira em acertar a peça e pontuar ao menos três questões, pois o mundo que continue a girar, porque logo ali consigo entrar nele e viver feliz para sempre com uma reluzente carteira vermelha grifada “ADVOGADO” e com um lindo brasão, apesar de usarmos no dia-a-dia um cartão de plástico com aparência de um cartão de crédito, cujo maior “crédito” é ser reconhecido como “DOUTOR” ou “DOUTORA”.

Boa sorte a todos e nos encontramos nos foruns da vida.

Missão 2015: carteira da OAB na mão!

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2015Então chegamos ao final do ano, com as típicas festas que se avizinham e a esperança de um recomeço melhor ou que a caminhada positiva de 2014 se estenda em 2015. É uma época propícia para balanços, como foram minhas atividades, minha família e saúde, trabalho, estudos, o que alcancei ou deixei de alcançar, enfim, é um momento de reflexão, mas também de festividade porque estamos VIVOS, prontos para 2015 (ou quase prontos).

O que posso conquistar em 2015? Quais são os planos para nossa escala evolutiva? Onde quero chegar? O que farei para vencer os obstáculos? Realmente, nossa cabeça está propensa a distribuir opções, às vezes respostas diretas, mas muitas vezes mais dúvidas se acumulam com as velhas chagas que carregamos.

Como estamos num blog de OAB e concursos, vou tratar do que pretendemos alcançar em 2015 e que se resume num objetivo “temporário”. Alcançar a carteira da OAB é apenas uma etapa, pois serve para que possamos ir atrás de sonhos maiores, como um concurso público de uma carreira jurídica clássica ou ir bater na porta de escritórios que admiramos ou até mesmo fixar a permanência num deles.

Quem está se preparando para 2ª fase do XVº Exame, e não é pouca gente, sabe que a distração das festas pode ser uma interrupção ruim para os seus estudos, por outro lado, quem sabe não é o momento de recarregar as baterias? Para quem entrou por último depois das anulações, minha sugestão é curtir esta semana entre Natal e Ano Novo com moderação, porque não umas questões para resolver e peças para fazer?

No mais, quem irá se preparar para 1ª fase do XVIº Exame, a prova está logo ali, em 15 de março, então é buscar força e coragem e bater o martelo: 2015 é MEU! Para aqueles que estão curando as feridas da última reprovação, reitero: faça um balanço do que deu certo e errado na sua preparação a partir de uma revisão criteriosa de sua prova. Recomeçar é difícil, mas é fácil encontrar na última derrota as razões que podem levar para a próxima vitória.

Estabelecer METAS é saudável, desde que sejam possíveis. Vou passar na OAB no próximo ano e encaminhar a contratação num escritório de advocacia. Ou vou passar na OAB e preparar meu caminho para ser procurador federal! E assim, por diante. Impossível é ficar sentando, sonhando com o se eu estudasse, se eu conseguisse, pois vitórias sem suor não merecem comemoração.

Deixo estas palavras por um período de descanso no recesso e, em breve, estamos de volta. Desejo a todos um feliz NATAL e um 2015 SUPIMPA e, logicamente, com a VERMELHINHA na mão!

Desabafo de quem não aprovou na OAB.

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tristeRecebo emails de quem não conseguiu aprovação na 1ª fase do XVº Exame e não sabe por onde recomeçar ou agir neste momento. Realmente, a sensação de fracasso cega qualquer visão de um futuro a curto prazo disponível para novas conquistas. Escolhi um email porque é forte, antes de tudo, mas representa ao menos a base da falta de perspectiva imediata da maioria. Irei omitir o nome por razões óbvias.

“Eu já havia prestado exame da OAB algumas vezes, a minha última tentativa tinha sido no final de 2012. Nesse ano de 2014 eu voltei e tentei o XV exame, comecei a estudar no final de Julho (estudei muito, fiz muitas questões), e ainda tive a vantagem de nem ter trabalhado nesse tempo. Para depois de tudo isso acertar apenas 39 questões. É provável que não tenha anulação de questão. Uma única questão me separou dos aprovados. Pensava que iria passar mas foi só ilusão. Estou triste e frustado, minha frustração me deixou meio apático e desmotivado para até outras áreas da minha vida(minhas notas em outro curso que eu faço caíram um pouco por falta de atenção e motivação minha. Estou meio aéreo. Sei que o senhor não é psicólogo, mas imagino que já tenha lidado e ouvido outras histórias como a minha. Coisas assim acabam com a auto-estima. Queria ter nascido mais inteligente. Me sinto muito envergonhado. Passar na 1° fase da OAB seria a grande vitória desse ano (até mesmo porque a 2° fase é mais fácil). Não desisti ainda, mas acho que as festas de fim de ano não será tão legal como eu gostaria(devido a isso tudo). Estou com a auto-estima baixa.  Como me reerguer?”

Para começo de conversa, é importante destacar algumas informações oficiais da FGV. Em primeiro lugar, entre o IIº Exame e o XIIIº Exame cerca de 1,3 milhão se inscreveram e destes, apenas 36,4% foram examinandos que prestaram pela 1ª vez a prova. Ou seja, 63,6% era gente que estava fazendo mais de uma vez. A grande maioria de aprovados está na faixa de 3 exames realizados.

Assim, como aquele velho conselho, não está fácil para ninguém.

Em outras palavras, a média indica que a maioria dos examinandos tem que fazer 3 exames para ser aprovada. E há um dado bastante relevante: há examinandos que fizeram TODAS as 12 edições pesquisadas. E não é um, mas mais de 2 mil examinandos.

Quanto ao caso concreto. Realmente, não sou psicólogo, mas é como tento semear há anos: uma preparação adequada precisa enfrentar dois lados, um pedagógico (que inclui a preparação em si) e um psicológico, que todo candidato precisa estar com a “cabeça boa”, suavizada de pressões, ansiedades etc. Também tenho dito que a quantidade de estudos não representa a qualidade que se exige. Fazer MUITAS e MUITAS questões ajuda, p.ex., mas há “fórmulas” que trazem mais resultados diante delas.

A fixação do conteúdo, até onde os estudos foram, qual profundidade, enfim, há diversas variáveis que influenciam em toda a preparação. Ademais, se não tem “cabeça boa” durante esta trajetória, qualquer que seja o motivo, o conteúdo “não pega”, fica solto no ar e ele não aparece na hora da prova. Neste caso, realmente, precisa-se de um profissional que descubra o que está atrapalhando todo esse processo de conhecimento.

Realizar, como demonstraram os número da FGV, 12x a prova e não ser aprovado é uma questão de cabeça e que um psicólogo deve ser consultado. URGENTE. Caso contrário, todos os estudos não representarão nada diante de uma prova. Por outro lado, demonstra que existe , ou seja, já é algo positivo em que o examinando acredita, porque muitos desistem depois do terceiro exame. E três exames é um ano de preparação.

Ouvi dias atrás que um futuro juiz federal tomou posse depois de sete anos tentando em provas para esse cargo em todo o país e, que finalmente, obteve aprovação. Muita gente leva este tempo para ser aprovado no vestibular de MEDICINA! Somente é tentando que se consegue. É a velha máxima: eu NUNCA vou acertar na MEGASENA. Porque? Eu NUNCA jogo.

É possível que o nosso amigo ou amiga do email encontre PAZ com alguém que possa revelar as causas que impedem que siga adiante no exame ou em provas de concursos. E revelando-as, também é possível que daqui a pouco se descubra que não há motivação para alcançar a aprovação, ou seja, um objetivo maior do que a mera sensação de ser aprovado(a). Mas e depois? Quero a carteira da OAB para advogar, mas sei que será muito difícil conseguir um emprego em escritório pela minha falta de experiência ou dificuldade de comunicação? Quero a carteira da OAB para concursos, mas sei que a situação é pior com concorrência que está hoje por aí e não vou conseguir conquistar o cargo que gostaria?

Todas são situações que geram todos os males necessários que atrapalharão os estudos. Como resolver isso? Um choque de autoestima ou mudar o rumo de sua vida através de outros caminhos, quem sabe um novo curso, outras tarefas, enfim. Conheço muitos, mas muitos alunos que tomaram outros rumos, com ou sem aprovação da OAB. Gente que hoje vive muito mais feliz como decoradora de ambientes, designer de jóias, empresários, terapeuta holística, chefes de cozinha, animador de festas infantis, maquiadora, blogueiro, radialista, donas de casa, etc e tal, enfim, o mundo é muito maior do que bacharelado em Direito e mais rico do que a riqueza em ter uma carteira da OAB em mãos.

Mas se o objetivo de vida passa pelo exame da OAB, não desista, porque todos nós passamos por reprovações na vida ou profissionalmente. Ficar triste ou sem saber o que fazer é NORMAL depois de um fracasso ou fracassos contínuos. O que NÃO é normal é viver assim por um longo tempo, ou seja, deprimido (tristeza contínua). Procure um auxílio de quem irá lhe mostrar, ao menos, opções e com elas é mais fácil decidir o que fazer.

Como se manter motivado depois de várias reprovações

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mudançasDe acordo com as estatísticas da FGV, a média de provas que o examinando irá enfrentar até alcançar a aprovação será pelo menos de 3 vezes. Como falei, essa é a “média”, por isso, tem gente que passa de 1ª, como tem gente que está já no 10º exame. Conheci alguns examinandos na minha carreira que ultrapassaram três bancas fazendo provas, entre seccional, CESPE e foram aprovados só no FGV ou desistiram quando já era o “Exame Unificado”.

A grande dificuldade é manter-se motivado. Se preparar para três exames é passar um ano somente envolvido com a prova da OAB, mesmo que se aproveite a repescagem. O que estudar, repetir o que já foi feito, as questões resolvidas, os mesmos livros, cadernos, aumentar a carga horária, enfim, são diversas dúvidas que chegam até nós de gente que não aguenta mais falar ou ler sobre o assunto.

É certo que não vou respondê-las tudo de uma vez, mas a dica básica pode vir com analogias de outras coisas as quais enfrentamos ou desejamos fazer diferente. O que te mantém motivado? É uma pergunta clássica em qualquer consultório de psicólogo. Mas respondo, sem ter esse diploma, fazendo algumas comparações mundanas.

O que você faz, se você ama pizza e sempre pede o delivery da mesma pizzaria, mas seu namorado ou companheira sugere “quem sabe outra coisa hoje?” Como você ama pizza, e não pretende abrir mão dessa “tradição”, pois você passou a semana esperando aquele evento tão especial (poderia ser sushi, hamburguer, enfim), o que fazer diante da sugestão do outrem? O mais lógico, diante do seu apetite, é sugerir outra pizzaria, quem sabe, não há sabores diferentes, a massa é mais fininha ou grossa, muito mais recheada, feita a forno à lenha, escolhida como a melhor da cidade, enfim, há muitas razões para serem argumentadas para ao fim manter a tradição do “dia da pizza”.

Traga essa ideia aos estudos. A sua prova será OAB, e, exclusivamente, OAB. Esse é o seu apetite. Pergunto, porque não livros novos, um cursinho diferente daqueles que todos dizem, estudar num turno que você ainda não experimentou, resolver questões não só FGV, mas também CESPE e de outros concursos, ou resolver todas as disciplinas ao mesmo tempo e não apenas uma única, prestar atenção em disciplinas que você tem deixado de lado, enfim, o importante é enfrentar a OAB de um modo diferente, criando um NOVO desafio.

Ninguém se sente motivado sem estar desafiado e como se tem visto, o simples fato da reprovação repetitiva não tem sido o suficiente para manter a preparação focada, porque os números por si só são desanimadores. Aponte para novos horizontes e novas possibilidades também lhe serão permitidas!

ps. inauguramos com esse post dedicado ao novo tema “textos motivacionais“. Procure mais em “navegue pelo blog” na coluna à direita.

Saiu o resultado da OAB e não passei: e agora? Leia isso!

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Ora, todo mundo passa por frustrações na vida. Eu disse TODO MUNDO. Não passar no exame da OAB pode ser uma delas e tenha certeza, se essa é a primeira, muitas outras aparecerão, inclusive, quando estiver desfrutando do ar condicionando do seu importado ou na sala de audiências, como advogado, juiz, defensor ou promotor.

Eu mesmo tenha uma penca para contar e volta-e-meia divido com vocês. Hoje vou contar mais uma, se não contei antes. No início da minha atividade como escritor de livros didáticos, levei uma obra de questões comentadas do exame da OAB do RS, quando a prova era regional para uma editora local, daqui de Porto Alegre.

Levei os originais, uma carta de apresentação e expliquei a situação, as possibilidades de venda, enfim, vendi meu peixe para um encarregado do editor. Sorrisos para lá, sorrisos para cá, agradeceram e iriam pensar a respeito. Um tempo depois, avisaram que não publicariam. Fiquei muitíssimo frustrado, porque seria o meu 1º livro por uma editora “de verdade”. Acabei pegando aquele material e publicando por minha conta na minha “fantasiosa” editora Retorno Jurídico.

Meu “retorno” financeiro foi melhor que a encomenda: produzimos mais de mil exemplares. Sobraram apenas duas unidades a qual guardo com carinho para lembrar do que a gente consegue fazer para superar uma derrota. Além disso, pelo fato de não ter publicado por essa editora, abriu portas para lançar a minha 1ª obra, afinal, numa editora nacional nos idos de 2008.

Não passou? Lamento pela perda da OPORTUNIDADE, desse momento. Mas sabe aquela máxima que “a queda deve ser forte o suficiente para ganhar impulsão e superar o próprio objetivo”? É por aí…

Você pode também lamentar pelo resultado INJUSTO. Você estudou muito ou a banca não anulou o número de questões suficiente, nem mesmo anulou qualquer uma, enfim, vivemos num mundo de injustiças, portanto, bem-vindo ao time! No entanto, a revolta não levará a nada, o negócio é retomar os pensamentos para a próxima prova e aliviar a cabeça para que acertemos nos estudos.

Qualquer situação que seja, o primeiro passo para retomar os estudos é exorcizar a prova que roubou a sua felicidade. Como se faz isso? Resolvendo ela novamente, mesmo as certas. Compreender a prova é importante, pois essa AUTO-ANÁLISE levará para o segundo passo, que são os estudos adequados à sua condição.

Certamente, você encontrará questões que errou de BOBEIRA, FALTA de atenção ou esqueceu por completo o que tinha aprendido, o tal “branco”. Esses erros consideramos INCIDENTES DE PROVAS, são normais, mas você precisa se preparar para eles também.

Creio que se somar esses erros como acertos chegará ao número que precisaria para ser aprovado. Se não chegar, a preocupação é cair para dentro dos estudos mesmo, pois a preparação foi FRACA demais. Menos de 30 acertos, o negócio, realmente, não foi bem, faltou TRABALHO e sobrou vontade. Entre 30 a 35 acertos, está dentro do que eu diria que faltou SORTE e MIRA. De 35 a 39 acertos, faltou SORTE.

Resolvendo a prova novamente, encontrará as disciplinas que EMPERRARAM a sua aprovação e é delas que VOCÊ PRECISA SE PREOCUPAR em 1º lugar. Deixe para depois as disciplinas que você acertou ao menos 50%.

Em breve, o edital estará nas ruas e cairá de vez a ficha que uma prova está mais próxima do que você imagina.

Exame da OAB é estratégia! Conselho de quem aprovou no 2º semestre da faculdade.

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Todo mundo (ou quase) ficou sabendo da “peripécia” da aluna do 2º semestre da de direito na Faculdade Católica de Rondônia – FCR que não só passou na 1ª fase como também superou a 2ª fase do temível Exame de Ordem sem qualquer experiência anterior.

Ela tem apenas 18 anos e ninguém da família é da área, além de um primo. A vitoriosa se chama Thays Castro Guimarães e concedeu uma entrevista para o Jornal Carta Forense (na íntegra, clique aqui) lá no início do mês de abril, mas que vale a pena reforçar algumas questões para quem está começando ou recomeçando a estudar.

O próprio jurista Lenio Streck, ao criticar o ensino jurídico ao comentar o feito da acadêmica (na íntegra, clique aqui), reforça que “Thays pode passar na prova de Ordem sem ter estudado direito o Direito”, portanto, mais uma vez, chegamos à conclusão de que como tantas outras avaliações, elas podem até ser burladas, como é o caso no exame da OAB por estratégias.

Destaco na entrevista de Thays que ela estudou “aproximadamente 3 meses para as duas fases”. Porém, ela tinha bastante tempo para estudar, só para 2ª fase, segundo ela, “baseado no meu plano de estudos, eu estudava das 9 horas da manhã até o meio dia. A tarde das 14 horas às 18 horas e a noite das 20 horas às 23:30. Dias de segunda, quarta e sexta pela manhã eu estudava somente doutrina, e a tarde e a noite  as peças, e as terças e quintas eu resolvia as questões das provas anteriores.”

Vejam que ela tinha um plano de estudos. Importantíssimo item é a organização do tempo, mesmo que ele seja muito escasso, tipo 1 hora por dia para os estudos.

Sobre sua metodologia de estudos, disse que “para a 1ª fase eu resolvi muitas questões de provas objetivas anteriores e li, como é de regra para quem faz essa primeira fase, o Estatuto e o Código de Ética da OAB com atenção, pois sabia que para acertar todas as questões de Deontologia Jurídica era essencial. A primeira fase se resumiu em fazer vários exercícios , mesmo aprendendo sobre aquele conteúdo com o gabarito das questões”.

Ela simplesmente seguiu o que a ciência aprovou: resolver MUITAS questões de provas anteriores é um dos dois melhores métodos de estudos que existe por aí. O outro é estudar de forma antecipada e contínua.

Também ela selecionou a disciplina de ÉTICA por ser rica em questões e ter apenas o Estatuto da OAB, de forma prevalente, como legislação (tem ainda o CE e o Regulamento, mas com a resolução de questões é possível MAPEAR os temas que costumam cair nesses diplomas). Essa disciplina são 10 valiosas questões para gabaritar! Reforça isso, pois ela indicou como uma das disciplinas MAIS FÁCEIS junto com CONSTITUCIONAL e DIREITOS HUMANOS, essas já tinha tido contato na faculdade de forma precoce, o que garantiria 20 acertos caso gabaritasse!

Para 2ª fase ela escolheu constitucional e estudou por “um livro de Constitucional para concursos pois a linguagem era mais direta e rápida, tendo que adotar tal doutrina por ter pouco tempo para muito conteúdo. Li também  um livro com as peças prático-profissionais resolvidas [suspeito que seja esse aqui, o único exclusivamente nesse formato, clique aqui], já que eu não conhecia e nem sabia como era uma peça. A partir dai passei a resolver todas as provas em casa para não errar no dia”.

E complementa: “Li o livro e passei a fazer as peças das provas anteriores para adquirir pratica e saber reconhecer qual peça caberia na hora da prova. Também estudei com uma boa doutrina de Direito Constitucional. Em relação as questões, fiz e refiz várias vezes as questões desde a primeira prova da OAB. Isso para mim foi suficiente para passar na segunda fase.”

A nota dela foi 4,4 de 5,0 na peça!

Por fim, ela deixou um recado, as quais destaquei.

“Eu posso enumerar os três pontos que me fizeram ter êxito na prova da Ordem. O primeiro foi a determinação. Eu acredito que seja essencial tratar o estudo como um trabalho, com horário para chegar, horário para sair e a responsabilidade do dia a dia de quem trabalha. Muita das vezes, eu só queria realmente dormir, mas tinha que manter o meu compromisso com os estudos. O segundo ponto foi o estudo direcionado, usando somente o material necessário e de ótima qualidade. Enfatizei meus estudos nos exames anteriores e estudei  aquilo que eu observei que era constante nas provas. E o terceiro ponto e que para mim é de total relevância é uma boa orientação. Tive o direcionamento dado pelo meu primo querido associado aos ótimos professores que compõem o quadro da Faculdade Católica. Muitos foram os comentários a respeito de que no 1º período ainda não é dado nenhuma matéria de relevância para a OAB, mas para mim foi essencial a base que meus professores me deram. Tentei absorver o máximo deles nas aulas, e acredito que isso foi muito importante para o meu resultado”.

Posso resumir o que a Thays disse em uma expressão: Exame da OAB é estratégia. E ponto final.

Não passei na 1ª fase da OAB e agora?

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Estamos próximos da data da lista definitiva dos aprovados da 1ª fase da OAB e a expectativa é grande, principalmente, para aqueles que alcançaram 39 e 38 acertos, visto que a média histórica é de duas questões anuladas por certame.

Apesar do suspense, muita gente nutre um sentimento de derrota antecipada e que “se permitiu” ficar num limbo: não estudou para 2ª fase, nem teve coragem de começar a rever os estudos para 1ª fase.

Todos estão aguardando a tal lista definitiva para a partir dela “pensar na vida”.

Pode ser que nessa semana se resolva tudo, ou melhor, o destino já está traçado desde o dia da prova, mas e SE você não passar, E AGORA?

Não preciso repetir o mantra que todo concurseiro faz, “tentar até passar”, até porque é possível que ele não sirva para todo examinando. E vou dar um exemplo claro. Tem muitos alunos que pretendem seguir a carreira de DELEGADO da POLÍCIA CIVIL, no entanto, na sua quase totalidade das instituições, não é necessário ser advogado ou ter experiência anterior na área jurídica.

Pergunto para esses: porque fazer a prova da OAB?

Outro exemplo. Muita gente busca a carteira da OAB para ganhar dinheiro imediatamente. Porém, diferente do concurseiro, o examinando ao alcançar a sua não passará a ser remunerado imediatamente, ao contrário, terá que desembolsar a anuidade ao Conselho. Pergunto para esses: porque fazer a prova da OAB, se concurso para TÉCNICO (nível médio) de qualquer tribunal no país a remuneração é no mínimo 4 mil reais, valor que nem em 5 anos muito advogado empregado recebe? E digo, é mais fácil passar para TÉCNICO do que para OAB.

Por outro lado, se o objetivo é o exame da OAB por qualquer motivo, mesmo que seja por questão de HONRA, então está na HORA de estudar de verdade e de forma correta!

Simplificando, até porque há diversos artigos que tratam sobre como estudar “de verdade” e de “forma correta” aqui mesmo no blog, TUDO COMEÇA em resolver ou refazer a última prova da OAB, pois como em qualquer análise clínica, um verdadeiro e confiável CHECK UP médico somente terá validade se você se dirigir a um laboratório e retirar a quantidade de sangue suficiente para saber como vai seu organismo.

O resultado laboratorial indicará ao seu médico quais os PROCEDIMENTOS a serem adotados para resolver as deficiências e CURAR os males que estão atrapalhando sua vida.

A prova da OAB passa pelo mesmo mecanismo. Ao resolver a prova nós estaremos diante de um RESULTADO e ANALISÁ-LO é o grande diferencial. Fazer a prova e saber que acertou 38 ou 39 em nada adianta. Precisamos COMPREENDER o que SE ACERTOU e o que SE ERROU.

A partir dessa ANÁLISE CLÍNICA, saberemos QUAIS DISCIPLINAS deverão entrar para UTI e quais poderão receber ALTA. E se estão na UTI, teremos URGÊNCIA para salvá-las, portanto, começaremos a ESTUDAR por elas.

Sei que muitos catalogam as disciplinas pela sua importância, porém qualquer lista entendo como RELATIVA, a não ser aquela que aponta como ESSENCIAL as disciplinas que menor esforço exigem, como ÉTICA, CDC e ECA, pois suas questões repousam massivamente num único diploma legal.

A próxima prova? Se é isso que importa para você, mãos à obra e escolha os títulos certos para recomeçar a estudar. Minha sugestão que traz MÉTODOS de estudos, demonstra quais os temas mais solicitados em provas, entre tantas outras informações é o GUIA PASSE NA OAB – OS SEGREDOS DA APROVAÇÃO. Em promoção, de R$ 44,50 por R$ 31,10 na Livraria Saraiva. Clique abaixo.

 

1 porta se fecha, 2 se abrem: é a Lei da Física Motivacional

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Confesso a vocês que estava morrendo de saudades de fazer um texto motivacional aqui no blog, então vem numa ótima oportunidade a qual eu mesmo estou passando.

Bem, é fato que as Leis da Física Motivacional são de domínio público, porém ficam esquecidas diante de grandes dificuldades que enfrentamos, seja profissional, seja particular. E uma das quais mais me agrada é aquela que diz que quando uma porta se fecha, duas outras se abrem.

Esse texto é direcionado àqueles que estão passando pela dificuldade da REPROVAÇÃO. Vivemos, durante a nossa vida, a conferir listas de capacitação, desde a lista do vestibular, ENEM, passando pelas listas de notas durante a graduação, de provas para mestrado, doutorado até alcançarmos as listas de novos empregados. Inclua aí, para o nosso caso, listas de aprovados na OAB e concursos públicos.

Em primeiro lugar, não constar nessas listas não é o fim de tudo, quem sabe, pode ser o começo de algo novo até então ignorado ou postergado, como p.ex., se não estudei até a prova, pelo menos agora começarei de forma certa e focada. É claro que ninguém gosta de receber uma notícia ruim como não estar numa lista de aprovados, pois parece que foi tempo perdido aquele que você (acha que) dedicou estudando.

Superadas as 48 horas de luto, do “porquê não fui contemplado”, é colocar a emoção de lado e raciocinar sobre o caminho que te levou para um aparente beco sem saída. A próxima fase, mais difícil, é “o que vou fazer agora”. Pode ser que ainda haja aquele sentimento de injustiça no ar e que inclusive até pode ter acontecido mesmo, mas pergunto: vale a pena ficar remoendo essa perda?

Perder para ganhar é outra Lei da Física Motivacional e que se aplica também ao caso: às vezes precisamos perder para entender como se faz para conquistar nosso objetivo.

Mas vamos voltar ao tema central. Vou dar um exemplo bastante corriqueiro. Examinando não consegue passar na prova da OAB, uma, duas, três até chegar na quarta e estar completamente desmotivado. Então surge a oportunidade de fazer um concurso público para nível superior por influência de terceiros, pois seu objetivo não era esse num primeiro momento. Como se sente bem preparado, vai lá faz e passa. É chamado para assumir uma tarefa que lhe garantirá cerca de R$ 6.000,00 reais por mês.

Nenhum escritório pagaria esse valor para início de carreira. Nenhum. E se ele tivesse passado de primeira na prova da OAB? Certamente, estaria num escritório empregado ganhando 1/3.

Se a porta está muito bem trancada, será que ela é a única? Sempre haverão outras, pode ter certeza. E quando lhe fecharem uma, certo que outras duas vão se abrir, mesmo que você não saiba no momento, considere que o futuro lhe mostrará.

Para finalizar, já passei por situações que me levaram a um aparente beco sem saída, sem portas, sem janelas, nada além da desilusão. Se tem algo que me levou a encontrar opções foi a perseverança e o trabalho. Pode ser outra das Leis, foco (no objetivo), força (pra lutar) e fé (para vencer). Assim, é importante julgar a situação com calma, pois se contar apenas com a emoção, certamente, o nervosismo irá nos cegar e porta alguma, mesmo escancarada, alcançaremos.

Em terra de cegos, quem tem 1 olho é rei.

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Reúno dois depoimentos a respeito da última prova para refletir. Como deixaram aqui os comentários de forma pública, deixei os nomes.

“Eu to me sentindo envergonhada, arrasada! Virei noites, madrugadas estudando, fazendo concomitantemente o último ano de faculdade, estágio, estudando todo santo dia de 2 à 3hs por dia e aos finais de semana e feriados intensificava meus estudos para 10 a 12 hs com pausas para alimentação. O que me conforta é que eu estudei, me dediquei, fiz o que pude, mas não foi suficiente. Andava o tempo todo com alguma matéria para ler no ônibus, metrô e no trem quando me deslocava para algum lugar. Sinceramente, a impressão que tenho que foi tudo em vão. Cinco anos da minha vida jogados no lixo e confesso que fico imensamente revoltada porque vejo alguns alunos que fizeram a faculdade no bar, tomando cerveja e conseguem passar. Não entendo, é demais para minha cabeça! Estou muito triste. Por ter feito somente 37 pontos, chegar tão perto e não conseguir” (Jacira).

“Eu, realmente me sinto um fracassado, não passei neste último exame, a prova estava dificil e diferente, passei no VI, VII e VIII, e percebo que meu desempenho vem reduzindo, o que acredito deveria ser diferente, quanto mais se treina melhor se joga,em acertos meu gráfico pessoal de desempenho é pra baixo, 59, 53 e 44 nos três exames anteriores, fui pra segunda fase e fiquei com 5,75, 5,25 e 5,1, o Prof.Willian diz que “nós vamos reclamar muito na OAB” , mas isto resolve ? A cada exame que passa a dupla OAB/FGV arrocham, arrocham, e dele pegadinha e armadilha nas provas, mas a grande maioria dos jurisconsultos e dos operadores do direito dizem que são a favor do exame, também sou, mas não como está sendo realizado, então a dona FGV e OAB sob o escudo da legalidade do STF deitam e rolam.

Desilusão total Prof Marcelo, fiz o curso EAD pelo complexo para os outros exames e p/este também, e a sensação que tenho é que perdi 5 anos na faculdade, escolhi o curso que eu desde menino sempre quis fazer, e hoje não sou nada, nada…/ Mas enfim a OAB e FGV é que dão as cartas elas estão certas.

Abraço, desculpe o desabafo, mas eu preciso escrever para me acalmar, estou muito envergonhado de dizer pra minha familia que eu não passei, e agora foi na 1ª fase, eu nem falo mais que faço minha inscrição para o exame, faço tudo incognitamente, para não gerar falsas expectativas em ninguém dos que me rodeiam, Um abraço” (José).

A prova da OAB, antes de tudo, é um TESTE DE NERVOS. Explico: enquanto que o concurseiro tenta, tenta e tenta passar e ser classificado e não consegue, muitos estudando durante anos com total apoio da família e aos olhos da sociedade, o EXAMINANDO não está fazendo além da sua obrigação de PASSAR “depois” de 5 ANOS de faculdade.

É como fosse um “teste final” ao concluir a faculdade. A mídia e a própria OAB deixam bem claro publicamente. Se não passa ou é culpa do aluno ou da faculdade ou de ambos.

Enquanto CONCURSEIRO, não passa porque a cada dia a concorrência é mais forte e bem preparada, e a aprovação é SUPERAÇÃO.

Na prova da OAB, a aprovação é OBRIGAÇÃO.

Tenho insistido nisso. Já vi muita, mas muita gente preparada para ser juiz, promotor, enfim, passaria em qualquer concurso, mas não passa na OAB. Ora, a experiência diz que o problema está no jeito de encarar a prova.

O emocional mexe com a gente quando servimos de para-raios de todas as pressões possíveis, em especial, a nossa.

Assim, não basta estudar MUITO. Além de estudar CERTO, apenas para acertar as questões da OAB, nem mais, nem menos, para ser aprovado, tem que estar com o ESPÍRITO tranquilo.

A FGV já divulgou que o índice de aprovação é MAIOR para quem está cursando o 9º semestre daqueles que estão no 10º semestre ou concluintes.

Ora, na teoria, os alunos do 9º semestre têm menos conteúdo daqueles que estão se formando. Mas porque passam mais? Tire a pressão costumeira de quem está concluindo o curso e precisa entrar no mercado de trabalho, seja futuro concurseiro, seja futuro advogado.

Só NÃO PASSA quem desiste. Uns passam antes, outros, depois. Fica a dica.

Outra história de superação (coragem de mudar)!

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Um artigo que publiquei aqui e fez um enorme sucesso pelas manifestações de gente que mudou de disciplina para 2ª fase quando não passou, Coragem de Mudar, e depois, com um Depoimento da Coragem, repriso aqui a vocês, de forma atualizada (referente ao VIº Exame Unificado), de um leitor que enviou seu depoimento hoje.

Não perguntei se poderia usar o nome, por isso omiti.

Caro professor,
Como bem pode observar
na data de 01 de janeiro do presente ano postei um comentário em seu blog relatando meu caso.


Relatei que tinha sido reprovado duas vezes na segunda fase (fazendo direito do trabalho) e que após a leitura do seu blog descobri que na época 50% faziam direito do trabalho. Isso me fez ver o quão difícil seria a obtenção da aprovação. Naquele caso minha desolação era total e o caso foi publicado.

Sou lhe grato, pois foi após a leitura do material disponibilizado, comentários do seu blog passei a ter mais coragem. Sim, coragem, pois uma mudança era necessária e a leitura deixou-me confiante para tomar a atitude. Então, necessitando da aprovação em desespero decidi por mudar.

Naquela hora, na próxima prova, com as palavras do blog em mente, fui firme e escolhi direito civil. Não poderia ser considerado um ato de coragem já que depois de estudar muito para área trabalhista trocar e recomeçar tudo de novo, naquele momento só podia ser desespero.

Pelo contrário, o que fiz foi acreditar que é possível mudar. Tive coragem sim, estudei me dediquei na busca de realizar meu sonho de ser advogado. Quanta felicidade!

A escolha de mudar para civil poderia ser frustrante, vista como atitude desequilibrada. Poderia, outrossim ser a coisa certa a se fazer. E foi, acertei na escolha e fui aprovado. Eu consegui e tenha certeza que a decisão de mudar ocorreu depois de ler o seu blog (Passe na OAB e concursos Públicos).

Sinto que o novo ambiente, a certeza da falta de conhecimento na área me fez estudar mais, realizar novas peças, ver assuntos novos e rever o que havia visto na faculdade sem perder o foco. O mais importante de tudo foi confiar que embora difícil não era impossível. Assim foi.

Consegui minha tão sonhada aprovação e hoje ao contrário da carta de desolação escrevo para que possa compartilhar minha alegria e agradecimento. Sou lhe grato Dr. Marcelo Hugo da Rocha.

Vocês querem acabar com os meus lenços???

Depoimento da Coragem!!

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Caros, recebi diversos emails de gente que se identificou com o artigo Coragem de Mudar [clique aqui] e escolhi um depoimento em especial de quem tive contato antes da prova da 2ª fase em busca de dicas para Empresarial, disciplina que era estranha para o examinando.

Fiz algumas perguntas e publico para vocês para ilustar duas opiniões minhas que insisto SEMPRE: só não passa quem desiste e tenha coragem para mudar!

Com vocês, o mais novo advogado, César Astrogildo Borges de Lima.

1- Cesar, antes de mudar de opção para 2ª fase, o que voce escolhia e porque?

Fazia em Penal, praticamente, estudei por 3 anos. Optei por influência dos outros, escutava que era mais fácil, tinha menos peças, etc…

2- Voce chegou a enfrentar antes uma 2ª fase? Em caso positivo, não passou porque?

Antes, fiz, somente, 3 vezes (risos) a prova de 2ª fase em Penal. Não havia passado porque fiz a escolha errada por Penal (acredite, não foi uma escolha minha), pois sempre estudei e não passava por 1 ponto, etc. Na verdade, Penal, atualmente, é uma prova complexa, extensa, extremamente subjetiva e, a última prova do último exame, foi considerada uma das mais difíceis em relação às demais disciplinas.

3- Porque voce resolveu mudar de disciplina? Tinha alguma experiência anterior com Empresarial?

Alias, demorei para mudar, aquela idéia de que quanto mais estudava Penal, mais preparado estava, também, foi equivocada, pois com o passar do tempo, Penal, foi ficando cada vez mais difícil… Mudei porque Penal, a prova estava cada vez mais complexa, subjetiva e extensa, com muita combinação de artigos, apesar de ter adquirido muito conhecimento, etc…

Não tinha experiência anterior com Empresarial, até porque na Graduação, tive somente umas 3 aulas, e pior, tinha uma visão equivocada da matéria, não gostava, e na verdade, é uma matéria objetiva, simples, com poucas combinações de artigos, quando estudei adorei a matéria. Até cogitei em fazer Tributário, mas pesquisei muito antes e sem dúvida, com segurança optei por Empresarial.

4- O que voce destacaria na sua aprovação em Empresarial?

Em Penal estudei 3 anos e não passei, em Empresarial estudei por 30 dias e não somente passei, mas sobretudo, mudou completamente minha vida. Acredito que além de dedicação, foi ter feita a escolha certa, ter feita a minha escolha e não sob a influência dos outros, escolhi de coração.

5- Por fim, voce gostaria de deixar alguma dica para os examinandos.

Jamais façam escolha pelo que os outros dizem da matéria, de que é mais fácil, de que tem menos peças, menos matérias…Pesquisem antes, sobre como são as matérias, façam exercícios, resolvam as peças, pois com isso, a gente vai pegar o gosto por alguma matéria, sem dúvida, a decisão vem com segurança. Façam escolha própria, de coração e com muito estudo, tenham confiança e pensamento positivo e jamais desanimem com certeza a aprovação é certa.

Sou advogado porque passei na prova da OAB.

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Sempre em todas as palestras que confiro começo a apresentação afirmando o que todo o bacharel em Direito deveria saber: seja advogado, passe na prova da OAB.

Aqui no RS a imprensa, como no resto do país, deu mais atenção ao Exame de Ordem devido à liminar concedida para o exercício da advocacia sem a necessidade do mesmo. Neste momento, surgem diversas vozes tanto para acusar quanto para defender a prova da OAB.
Ontem não deu para assistir por completo um debate sobre o assunto, de um lado integrantes do MNBD – Movimento Nacional de Bacharéis em Direito e de outro, advogado e representante da OAB. Fiquei impressionado com o despreparo deste pessoal do movimento.
Acredito que os bachareis, pelo menos aqueles que querem ser defendidos, mereciam representantes com uma melhor apresentação e preparo. E pelo o que se percebe, nem eles querem a extinção da prova da OAB, pois se acabarem com ela acabará o movimento. Alguém já viu um movimento de uma causa só?!?
Já ouvi uma vez aluna – bacharel em Direito – a se referir ao movimento de “xiitas”. Se você acessar o site deles encontrará um “mar” de acusações de todos os tipos contra a OAB. Não entendo, então: se eles querem ser advogados, porque este ódio mortal contra a própria instituição que garantirá o exercício e defesa de sua profissão?
É como fala minha namorada: “quem quer ganhar no grito é porque não tem razão”. O programa do debate era uma gritaria só. Cansei e fui ver outro canal. E quem defendia a prova não tinha todas as informações, lamentavelmente.
De fato a prova da OAB não tem origem na lei de 1994 e ai está o grande engano na artilharia, cuja mira está tão somente no art. 5º, XIII da CF de 1988, como também, a interpretação que fazem não é sistemática, muito menos percebem que o direito de profissão não é absoluto.
Nem a vida é direito absoluto garantido pela CF, imaginem a profissão!
Fiz a faculdade de CIENCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS sem pensar em escolher a ADVOCACIA como profissão, e sim, para ser CONCURSEIRO. Esta é outra questão que sempre levanto junto às platéias de estudantes de Direito. Cerca de 85% pretendem seguir em CONCURSOS JURÍDICOS, o resto divide-se em ADVOCACIA ou mesmo apenas o CANUDO.
E sabemos que para seguir em muitas carreiras não é necessária a carteira da OAB, como a magistratura e polícia civil, por exemplo. Nem no Ministério Público é exigível a condição de “advogado”.
Eu não fiz uma faculdade de ADVOCACIA e se tivesse uma não teria feito. De fato, acabei optando em advogar, então prestei prova da OAB e fui aprovado.
O MNBD diz que tem cerca de um milhão de bacharéis em Direito no país. A OAB apresenta dois milhões e meio. Independentemente de quem tenha a razão a respeito destes números, uma situação é unânime entre todos: nem todos querem ser advogados, ao contrário, a minoria.
E qual a razão? Tem muitos advogados no país, quase 800 mil inscritos. A prova da OAB tem muitos erros, é verdade, mas eles não justificam sua eliminação simplesmente.
Por fim, antes de ser professor e coordenador de curso preparatório para OAB, além de escrever neste mercado, sou advogado e como tal vejo com desânimo a realidade da profissão num país que tem mais faculdades de Direito do que a soma de todos os países…
Portanto, quem quer ADVOGAR que faça a prova da OAB e passe. Quem quiser ser JUIZ, que faça a prova e passe. DELEGADO? A mesma coisa! Tudo é difícil? Alguém falou que seria fácil? Espere entrar no mercado…
Será que temos 1% de advogados no país que seja contra a prova da OAB? Será que temos esta mesma proporção entre os dermatologistas a respeito do número de vagas para residência nesta especialidade?
Por fim, sejamos francos: quem defende o fim da prova da OAB? É quem não passou ainda. Os responsáveis do MNBD não passaram ainda e outros não fizeram a prova por questões ideológicas.

Passar em concurso é acertar a loteria??

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Pois bem, saiu o edital para juiz federal do TRF da 4ª Região. E? É que o edital prevê APENAS UMA UNICA VAGA.

http://www.trf4.jus.br/trf4/institucional/institucional.php?no=26
Esta notícia acabou sendo palco de discussões de muitos concurseiros e que estavam se preparando para este dificílimo certame, bem como para a sociedade jurídica.
Movimentar um concurso da complexidade para juiz federal para APENAS UMA UNICA VAGA??
A assessoria de imprensa do TRF da 4ª Região saiu “correndo” para informar que apesar de uma vaga, há possibilidade de chamar mais gente, porque bla-bla-bla-bla…
Meu pai sempre disse que passar em concurso público é como acertar na loteria… no sentido do PRÊMIO em si. Não posso discordar tanto assim dele, porque estou aqui escrevendo neste momento graças ao concurso público que ele realizou e passou e se aposentou e, que por óbvio, bancou minha educação e as mensalidades da faculdade de DIREITO.
Mas também posso dizer que conheço a causa, porque além da minha mãe também ser aposentada de uma função que exigiu que prestasse prova de concurso, já fui concursado.
Por coisas da vida que a gente não consegue explicar, hoje não sou mais e nem por isso perdi tudo da loteria que ganhei, ao contrário, também não estaria aqui escrevendo neste blog. Pode ser um pouco exagerado, porque “concursado também tem blog”, mas o assunto que escrevo aqui e dos demais que fazem parte do meu dia-a-dia não seriam possíveis se não tivesse saído.
Uma das coisas que me assustava na minha vida de concurseiro era o número ridículo de vagas. Nunca foi de candidatos, mas de VAGAS. Não lembro para qual cargo, mas fiz uma vez um concurso para 2 VAGAS. Passei, mas minha posição não dava para alimentar nada. Se fosse um concurso federal, com certeza, teria sido chamado.
Certa vez ouvi esta frase e me deixou com dúvidas, porque parecia ser óbvia e nunca tinha pensado nisso antes…
“Ser desempregado é melhor que ser concurseiro, porque tem menos responsabilidades”.

Se fiz Exame de Ordem?

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Muitas pessoas perguntam se fiz a prova da OAB para ser advogado. Ou mesmo antes de perguntarem, simplesmente, ao querer defender sua posição acabam afirmando que eu não fiz ou “no mínimo” não precisei fazer…
Quando comecei a faculdade em 1992 na PUC do RS não era obrigatório o Exame de Ordem, mas já estava previsto no antigo estatuto da advocacia, a Lei 4.215 de 1963 (com suas alterações). Entre os requisitos para inscrição na Ordem, dizia o art. 48, era necessário “certificado de comprovação do exercício e resultado do estágio, ou de habilitação no Exame de Ordem”.
A Lei 5.842 de 1972 dispensou do Exame de Ordem e de comprovação do exercício e resultado do estágio (que tratava a Lei 4.215) “os Bacharéis em Direito que houverem realizado junto as respectivas faculdades estágio de Prática Forense e Organização Judiciária“.
Este estágio ficou para as faculdades a responsabilidade de organização.
Logo em seguida, em 1973 foi publicada a Lei 5.960 e que limitou a “dispensa” da Lei 5.842 “os Bacharéis em Direito que houverem concluído o respectivo curso até o ano letivo de 1973″. A partir de 1974, seria mantida tal dispensa DESDE QUE comprovassem o exercício e resultado do estágio profissional de que tratava a Lei nº 4.215 e a conclusão com aproveitamento, junto à respectiva Faculdade, o estágio de Prática Forense e Organização Judiciária. 
Este estágio tornou-se concorrido nas faculdades – não fazia parte do currículo, portanto, era extracurricular até porque nem todos queriam seguir a advocacia como acontece hoje para quem não se submete ao Exame de Ordem.
Para que fazer uma prova se havia a opção do estágio?
Então em 1994 veio o novo estatuto (e atual), tornando obrigatório o Exame de Ordem, observada a regra de transição do art. 84: “O estagiário, inscrito no respectivo quadro, fica dispensado do Exame de Ordem, desde que comprove, em até dois anos da promulgação desta lei, o exercício e resultado do estágio profissional ou a conclusão, com aproveitamento, do estágio de Prática Forense e Organização Judiciária, realizado junto à respectiva faculdade, na forma da legislação em vigor”.
Portanto, a partir de julho de 1996, não havia mais outra opção além de fazer a prova. No RS, a 1ª prova “obrigatória” foi no final deste ano e a 2ª, a qual realizei, no primeiro semestre de 1997, mesmo antes de me formar (agosto de 1997).
Assim, ao pegar meu canudo, também recebi minha “carteirinha” de advogado. Quanto à prova que fiz, eram 50 questões e as disciplinas eram além de ética, civil, processo civil, penal, processo penal, trabalho e processo do trabalho. Confesso que passei apenas “com o suficiente” e acabei escolhendo TRABALHO na 2ª Fase pois era a disciplina que oferecia menos possibilidades de ações apesar de ter sido praticamente ignorada na faculdade por fraquíssimos professores.
Recordo da insatisfação da minha turma por não ter sido incluída no artigo de transição do novo estatuto pela diferença de apenas um ano.
Como estudei? Examinei detalhadamente a prova anterior quanto à abordagem às disciplinas e preparei resumos daquelas matérias que com certeza estariam novamente na prova. Não fiz cursinho.
Felizmente, hoje há muitas opções de livros “resumos” preparados especialmente para o Exame de Ordem, bem como obras que trazem questões comentadas. Já é um bom começo rumo à aprovação!
ps. se fiz Exame de Ordem? Fiz, mas contrariado.

Por uma e única mísera questão!!

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Sempre digo em sala de aula que aquele que “ficou” por uma e única mísera questão, para Exame de Ordem, matematicamente, falando, 49 acertos, chora mais que aqueles que fez, por exemplo, 45 acertos
Numa enquete interessante do blog Exame de Ordem, 4479 votos apontaram quantas questões acertaram no EXAME 03/2009.
Em primeríssimo lugar, 36% apontaram entre 47 a 49 questões. Pela nossa experiência, são aqueles alunos que ligam e questionam se vale a pena estudar para 2ª fase, pois a média de anulações nos últimos anos é de 3 QUESTÕES
Ou seja, há um universo de gente que chega muito próximo da aprovação, mas acaba não passando por uma, duas ou três questões. E isso se reflete, de certa forma, também nos concursos públicos. Experiência própria, em concurso nos idos de 2000, não passei para 2ª fase para procurador do Estado por uma única questão! E bem me lembro, antes disso, também por uma questão não segui para o concurso de procurador do município de Porto Alegre…
Em segundo lugar no enquete, 20% entre 44 e 46 questões. É bom lembrar que no EXAME 03/2008 anularam 6 questões! Um aluno nosso foi beneficiado ao fazer “apenas” 44 questões – e depois passou na 2ª FASE!!! Portanto, se há exemplo de que a “esperança é a última que morre” taí a sorte grande deste felizardo!
Portanto, meus amigos, quem fez 47 questões tá valendo os estudos para 2ª fase deste exame, principalmente, pelo número expressivo de questões anuláveis e com fundamentos bastante consistentes, o que foi raro nas últimas duas provas…
Gosto muito da idéia do cursinho Retorno Jurídico da tal GARANTIA RECURSAL e desconheço outra similar: pendente de recurso da 1ª fase, o aluno faz o curso para 2ª fase, mas se não obter êxito com as questões anuladas, é devolvido o último pagamento.
Bons estudos a todos!
ps. por isso que digo sempre também: estudem AMBIENTAL, INTERNACIONAL, CONSUMIDOR e ECA, todas com apenas 2 questões, pois o pensamento da maioria é “não perder tempo” com elas, e também, EMPRESARIAL (3 questões), pois uma e única mísera questão faz a diferença toda!

Exame de Ordem é tudo isso?

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Estou fazendo a 3ª edição da obra EXAME DE ORDEM NACIONAL e me deparo com esta questão do Exame 02/2009:
No que se refere ao adicional de periculosidade e ao adicional de insalubridade, assinale a opção correta.
(A) Frentistas que operam bombas de gasolina não fazem jus ao adicional de periculosidade, visto que não têm contato direto com o combustível.
(B) O caráter intermitente do trabalho executado em condições insalubres não afasta o direito de recebimento do respectivo adicional.
(C) A eliminação da insalubridade do trabalho em uma empresa, mediante a utilização de apa-relhos protetores aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, não é suficiente para o cancelamento do pagamento do respectivo adicional.
(D) As horas em que o empregado permanecer em sobreaviso também geram a integração do adicional de periculosidade para o cálculo da jornada extraordinária.
Observando, ligeiramente, a questão, sei que os temas propostos estão entre os enunciados de Súmula do TST, mas não sei quais os números de todos. Porém, com mais atenção, percebo que mesmo o bacharel de Direito mais mal informado do mundo ou aquele que tem apenas o “canudo” para decoração saberia respondê-la por INTUIÇÃO.
E esta questão não é a única e não será a última! Estarei concluindo nesta nova edição 1000 questões comentadas de Exame de Ordem e já vi muita coisa que basta ATENÇÃO e INTUIÇÃO. Estas duas “palavrinhas” estão dentro do meu conceito de CONCENTRAÇÃO, pois não adianta entrar para sala da prova pensando no jogo do meu time que está acontecendo naquele exato momento ou no que “vou fazer da vida” num futuro breve.
Ora, a alternativa A diz que o FRENTISTA QUE OPERA BOMBA DE GASOLINA, ou seja, aquele que 1° te atende num posto e pergunta “ai chefia, vai quanto na caranga”, não tem contato direto com o combustível e por isso não tem direito ao adicional… .
A alternativa B fala em outras palavras: “se eu trabalhar em condições insalubres de forma constante terei direito ao adicional de insalubridade”. Portanto, CORRETA! Até o ZINA acertaria… (é claro que alguém teria que explicar o que é intermitente, insalubre, respectivo e adicional – e também exame de ordem).
A alternativa C diz, resumidamente, que se eliminar a insalubridade do trabalho o “patrão” continua, assim mesmo, pagando o adicional de insalubridade… alguém duvida que algum desavisado marcou esta opção?
Por fim, a alternativa D fala mais ou menos assim: “se tu ficar em casa, assistindo TV, comendo pipoca, pensando mal do patrão, tu vai continuar recebendo um extra pela periculosidade do que você estiver fazendo, pois é muito perigoso engolir um grão de pipoca“…
Caros, coragem e sem stress na preparação da prova!

A diferença é que uns passam antes, outros, depois.

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“Estimado Prof. Marcelo Hugo da Rocha,
Queria dividir novamente minha alegria com o competente Professor, passei na 2a fase da OAB. Sei que sua boa energia também me ajudou, e estou muito feliz. Apesar de toda a polêmica quanto a prova trabalhista, acabei acertando a bendita ACP. Só gostaria de registrar mais uma vez a minha gratidão por sua dedicação em lecionar. MUITO OBRIGADA!!! DE TODO O MEU CORAÇÃO!!
Um grande abraço de sua grande admiradora.”
 
Nem todo esforço está perdido. Recebi um novo depoimento da Neuza (leia o primeiro, clicando aqui), que já tinha feito quatro vezes a prova da OAB e estava desanimada a fazer mais um exame, como tantas outras pessoas que estão nesta situação conflitante em suas vidas. Por um detalhe, apegou-se a uma nova esperança e que terminou na alegria de ter conquistado seu objetivo.
 
Quando estamos arrasados e sem maiores expectativas do que gostaríamos ou tínhamos planejado alcançar, mesmo um tapinha nas costas ou um mero elogio poderá servir para sacudir nossos ânimos. No caso da Neuza, foi uma frase que usei para ilustrar ou concluir minhas dicas para o Exame de Ordem:
 
A diferença é que uns passam antes, outros, depois.
 
Essa é mais pura verdade por testemunho dos meus próprios alunos, gente que estava fazendo pela 6ª vez a prova da OAB e que passou. Ouço muitas vezes de pessoas que se consideravam CDF na faculdade e que não conseguem passar. É claro que tem muito do psicológico, mas não nos enganemos que às vezes a verdade é muito além da nossa compreensão imediata, como quem entra na prova de “salto alto”, pois acreditava na sua preparação no campus universitário e não abriu sequer uma página do seu vade mecum.
 
Ademais, muito dono de faculdade gosta de afirmar e, de certa forma, tenho que concordar em parte: “minha faculdade não prepara para a prova da OAB, prepara para a vida jurídica”. Mas se a prova da OAB cobra (irá cobrar) Direitos Humanos e a vida jurídica reclama disso, qual faculdade tem em seu currículo esta cadeira? Se Direito Ambiental é para a maioria uma cadeira facultativa?? E alguém duvida que esta disciplina é importante nos dias atuais?
 
O único ponto que concordo é que não se trata de uma faculdade de advocacia, e sim, uma faculdade de direito, conservando opiniões de seu corpo docente formado de advogados, promotores, juízes, delegados, enfim, da maior variedade possível de operadores do direito.
 
Quero concluir dizendo que todo este trabalho realmente vale a pena, principalmente, para pessoas como a Neuza, portanto, está valendo todo o esforço.

Os fins justificam os meios.

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É o que posso afirmar depois de receber depoimentos como este, de um aluno do RETORNO JURÍDICO que viu seu nome na lista de aprovados no Exame de Ordem 01/2009

“Passei no exame de ordem 2009/1, e foi com o apoio de vocês.Expresso a todos os integrantes da equipe do Retorno Jurídico os meus agradecimentos por me propiciarem os conhecimentos fundamentais, que foram necessários para vencer esta etapa. Muito Obrigado e sem dúvida, farei outros cursos pelo retorno juridico, indicando-os inclusive”. (Roberto, agora, Dr. Roberto).

O fato é que quem alcança aquele objetivo que muito sacrificou seu tempo e dinheiro também alcança a FELICIDADE de uma “realização plena”. Este tipo de felicidade, aquela do esforço próprio, é a mais “feliz das felizes” para ser mais claro e direto.

Estudar não é fácil nem para aquele que estuda o que gosta, pois as dificuldades são comuns a todos, pois ninguém conhece um assunto por completo mesmo o seu predileto. Adoro estudar, por exemplo, direito empresarial, no entanto, não conheço toda a matéria, até porque há assuntos dentro da disciplina que não tenho simpatia.

Mas nós que estamos neste “mundo” de Exame de Ordem e concursos públicos sabemos que a felicidade que chega por email e telefonemas é bastante gratificante. E este momento de conquista gosto de levar aos nossos alunos que estão se preparando para mostrar que realmente vale a pena todo o esforço para alcançar a aprovação.

Parabéns a todos àqueles que acreditaram que poderiam chegar lá.

Quase médico

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O subtítulo deste post poderia ser assim: “Vestibular… como vivi e sobrevivi a esta guerra!”

- momento flashback -

Lá em 1990, último ano do 2º grau, bastante influenciado por amigos e pelo desejo do meu pai não realizado, quando veio para capital, de estudar medicina (na verdade ele nunca me disse “filho, vai fazer medicina!”) resolvi tentar ser DOUTOR. Fiz um cursinho preparatório junto com o terceiro ano chamado “Afrânio” (fisica, quimica e matemática) e estudei como nunca tinha estudado até 1990…

Não passei. Entrei 1991 fazendo cursinho novamente no Afrânio, incluindo também aulas no Mauá. Estudei como nunca tinha estudado até 1991…

Passei na UCPEL (Pelotas). Não passei nas demais. Não quis ficar em Pelotas, pois achava que estava bem preparado para PUC e UFRGS, e um guri “da capital” ficaria mal instalado numa cidade 100% úmida e que tinha apenas 2 cinemas “de rua” e decadentes.

Entrei 1992 com mais dúvidas do que certezas: será que eu queria mesmo ser MÉDICO? Não sou muito chegado a ver sangue (só artificial em filmes). Será que era o branco dos aventais das enfermeiras?? Pois também me assustava ver o tamanho dos livros de Medicina (muitos em inglês) e ficar de plantão?!? Hummmm…

Acabei indo fazer DIREITO (literalmente) no vestibular da PUC no meio do ano para “testar” meus conhecimentos, pois não tinha parado de estudar… Reza a lenda que ao fazer a prova pensei comigo mesmo: “se eu for o 1º colocado no vestibular, dai faço a faculdade”. A pressão já era grande – meus ex-colegas já estavam na “facu”.

Então sai o resultado. Passei! (já tinha passado em Informática no ano anterior para “testar”, mas o meu negócio não era computador, principalmente, naquela época, na idade da pedra). Fui buscar o boletim de desempenho (o objetivo do vestibular era esse): 2º lugar no curso e décimo alguma coisa no geral… putz grilo!

Bem, eu disse: “se é para ser advogado, vou seguir a profissão do coroa“. Fui fazer então a tal faculdade (depois disso, todos os meus amigos vieram dizer… “tu não tinha nada a ver com medicina, direito era a tua cara”… pensei, isso é coisa de amigo). Mas acabei pressionado pelo pai (até então, nunca tinha pressionado nada) a fazer também CONTABEIS e fui fazer na UFRGS. Passei sem estudar um livro. Durante praticamente dois anos fiz ambas faculdades.

Contábeis? Tô fora! Ficar fazendo razonetes, crédito, débito, matemática financeira, cálculo I e II, não era para mim. Larguei. O que eu gostava mesmo era das cadeiras de Administração e Economia. Até tentei novamente muitos anos depois voltar, mas a desistência me custou caro pelo o que deixei de conquistar… Só para compensar tanto tempo perdido dentro de ônibus e noites na faculdade… C’est la vie.

- dias atuais –

Hoje me pergunto: alguém ainda faz cursinho? Tem tanta faculdade particular por aí que a antiga maratona de provas virou apenas uma única redação em muitas universidades, outras, apenas o teste da digital… Claro que MEDICINA ainda é a “prova das provas”, pela concorrência de gente que quer ser DOUTOR. Mas concluo que 6 anos de faculdade, mais alguns outros de residência e “sobreviver” a plantões no início de carreira é muito difícil! Para ganhar dinheiro, esta profissão perdeu muita posição e destaque.

Acabei como DOUTOR (somente como pronome de tratamento) em DIREITO, e mesmo assim, hoje apenas como “hobby”, porque o pouco tempo que tenho não permite e estou desgostoso com a profissão (cansei de “prazos” e de muitas “cabeças” de magistrados).

Quando a música terminar.

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Quando a música terminar,
Quero estar de olhos fechados,
Para não querer observar,
Que você não está do meu lado.

Quando a música terminar,
Pediria ao maestro uma nova canção,
Mas sei que não terei outra opção,
Nem cantar, nem dançar.

Quando a música terminar,
Poderei viver todas as lembranças,
Com apenas um único download,
A festa de uma orquestra de crianças.

Quando a música terminar,
Gostaria de pedir aos amigos a palavra,
Para agradecer o convite de graça,
Do show da vida que eu tive ao amar.

E quando a música terminar,
Terei a certeza da incerteza,
Que a bateria também terminou,
E o meu Ipod ficou de me avisar.

(by Marcelo Hugo da Rocha)

Agenda OAB

XXIII Exame de Ordem Unificado

  • 23.07.2017

    Prova objetiva 1ª fase

  • 07.08.2017

    Resultado preliminar

  • 08.08.2017
    a
    11.08.2017

    Prazo recursal 1ª fase

  • 22.08.2017

    Gabarito definitivo

  • 17.09.2017

    Prova dissertativa 2ª fase

  • 10.10.2017

    Resultado preliminar

  • 11.10.2017
    a
    14.10.2017

    Prazo recursal 2ª fase

  • 24.10.2017

    Resultado definitivo