Como foi a prova do XXV Exame da OAB (3 surpresas!)

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Há uma definição muito clara do que seja o Exame de Ordem, especialmente, a 1ª fase: é uma prova BEM DIFÍCIL. Há 5 explicações fáticas para resumir esta concepção, quais sejam:

  1. 1- Envolve 17 disciplinas jurídicas, portanto, muita coisa
  2. 2- Não há conteúdo programático informado no edital, o que torna o estudo cego
  3. 3- A prova é muito cansativa em razão dos longos enunciados
  4. 4- É uma prova extremamente interpretativa, com casos práticos
  5. 5- Envolve não só legislação, como doutrina e jurisprudência

Seu patamar de DIFICULDADE é compatível com concursos para magistratura e MP, as quais considero as provas objetivas muito complicadas. Há maior dificuldade? Sim, normalmente, as provas de Procurador da República, Juiz Federal, algumas procuradorias, como do BACEN, enfim.

E a prova do XXV Exame? Ouvindo meus colegas, a banca pegou pesado em algumas disciplinas, outras estavam claras e objetivas, e tinha aquelas que alguns temas foram tranquilos, mas um que outro o grau de dificuldade foi bem mais intenso. Mas recapitulando um pouco o passado mais próximo da prova da OAB.

Os XXI e XXIII Exames foram TERRÍVEIS. Saíram da curva da razoabilidade e a reprovação não foi pior no primeiro como no segundo, porque o XXI teve questões anuladas, caso contrário, seria tão PÉSSIMO como.

Dito isso, os XXII e XXIV foram difíceis, mas longe do que foram os exames citados antes. O último, XXIV teve um alto índice de aprovação no final das contas. Assim, tivemos SURPRESAS no XXV?

Sim e posso antecipar 3: 

-> A primeira surpresa, era esperado que acompanhasse o grau de supra dificuldade das últimas provas “ímpares”, mas não seguiu.

-> A segunda, muita gente SAIU CONFIANTE da prova, o que não é tão comum assim, já que muitos preferem calar sobre possível resultado, até porque, saem atordoados diante de tanto stress.

-> A terceira, parece que a prova também não se encaixa no “modelo” das últimas duas provas “pares”.

Antes da divulgação do resultado, ficamos na expectativa que a aprovação poderia ser bem boa, não tanto quanto ao XXIV Exame. Estava bem difícil a prova, mas não o suficiente para gerar um PESSIMISMO COLETIVO. Mas como se sabe, o maior termômetro é a divulgação do gabarito da prova e a respectiva manifestação nas redes sociais dos examinandos.

Por isso, não é de hoje a discordância entre professores sobre o nível de dificuldade, pois os parâmetros podem ser diferentes, do mesmo modo que ocorre entre os seus alunos. Enquanto alguns demonstraram grande preocupação na saída da prova, outros acreditaram que o gabarito oficial iria trazer alegrias.

Publicado o gabarito, talvez uma nova surpresa… (como brinde): não consegui identificar, com clareza, se a aprovação foi média ou baixa, porque alta, certamente, não foi. O grau de dificuldade que o XXV apresentou ficou entre o XXIV (aprovação superior) e o XXIII (reprovação absoluta). Por isso, que não identifiquei se a maioria do silêncio (sem aquela explosão de alegria socializada… “chupa FGV”, “paçei”, “game over FGV”, etc.) quer dizer algo.

Talvez outra surpresa… a disciplina de ÉTICA. Foi tenebrosa! Serve também como termômetro das aprovações, porque muita gente aposta nela como fiel da balança e todo mundo inicia a prova nela.

Sobre as possíveis anulações, acalmem-se, pois o PRAZO RECURSAL inicia 24 de abril, mas sei que o IMEDIATISMO de iniciar a preparação para 2ª fase é muito grande. Por hora, sei que alguns preparatórios já anunciaram 3 questões anuláveis. Na Saraiva Aprova, os professores já avisaram que tem questões, mas em breve passo a vocês, nesta semana ainda, um “resumo da ópera”.

Mesmo assim, quem fez 39 acertos deve apostar na 2ª fase, porque não podemos negar que 1 questão sempre é possível de anulação. E, falando em 2ª fase, minha sugestão de BIBLIOGRAFIA segue abaixo. Todos os volumes são 2018 e trazem teoria, peça e questões comentadas, além de súmulas escolhidas pela incidência, passo a passo de fazer as peças, bem como MODELOS que o pessoal precisa visualizar. Por isso, a série se chama COMPLETAÇO!

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Comentários

  1. Lendo seus comentários, também concordo que algumas questões poderão ser anuladas, a meu ver, também umas três. Quanto ao grau de dificuldades da prova do xxv , a meu ver, foi bem acessível, apesar de um pouco extensa, passível de aprovação daqueles que se prepararam minimamente. Com relação às questões de ética, realmente, a banca conseguiu complicar o óbvio, tirando a oportunidade de gabaritar mesmo àqueles que se prepararam nesta disciplina, pois, em relação a conteúdo x questões, é nesta disciplina que se pode garantir a aprovação.

  2. gostaria de saber se caberia estado de necessidade na quarta questão de penal?? pois aprevalencia me deixou na duvida uma vez que” francisco encontrava-se em dificuldade financeira”????? ASSISTIR A AULA DO PROFESSOR COPOBIANCO E VI QUE ELE COLOCOU UM ESQUEMA DIZENDO QUE ERA PARA O ALUNO OLHAR DE CIMA PARA BAIXO, TIPO : FATO TIPICO
    ANTIJURIDICO
    PROVA DE AUTORIA
    CULPABILIDADE( ESCUSA ABSOLUTORIA RESPOSTA DA PROVA )

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