Exame da OAB paulista reprova mais de 80%

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Reprova

Exame da OAB paulista reprova mais de 80% e entidade defende Marco Jurídico do Ensino” – diz a manchete do dia 17 de outubro do Estadão online. De acordo com a matéria, “pelo terceiro ano seguido, um exame da OAB paulista reprova mais de 80% dos candidatos – e o resultado acendeu um alerta na direção da entidade. Os números do concurso, recém-divulgados, apontam que, de um total de 28.165 candidatos inscritos, apenas 5.064 obtiveram a nota mínima – exatos 17,98%”.

Segundo a reportagem, diante destes índices, o presidente da OAB paulista, Marcos da Costa, lamentou “a baixa qualidade do ensino jurídico brasileiro e a distorção provocada pelo elevadíssimo número de cursos de Direito no País”.

E segue: “A OAB vem tratando do problema há tempos, em encontros com autoridades na próprio Ministério da Educação. Construímos uma proposta de Marco Jurídico do Ensino no País, que foi levado ao MEC. Não sabemos hoje em que pé está essa iniciativa’, disse Marcos da Costa à coluna. “Temos ido a faculdades, tanto públicas quanto privadas, mantido contato com gestores, professores e alunos, para ver o que se pode fazer, se o quadro melhoraria com mais investimentos na educação”, finalizou (pela colunista Sonia Racy, Estadão).

Pois bem, não é de hoje que os índices paulistas do EXAME DA OAB são ruins. É histórico, basta examinar os números da FGV. São Paulo está no 17º lugar no ranking dos Estados que mais aprovaram entre o II e o XVII Exame Unificado. Outro fato não computado é que São Paulo foi um dos últimos estados a aderir à unificação do exame, ainda sob responsabilidade da CESPE.

A prova da OAB/SP sempre foi diferente, comparando com as demais seccionais. Questões de “pura decoreba” e diretas eram o estilo do que se cobrava dos examinandos, bastam pesquisar na internet. O exame da OAB/SP também tinha menos disciplinas. Enfim, era uma prova peculiar e que a qualidade foi revelada quando acabou cedendo e ficando no exame unificado. A partir dali ficou fácil comparar como eram seus examinandos.

E vejam que era para ser diferente, em razão das ótimas faculdades e do poder aquisitivo mais alto do estado mais produtivo do país. Porém, em São Paulo multiplicaram-se as faculdades de Direito e a qualidade se tornou duvidosa em geral.

Esta é a minha conclusão. Mas o Presidente da OAB/SP fala do país em geral quando trata do número “elevadíssimo” de faculdades, não entendo porque não fala da sua seccional por si e não se refere a nenhuma linha sobre um exame que cobra muito mais do que deveria, pois ainda é uma prova meio que irracional para os padrões ilusórios do que se pretende. Fica a dica.

Comentários

  1. Fui aprovado na primeira fase contudo reprovei na segunda fase e , isso me desmotivou porque mesmo tendo sido um bom aluno na faculdade , não foi nada fácil conseguir aprovação na prova da OAB .

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