Gaúchos são menos casamenteiros

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É o que aponta a recente pesquisa do IBGE publicada em Zero Hora hoje. O assunto vem acalhar com a proximidade de um casamento que estarei presente neste próximo sábado e que ontem foi a despedida de solteiro do noivo.

Reunidos entre vários amigos, praticamente, todos casados de papel passado, pois esta característica era avaliada na tal pesquisa, muita informação a gente acaba colhendo entre goles de cerveja, porém, constata-se, ainda, uma certa curiosidade sobre a situação daqueles que “ainda” estão solteiros, dos “novos” pais e dos separados.
Nada como uma rodada de cerveja para catarmos experiências de pessoas que não conhecíamos, mas que se repetem a cada bar, a cada churrasco ou a cada pelada da semana. Todo mundo está cansado de saber que as “pessoas são diferentes”, mas os relacionamentos são praticamente iguais, repetindo-se nos erros e nos acertos. Por isso que digo que vida de psicólogo ou psiquiatra assemelha-se a de advogado, nós com as nossas jurisprudências, e “eles”, com as deles.

A pesquisa diz que entre 1998 e 2008 teve um aumento de 37,4% de casamentos no Brasil. No RS, apenas 4,9% em se tratando de “união oficial”. Por outro lado, no RS o número de divórcios foi menor que a média nacional, 1,1% (2008). No país foi 1,5%. E a explicação para estes números gaúchos cai na diferença de interpretações de especialistas: para alguns, as uniões estáveis estão mais presentes; para outros, o acesso ao “cartório” em outras regiões foi melhorado.

Acredito numa terceira via: os gaúchos, tantos mulheres como homens, são mais seletivos e, portanto, custam mais a encontrar o “par perfeito” dentre de tantas boas opções, que vão da beleza européia do nosso povo até a condições econômicas melhores que o restante do país. Quem já não disse que as gaúchas são as mais belas brasileiras??

Outro dado interessante e que confere bem com a realidade é que a média nacional para “idade de casamento” em 2008 para homens é de 29 anos (em 1998, 27 anos) e para mulheres, de 26 anos (em 1998, 23 anos). E a “idade da separação” é para homens de 39 anos e mulheres, 35 anos. E depois do divórcio, diz a reportagem, homens (7,4%, 2008) se casam mais que as mulheres (4,1%, 2008).

Outra estatística importante, até para avisar os incautos noivos, é que 76,2% das separações são “sem brigas”, ou seja, consensuais, sendo que 71,7% é a mulher que pede mais a separação.

Concluo, então, que a festa de casamento que irei neste sábado do meu amigo Joca só pode ser “exceção à regra” no RS e tenho certeza que esta “exceção” será bem encaminhada, como tantas outras, também entre goles de cerveja e muita alegria. Parabéns, meu guri!

Comentários

  1. Na verdade, o que tenho observado nos mais jovens (abaixo de 35 anos)é que os que aceitam um casamento formal, "só pra fazer vitrine", são aqueles que por algum motivo específico (trabalho, status, situação financeira, etc) PRECISAM DESSE CASAMENTO. O amor é o de menos, é o que menos conta nesse caso, então chegam aos 40 e poucos anos e tudo acaba num divórcio. Cada qual com seu tal…

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