Me formei. E agora?

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Esta foi minha dúvida e creio que de muitos colegas quando nos formamos no longínquo inverno de 1997, há 11 anos (3 de agosto). Era um domingo frio e chuvoso, lembro bem. As turmas 459 (minha) e 469 colariam grau juntas, numa formatura que durou mais de 3 horas e meia na PUC. A turma 159, a primeira 3ª turma de Direito da PUC, tinha colado grau horas antes. Hoje a PUC tem curso inclusive à tarde. São outros tempos, inclusive o nosso “momento” foi bem diferente daquele dos nossos pais, em que se “formar” era praticamente ter emprego garantido.

Mas eu já peguei o canudo e a carteira de “adevogado” na mesma cerimônia, porque já tinha passado no Exame de Ordem (naquela época a gente conseguia esta façanha), portanto, estava, na prática, habilitado para trabalhar! Porém, não foi isso que fiz, porque já tinha me matriculado no curso da AJURIS e fui aprender em dois semestres o que não aprendi durante 5 anos de faculdade: estudar.

A idéia inicial era fazer concursos e o meu primeiro cargo, então, depois de formado, foi ser “concurseiro”. E fiz muitos – menos para ser juiz – apesar de cursar numa escola da magistratura, o que deduzi que ser magistrado não era comigo, pois não sei ser imparcial. Portanto, não tive muitas escolhas, além das alternativas A, B, C, D ou E, para pensar sobre “e agora?”. É verdade, que durante a faculdade, passam muitas idéias ou sugestões para um futuro na carreira jurídica, mas muitas vezes pegamos elas e colocamos dentro de gavetas para resolver “depois”.

Acabei passando em diversos concursos até, mas fui chamado em poucos e escolhi um apenas: fui ser advogado de uma estatal gaúcha, mas nunca deixei de pensar no “e agora?”. E a conclusão é óbvia: não estava satisfeito. E também não estava satisfeito quando concluí a faculdade, porque temos a real impressão que, apesar dos 5 anos, saímos dela “sem saber nada”. Mas ainda sim, no Direito – e especialmente nele -, saímos com uma visão ampla das possibilidades mundanas, e mesmo não seguindo qualquer carreira jurídica, teremos sempre esta breve noção de “tudo”, das relações do dia-a-dia, da possibilidade de responder “doutor, como é isso, como é aquilo”.

Onze anos depois, não tenho certeza, mas não sei se mais de 2/3 da minha turma de formandos continua em alguma carreira jurídica. Tem defensor público, oficial de justiça, promotor, professores, procurador, assessores, e claro, advogados. E os formandos de hoje? Será que a média da minha turma será mantida daqui a 10 ou 11 anos? Tenho certeza que não. Portanto, tenho que comemorar esta data como uma conquista, por ter esta experiência adquirida neste mercado cheio de dúvidas, onde o número da carteira da OAB atual tem uma diferença de 30 mil registros da minha.

E agora? Juntar ou me encontrar com os ex-colegas de faculdade e relembrar como era bom aquele tempo e NÓS SABÍAMOS!

Comentários

  1. É, faz tempo!!! Saudade!!! Eu tava lá e sou das poucas que ainda luto bravamente por essa bonita profissão, a advocacia, mas Deus e so que me acompanham sabem que não é nada fácil, é peleia braba! Mas não desito!!! Temos mesmo que comemorar pois foi uma grande conquista, tem coisas que passamos pelos corredores e salas da PUC que validam ainda mais o nosso diploma…hehe Beijos Ju

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