O que importa estudar para ser aprovado na 1ª fase da OAB?

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A prova do XXIX Exame da OAB está marcada para 30 de junho. Assim, temos pela frente cerca de 30 a 40 dias até a prova. Mesmo que fossem 150 a 180 dias, como se sabe, não é necessário “gabaritar” a prova. O mínimo é 50% de acertos na 1ª fase.  Diante destas certezas, é precisa estudar TUDO?

Sinceramente, não sei dizer o que é “TUDO” para prova da OAB. Como o edital é omisso ao conteúdo programático da 1ª fase, qualquer coisa pode ser cobrada em 17 disciplinas. Portanto, como lidar com a seguinte equação:

QUANTIDADE DE CONTEÚDO X TEMPO DE ESTUDOS

A prova são 80 questões. Então, o necessário é 40 acertos. Uma das formas interessantes de abordar o “jeito” de abordagem do conteúdo é limitar o número de questões para estudar. É uma metodologia que cada dia mais incentivo a ser adotada. Vejam que das 17 disciplinas, SEIS DELAS têm incidência de apenas 12 questões. Outras ONZE, 68 questões. O mapa da prova você saber clicando aqui.

Inquestionável é FOCAR estudar em ÉTICA. Esta é a rainha das disciplinas com maior número de questões da  prova (8 questões, ou seja, 10% da prova) e os temas são restritos a um estatuto, código e regulamento. As outras disciplinas que têm grande incidência são CIVIL, PROCESSO CIVIL e CONSTITUCIONAL. A soma delas é 21 questões, sete de cada.  Somando estas 4 disciplinas já são 29 questões.

O próximo grupo de disciplinas reúnem aquelas que têm 6 questões cada: TRABALHO, PENAL, PROCESSO PENAL e ADMINISTRATIVO. Este grupo, então, representam 24 questões. Soma-se com as outras 29, totalizam 43 questões, ou seja, o suficiente para ser aprovado. No entanto, é temerário estudar apenas estas 8 disciplinas, pois a prova já nos mostrou que a banca volta-e-meia complica uma delas ou mais de uma na mesma edição. Ficar também preso a sorte com todas as demais e chutar uma única alternativa, é ter fortes emoções… Portanto, não recomendamos parar os estudos por aqui.

O outro grupo é representado por disciplinas com 5 questões cada: EMPRESARIAL, TRIBUTÁRIO e PROCESSO DO TRABALHO. Total: 15 questões. Somando com as demais, as 68 questões que acreditamos viáveis de serem estudadas sem precisar muito da sorte ou do humor da banca. Sei que muita gente não gosta ou tem grandes dificuldades em qualquer das disciplinas citadas, especialmente, empresarial ou tributário, ou mesmo administrativo e constitucional. Neste caso, minha sugestão é substituir por outras disciplinas mais enxutas, tanto de conteúdo como de número de questões, p.ex., CDC e ECA. Inclusive estas duas estão no pódio de aproveitamento segundo a FGV em efetividade de acertos.

Então é possível substituir, p.ex., empresarial (5) por CDC (2) e ECA (2) e está tudo bem. O importante é você ficar numa margem de 65 questões, para menos ou mais (desde números seja próximos, até 3 questões).

Veja que esta fórmula chega a eliminar diversas disciplinas da preparação. Se for trabalhar com 65 questões, por volta de 7 disciplinas poderão ser eliminadas sem dó nem perdão! Claro que isso não significa que você não faça simulados das disciplinas eliminadas ou responda questões, pois se aprende muito com este método.

Em outras palavras, estudar por 10 disciplinas não é arriscado, mas é importante que você estabeleça comprometimento e entenda quais você precisa estudar mais para manter uma alta performance em TODAS elas. Veja que não basta acertar metade das questões nestas 10 ou 11 disciplinas, mas estudar para gabaritar! Há uma folga de 20 questões possíveis para errar, mas não dá para pensar nesta possibilidade e inverter a lógica do FOCO TOTAL.

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