O que preciso me preocupar com a 2ª fase da OAB?

Compartilhe:

Carteira OAB

Para quem está diante do início da caminhada à prova da 2ª fase da OAB, independentemente, da área escolhida, fica a dica: a 2ª fase é – teoricamente – mais fácil do que a 1ª fase, no entanto, qualquer descuido, o sonho poderá acabar num pesadelo.

A 2ª fase é, teoricamente, mais fácil do que a 1ª fase porque, ao invés de 17 disciplinas para estudar, você ficará com apenas uma e mais a sua parte processual para enfrentar. Não só isso, mas também será a disciplina que você escolheu por livre arbítrio qualquer que seja o motivo. Olhando os números, o índice de aprovação de quem faz a 2ª fase é maior de quem faz a 1ª fase, portanto, avaliza o que estamos afirmando.

Porém, a caminhada não é fácil, ao contrário, muitas dúvidas surgirão e o temor do dia da prova é bem maior do que na 1ª fase. A razão? O medo de errar a peça. Além disso, surge a expectativa de fazer uma prova sem erros, ou seja, não identificá-la já é um grande começo. Passa na cabeça de todos os examinandos a sombra do ZERO na prova, seja por um descuido, seja por atenção excessiva, criando um ambiente péssimo para realizá-la.

Então, o que preciso me preocupar com a 2ª fase? Elenquei alguns riscos que devem ser evitados:

= [1] = O tempo da prova. São 4 questões dissertativas com subitens e mais uma peça para redigir. Cinco horas parece um piscar de olhos. Assim, a sugestão é você treinar pelo menos 1 vez o tempo da prova realizando algum simulado. A divisão do tempo entre questões e peça deve ser avaliada. É difícil sugerir que o tempo seja dividido de forma simples por 2, porque a peça pode ser extensa ou as questões exigirem muito raciocínio. Matematicamente, sugiro 3 horas para peça e 2 horas para as questões, sendo 30 min. – em média – para cada uma.

= [2] = As questões dissertativas. Todo mundo abraça apenas uma causa: a peça. Morre de medo em errar ou não citar os fundamentos legais do gabarito. Ocorre que a prova também tem 4 questões e o peso é igual. Assim, a sugestão é você refazer todas as últimas provas (pelo menos os últimos dois anos) para avaliar se a banca (e ela faz isso) tem focado em determinados assuntos. Estes, você terá maior atenção. Além disso, examine os gabaritos das questões e compare com as suas respostas. Esta análise é fundamental para compreender como a FGV avalia a pontuação.

= [3] = Não identificar a prova. Leia o edital quando trata da parte da 2ª fase. Lá estão todas as regras e proibições que você deve saber. Os examinandos têm preguiça e acabam relevando esta obrigação, sofrendo, ao final, por infringir regras claras e que já existiam desde o início do exame. Sugiro a leitura destes artigos que escrevi a respeito:

É possível que você tenha identificado a prova 2ª fase OAB?

Eliminação ou reprovação no Exame da OAB: entenda as diferenças!

Recorde em reprovações por identificação de prova da OAB!

Você tirou zero na peça do exame da OAB? Leia isso!

= [4] = A peça. Aqui reside a maior preocupação da prova da 2ª fase e ela se resume em acertar a peça e a fundamentação legal. Assim, a sugestão é praticar e conhecer a relação jurídica com o “nomen iuris”. Fora isso, avançando neste ponto, outra sugestão é conhecer como se faz a correção e a distribuição de pontos nas peças. É fácil, basta baixar as provas no site da FGV “comentadas” pela própria banca. Assim, ao fazer a peça quase se torna automática a soma da pontuação. Acertei o endereçamento: 0,25. Fiz corretamente a qualificação e identificação das partes: mais 0,25. E assim por diante.

Este é um roteiro seguro e que ajudará na sua visão panorâmica sobre a empreitada dos estudos para 2ª fase. Bons estudos!

Comentários

  1. Para ser aprovado na segunda fase o segredo é escolher a disciplina certa, ou seja, aquela que o candidato tem domínio maior. Escolhida a disciplina certa, o bacharel deve estudar, e muito, principalmente os conteúdos que ele não domina. Outra coisa importante são os exercícios cronometrados, o bacharel deve se acostumar com a pressão do tempo, e para isso é necessário ajustar a velocidade de resolução das questões com o tempo de prova. O candidato precisa, também, aprender a controlar o nervosismo e a ansiedade. Na hora da prova deve estar tranquilo e relaxado. Eu, para controlar o nervosismo no dia da prova, sai correr pela manhã, é uma hora antes da prova tomei uma cerveja pilsen leve e bem gelada, não fiquei lendo nenhum tipo de material de estudos. E fiquei longe daquela muvuca de bacharéis nervosos falando um monte de besteiras antes da prova. Aquilo de nada adianta. Estudando e treinando o bacharel passa. Se a OAB fizer besteira na prova, tem a próxima. Não adianta se estressar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *