Pendurei o Dia do Advogado!

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No dia 11 de agosto se comemora o DIA DO ADVOGADO. Para os estudantes de Direito, o DIA DO PINDURA. Também é o DIA DOS ESTUDANTES em geral. E para muitos outros, e bota “muitos” nisso ai, lembrar do ódio ou descaso que tem do seu advogado. Hoje em dia ser ADVOGADO é mais um jeito de ser do que exercer uma profissão
Alguém conhece um ADVOGADO que não advoga? Ou que não exerce a profissão? Alguém conhece um MÉDICO que virou animador de festas infantis ou esotérico? São realidades bem diversas, infelizmente. Só o estado de São Paulo tem mais faculdades de Direito de que todo os Estados Unidos. No Brasil, mais de mil faculdades. Em Porto Alegre, são 7 (no centro, 4).
Pensei muito em escrever a respeito do “meu” dia, porque já tinha feito alguns comentários a respeito sobre o dia da minha formatura e sempre concluo a mesma coisa: excesso de “doutores” na praça. E para minha grande surpresa, em aula que ministrei no último sábado, perguntei aos candidatos ao Exame de Ordem quem buscaria a advocacia depois de alcançar a tão sonhada CARTEIRA, e depois de muito tempo, mais de 50% levantou a mão. A minoria tentaria a vida de CONCURSEIRO.
Mesmo antes de entrar no Direito, tenho que admitir que me preparei para outros desafios, inclusive passei no vestibular de MEDICINA, fui chamado na 3ª lista, mas desisti do tal “chamado” em virtude de algumas razões que descobri depois na área jurídica. Fiz também vestibular para INFORMÁTICA e passei, mas foi apenas para mera preparação. Não posso esquecer de CONTÁBEIS, passei e cursei durante dois anos na federal, mas números nunca foram o meu “forte”…
Mas foi no DIA DO PINDURA que me encontrei enturmado com o pessoal do Direito e pinduramos a conta em duas oportunidades, sendo a primeira inesquecível e foi no restaurante de um professor da faculdade… uma grande festa! Não sei qual é o lado bom da Medicina, além de se auto-receitar, mas no Direito o pindurar pode ser o começo de uma carreira brilhante para aqueles que se tornarão motivo de piadas (talvez perdemos apenas para piada de bêbados e de português).
Sou ADVOGADO sim e com muito orgulho, mas o que eu queria ser mesmo quando era pequeno era ser ASTRONAUTA e viver no mundo da Lua
ps. o mercado seleciona? sim, seleciona: tem aqueles que estão advogando, e tem aqueles outros que estão desempregando
ps2. e o seu namorado faz DIREITO? Não? Pois eu faço!

Me formei. E agora?

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Esta foi minha dúvida e creio que de muitos colegas quando nos formamos no longínquo inverno de 1997, há 11 anos (3 de agosto). Era um domingo frio e chuvoso, lembro bem. As turmas 459 (minha) e 469 colariam grau juntas, numa formatura que durou mais de 3 horas e meia na PUC. A turma 159, a primeira 3ª turma de Direito da PUC, tinha colado grau horas antes. Hoje a PUC tem curso inclusive à tarde. São outros tempos, inclusive o nosso “momento” foi bem diferente daquele dos nossos pais, em que se “formar” era praticamente ter emprego garantido.

Mas eu já peguei o canudo e a carteira de “adevogado” na mesma cerimônia, porque já tinha passado no Exame de Ordem (naquela época a gente conseguia esta façanha), portanto, estava, na prática, habilitado para trabalhar! Porém, não foi isso que fiz, porque já tinha me matriculado no curso da AJURIS e fui aprender em dois semestres o que não aprendi durante 5 anos de faculdade: estudar.

A idéia inicial era fazer concursos e o meu primeiro cargo, então, depois de formado, foi ser “concurseiro”. E fiz muitos – menos para ser juiz – apesar de cursar numa escola da magistratura, o que deduzi que ser magistrado não era comigo, pois não sei ser imparcial. Portanto, não tive muitas escolhas, além das alternativas A, B, C, D ou E, para pensar sobre “e agora?”. É verdade, que durante a faculdade, passam muitas idéias ou sugestões para um futuro na carreira jurídica, mas muitas vezes pegamos elas e colocamos dentro de gavetas para resolver “depois”.

Acabei passando em diversos concursos até, mas fui chamado em poucos e escolhi um apenas: fui ser advogado de uma estatal gaúcha, mas nunca deixei de pensar no “e agora?”. E a conclusão é óbvia: não estava satisfeito. E também não estava satisfeito quando concluí a faculdade, porque temos a real impressão que, apesar dos 5 anos, saímos dela “sem saber nada”. Mas ainda sim, no Direito – e especialmente nele -, saímos com uma visão ampla das possibilidades mundanas, e mesmo não seguindo qualquer carreira jurídica, teremos sempre esta breve noção de “tudo”, das relações do dia-a-dia, da possibilidade de responder “doutor, como é isso, como é aquilo”.

Onze anos depois, não tenho certeza, mas não sei se mais de 2/3 da minha turma de formandos continua em alguma carreira jurídica. Tem defensor público, oficial de justiça, promotor, professores, procurador, assessores, e claro, advogados. E os formandos de hoje? Será que a média da minha turma será mantida daqui a 10 ou 11 anos? Tenho certeza que não. Portanto, tenho que comemorar esta data como uma conquista, por ter esta experiência adquirida neste mercado cheio de dúvidas, onde o número da carteira da OAB atual tem uma diferença de 30 mil registros da minha.

E agora? Juntar ou me encontrar com os ex-colegas de faculdade e relembrar como era bom aquele tempo e NÓS SABÍAMOS!

Quando a música terminar.

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Quando a música terminar,
Quero estar de olhos fechados,
Para não querer observar,
Que você não está do meu lado.

Quando a música terminar,
Pediria ao maestro uma nova canção,
Mas sei que não terei outra opção,
Nem cantar, nem dançar.

Quando a música terminar,
Poderei viver todas as lembranças,
Com apenas um único download,
A festa de uma orquestra de crianças.

Quando a música terminar,
Gostaria de pedir aos amigos a palavra,
Para agradecer o convite de graça,
Do show da vida que eu tive ao amar.

E quando a música terminar,
Terei a certeza da incerteza,
Que a bateria também terminou,
E o meu Ipod ficou de me avisar.

(by Marcelo Hugo da Rocha)

Tolerância zero com efeitos colaterais.

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Está nas mesas de bares, porque a bebida alcoólica está no depósito, discussão sobre a nova lei que trouxe a tolerância zero. Não recordo de uma lei tão comentada desde a Lei da Maria da Penha. Hoje foi publicado em Zero Hora que houve uma queda de cerca de 40% do consumo nos bares e restaurantes de bebidas alcoólica, um dos efeitos colaterais do título desta crônica. Acredito que tenha muita verdade nesta informação, mas acredito também que o prejuízo será maior ainda, pois a cadeia começa no comerciante e termina no fabricante de cerveja, vinho, seja lá o que for que tenha graduação alcoólica (inclusive quem planta cevada e uva).

Outro efeito é a criminalização de cidadãos que, como eu, seremos penalizados pelo novo rigoroso sistema que condena mesmo aquele que bebeu uma mísera lata de cerveja ou um cálice de vinho. Os conceitos de bêbado e criminoso ficaram amplificados, generalizando a situação de culpado. Por outro lado, dirigir emaconhado “não dá nada”, apenas o barato típico da erva. É o que diz a nossa lei penal ou teremos em breve o “sopômetro” para fazer parzinho com o bafômetro. Mas hoje no Jornal Nacional, entre os intervalos do TV Fama, já tem jurista de plantão dizendo que a lei é inconstitucional. No Brasil é sempre assim: num dia se pune; no outro, solta.

Na teoria, a tolerância zero também poderia ser aplicada para outros produtos como alimentos com gordura trans, aqueles industrializados com calorias, açúcares, etc e tal. Vamos zerar tudo que seja ruim, inclusive a nicotina e a fumaça dos cigarros. Vamos também acabar com os políticos corruptos, porque não publicar os nomes de todos aqueles acusados por alguma ilegalidade? Será que a preocupação é não sobrar nenhum para votarmos?

O fato é que já estou fazendo parte da legião dos “preocupados” com a nova lei ao ponto de escolher os bares perto da minha residência e de levar minha esposa a todos compromissos com meus amigos, pois ela não bebe… Motorista e abstêmia, com a nova lei, são todas as qualidades que um homem procura hoje numa mulher… fui um visionário ao me casar!

Já contava meu grande amigo Luzardo: “chegou um bêbado ao outro que estava parado na calçada, ambos saídos juntos de um bar…

- ôooo queee você está fazendooo?
- vou tomar ummm táxi… – respondeu o bêbado ao outro.
- não convém missssturar.

O irresistível mundo dos blogs

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Depois de muita pensar – e até pensar o impensável – descobri que tinha que ter um “blog”. Não sei bem se a palavra tinha seria a mais correta, pois até aqui, na véspera de fazer 35 invernos, porque quem nasce em julho no RS faz “invernos” – e não “primaveras” – sempre usei a internet para o BEM (leia-se “meu bem”). Foram tantos sites que criei, movimentei, administrei, me mandei, ganhei ($$), que um blog não faria sentido algum. Diga-se: um simples blog.

Sou do tempo do geocities, o 1º blog (quando não existia este termo) que se popularizou entre os poucos internautas – comparado atualmente, pois a internet tem mais ibope que a novela – cujo o endereço de acesso parecia o endereço de uma avenida de uma grande metrópole (inclusive a idéia era essa!).

Quem escreve um blog está procurando uma vitrine para expor alguma coisa. Necessariamente. Mente quem diz… “ah, fiz um blog para mim mesmo”… por favor, vamos ser sinceros! Isto aqui é a democratização do “eu” interior para o exterior. Ou alguém na década de 80 saia distribuindo cópias do seu diário, aliás, peça de museu. E eu tive diário desde 1989 até eu crescer finalmente…

Como nesta vida – e na internet – (quase) tudo é rápido, superficial e ligeiro, as pessoas não têm mais tempo, encerro este primeiro texto por aqui… Sim, e a minha grande questão de fazer mais este blog neste universo de informações à distância de um click de mouse? Vou descobrir nos próximos dias… pelo menos o inevitável: cinema, dvd, música, direito e qualquer outra (des) informação (mais uma para a poluição virtual) que eu tiver a livre consciência para escrever.

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