Que prova é essa???

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Ou melhor seria a pergunta: para quem foi feita esta prova?? E “esta” prova a que me refiro é a do último Exame de Ordem (03/2008).

E esta minha impressão é apenas superficial, observando no geral as questões… E tenho como parâmetro também o reflexo imediato de alunos ligando indignados com a prova, daqueles que ligam para saber se há questão para ser anulada (porque tá precisando) e daqueles que deixam de ligar para saber sobre a 2ª Fase por vergonha de seu desempenho…

E aqueles (raros) que passaram contam para nós do desespero de seus amigos e colegas que ficaram bem para trás.

Não existe faculdade muito menos cursinho que faça milagre para o nível de exigência da prova realizada pelo CESPE!! Como trabalhei com as questões (500) para o meu livro até 01/2008, percebi que algumas vezes as questões destoavam em nível de dificuldade dentro da própria disciplina, pois como sabemos, todo concurso público tem questões fáceis (poucas), médias (maioria) e difíceis (restante).

No entanto, observei que não há um padrão “médio” no Exame de Ordem, ou são fáceis ou são difíceis, outras, praticamente impossíveis!

Sempre conto aos meus alunos que certa questão em processo civil levei exatamente 1 hora e meia para conseguir resolver (comentar) todas as alternativas… além das assertivas serem de temas diversos, cada uma trazia uma profundidade muito superior do que deveria ser para uma questão “mista”.

Ou as faculdades de todo o país falam na mesma língua ou o CESPE deverá respeitar a média de dificuldade que o aluno já traz de seu curso, pois é EXAME da OAB e não prova para JUIZ!! Objetivamente, não precisamos disso!

Véspera do Exame de Ordem

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Hoje é véspera do primeiro exame de ordem em que meu livro está sob consulta (e prova) dos bacharéis em Direito. Lançado dia 20 de outubro pelo site da Editora Método e já dia 23 estava no topo do TOP 10 dos mais vendidos, posição esta que se manteve praticamente até hoje. O livro Exame de Ordem Nacional acabou se tornando um grande sucesso na qual, sinceramente, eu não esperava.

Conferindo agora o site da livraria Saraiva, ele é o 8° mais vendido da Editora Método e o 123° na lista geral de todos os livros de Direito (e de todas as editoras). Observado que nunca encontrei nem sombra dele em qualquer uma das 4 livrarias da rede que tem em Porto Alegre e por muito tempo ficou como “indisponível” ou “em falta” pelo site.

Creio que a venda dele foi considerável dentro de um quadro de propaganda apenas “boca-a-boca” de leitores, pois não teve divulgação impressa nem campanha virtual. Por outro ângulo, observo que o mercado editorial já está envolvido com livros específicos para concursos e prova da OAB, mas a linha de “livros com questões comentadas” ainda é bastante nova.

Infelizmente, o aluno de Direito não compra livros durante a faculdade, pois tem a seu “favor” a pasta do professor no xerox, o caderno do colega e a internet. Por isso, “manuais” e “cursos” de Direito, livros que estudei (e comprei) durante a minha faculdade, praticamente não existem mais ou se tornaram “livros de escritórios”.

Tudo é RESUMO, SINOPSE, SÍNTESE, LEITURAS, etc e tal, séries de livros objetivos que vieram facilitar os estudos e compreensão da matéria jurídica para concursandos e concurseiros e que acabaram dentro nas universidades. Outra razão, o preço baixo.

Assim, quando termina o curso, o aluno se depara que a “vida é maior que a faculdade” e não resta outra opção: comprar livros. Observado isso, os livros para concursos acabaram se encorpando e os principais (e mais vendidos) estão entre “manuais” e “cursos”, trazendo facilidades editoriais (e de aprendizado e leitura) ESQUEMATIZADOS, ESQUEMÁTICOS, DESCOMPLICADOS, AVANÇADOS, SIMPLIFICADOS, DIDÁTICOS, etc e tal.

Pena que isso não existia na minha fase concursanda muito menos acadêmica, pois tinha eu que fazer meus resumos e esquemas didáticos ao ler dois ou três autores diferentes sobre o mesmo tema… E isso não faz muito, dez, doze anos…

Agora é o momento de aprovação da minha obra na prática, pois até agora foi apenas na teoria… Boa sorte a todos!

Quase médico

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O subtítulo deste post poderia ser assim: “Vestibular… como vivi e sobrevivi a esta guerra!”

- momento flashback -

Lá em 1990, último ano do 2º grau, bastante influenciado por amigos e pelo desejo do meu pai não realizado, quando veio para capital, de estudar medicina (na verdade ele nunca me disse “filho, vai fazer medicina!”) resolvi tentar ser DOUTOR. Fiz um cursinho preparatório junto com o terceiro ano chamado “Afrânio” (fisica, quimica e matemática) e estudei como nunca tinha estudado até 1990…

Não passei. Entrei 1991 fazendo cursinho novamente no Afrânio, incluindo também aulas no Mauá. Estudei como nunca tinha estudado até 1991…

Passei na UCPEL (Pelotas). Não passei nas demais. Não quis ficar em Pelotas, pois achava que estava bem preparado para PUC e UFRGS, e um guri “da capital” ficaria mal instalado numa cidade 100% úmida e que tinha apenas 2 cinemas “de rua” e decadentes.

Entrei 1992 com mais dúvidas do que certezas: será que eu queria mesmo ser MÉDICO? Não sou muito chegado a ver sangue (só artificial em filmes). Será que era o branco dos aventais das enfermeiras?? Pois também me assustava ver o tamanho dos livros de Medicina (muitos em inglês) e ficar de plantão?!? Hummmm…

Acabei indo fazer DIREITO (literalmente) no vestibular da PUC no meio do ano para “testar” meus conhecimentos, pois não tinha parado de estudar… Reza a lenda que ao fazer a prova pensei comigo mesmo: “se eu for o 1º colocado no vestibular, dai faço a faculdade”. A pressão já era grande – meus ex-colegas já estavam na “facu”.

Então sai o resultado. Passei! (já tinha passado em Informática no ano anterior para “testar”, mas o meu negócio não era computador, principalmente, naquela época, na idade da pedra). Fui buscar o boletim de desempenho (o objetivo do vestibular era esse): 2º lugar no curso e décimo alguma coisa no geral… putz grilo!

Bem, eu disse: “se é para ser advogado, vou seguir a profissão do coroa“. Fui fazer então a tal faculdade (depois disso, todos os meus amigos vieram dizer… “tu não tinha nada a ver com medicina, direito era a tua cara”… pensei, isso é coisa de amigo). Mas acabei pressionado pelo pai (até então, nunca tinha pressionado nada) a fazer também CONTABEIS e fui fazer na UFRGS. Passei sem estudar um livro. Durante praticamente dois anos fiz ambas faculdades.

Contábeis? Tô fora! Ficar fazendo razonetes, crédito, débito, matemática financeira, cálculo I e II, não era para mim. Larguei. O que eu gostava mesmo era das cadeiras de Administração e Economia. Até tentei novamente muitos anos depois voltar, mas a desistência me custou caro pelo o que deixei de conquistar… Só para compensar tanto tempo perdido dentro de ônibus e noites na faculdade… C’est la vie.

- dias atuais –

Hoje me pergunto: alguém ainda faz cursinho? Tem tanta faculdade particular por aí que a antiga maratona de provas virou apenas uma única redação em muitas universidades, outras, apenas o teste da digital… Claro que MEDICINA ainda é a “prova das provas”, pela concorrência de gente que quer ser DOUTOR. Mas concluo que 6 anos de faculdade, mais alguns outros de residência e “sobreviver” a plantões no início de carreira é muito difícil! Para ganhar dinheiro, esta profissão perdeu muita posição e destaque.

Acabei como DOUTOR (somente como pronome de tratamento) em DIREITO, e mesmo assim, hoje apenas como “hobby”, porque o pouco tempo que tenho não permite e estou desgostoso com a profissão (cansei de “prazos” e de muitas “cabeças” de magistrados).

Era uma vez…

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Era uma vez um sujeito, nascido de pais concurseiros e que se tornaram “funcionários públicos” efetivamente, que tinha pouca idade ou nem um mínimo de condições para decidir o que gostaria de “ser” quando crescesse.

Primeiro, astronauta, na época que vivia olhando para cima do berço e tinha uma constelação de plástico pendurada. Depois, piloto de carros, com os carrinhos que ganhava de Natal. Passou a fase e o sonho era ser General, com tantos soldadinhos para comandar todos aqueles exércitos azuis e verdes. Veio, então, as quadras de futebol no colégio, e o negócio era investir na carreira de jogador de futebol! Então surgiram as sessões de cinema com a namoradinha do colégio, e ser o novo 007 era o que definitivamente ele gostaria de fazer para o resto da vida!

Vieram os livros e, com certeza, ele não queria ser bibliotecário, muito menos escritor! Pensador ou estudioso, nem em pesadelos! Rapidamente, cruzou o 2º grau, na corda bamba, e pensou em até ser trapezista… Mas acabou na faculdade de Direito, novamente, livros e provas. Porém, vivia no barzinho que frequentava só publicitário e jornalista, no entanto, muitos temiam que “morreriam de fome” porque eram dois jornais na capital e agências se contavam nos dedos.

Terminou a faculdade e pela inércia caseira tomou o mesmo rumo dos pais: concursos públicos. Fez muitos, passou em poucos, foi chamado em dois ou três e assumiu em apenas um. Cinco anos depois já estava desempregado, ou melhor, “sem clientes”, porque não existe advogado desempregado, existe advogado sem clientes! Mais um concursinho ali outro acolá e carreira de concurseiro foi encerrada… Profissão? Concurseiro!

Eu gostaria de rezar para que DEUS permita que todo concurseiro, nem que seja pelo menos uma única vez, passe em algum concurso público. E para aquele bacharel em Direito que queira ser advogado passe no Exame de Ordem. Como ex-concurseiro sei das dificuldades desta “profissão”… Mas como a grande maioria dos católicos brasileiros, minha dívida com DEUS é grande o suficiente para que o DIABO já tenha colocado o meu nome no SPC e SERASA divino e desconfio que até protestada a minha dívida já foi no cartório do purgatório!

Noite de autógrafos.

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Saiu no site da OAB/RS hoje: “O Departamento Cultural-Artístico da OAB/RS promoveu na noite desta quarta-feira (5), no Espaço Memorial da Praça da Alfândega (antigo prédio dos Correios), o OAB Autografa. O evento foi prestigiado pelo presidente e pela secretária-geral adjunta da Ordem gaúcha, Claudio Lamachia e Maria Helena Camargo Dornelles, e pelos coordenadores do Departamento Cultural Mariza Nonohay e Eduardo Medina Guimarães”.

Continua o texto… “Estavam autografando suas obras os autores (…) Marcelo Hugo da Rocha (Exame de Ordem Nacional – Questões Comentadas) (…). Estavam também presentes conselheiros, membros de comissões da OAB/RS, entre outros” (grifei).

Apesar da restrição de convidados por autor, no máximo 5, esta limitação acabou não acontecendo na prática, pois não houve controle de lista como prometeram. Por isso, deixei de convidar “todo mundo”… Bem, de qualquer sorte, minha intenção era prestigiar o evento, pois segundo a responsável, Adriana, ele estava sendo organizado desde o ano passado e a idéia de juntar autores advogados era muito boa para a própria OAB e para os autores, é claro, devido à divulgação realizada.

Muitos autores faltaram, apesar dos nomes na mesa. Fiquei ao lado do famoso criminalista Jader Marques e sua obra “Tribunal do Júri. Considerações Críticas à Lei 11.689/08 de acordo com as Leis 11.690/08 e 11.719/08″. Para mim, era a realização de participar de uma FEIRA DO LIVRO de Porto Alegre como “autor” e foi uma experiência muito boa, apesar do meu livro estar ausente nas prateleiras das livrarias especializadas por falta de exemplares mesmo… Nem na distribuidora ISASUL tem mais a obra, só para semana que vem.

Agradeço aos “meus convidados” e as minhas colegas “furonas” que apareceram, a Sabrina e a Juliana, realmente, amigonas!

Ps. o copo de champagne foi para soltar a caneta…

Paulo Coelho que se cuide!

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Alguém brincou comigo quando comentei da minha surpresa em relação ao fato do meu livro estar em 1º lugar de vendas no site da editora antes mesmo de ter uma fotinho na página inicial do portal da Método… “Paulo Coelho que se cuide!”.

Mas retrucava eu… “Pois é, mas o livro está em 2º lugar de vendas no site do APROVANDO e perde para uma agenda jurídica de 2009… hehehehe”… Ou seja, AGENDA JURÍDICA é “best-seller”!!

E para minha surpresa hoje, também estamos em 1º lugar no site APROVANDO (que é o principal canal de vendas para concursandos do país)!! Ganhamos a posição e o título na última curva do TOP 10 da livraria…. hehehehe.

Fico muito feliz e realizado com os primeiros elogios públicos de pessoas que compraram o livro e estão adorando! E não são meus alunos! São de pessoas que não conheço e de diversas partes do país… Espero que o livro ajude de alguma forma, mas a principal: a aprovação no Exame!

Mas vou torcer para a AGENDA JURÍDICA 2009 continuar no G4, pois todos nós precisamos nos organizar para o ano que vem… hehehe… e vem CD grátis!

Exame de Ordem Nacional

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Finalmente, depois de uma temporada junto à uma biblioteca de um mosteiro do Século II nas Ilhas Canárias para finalizá-lo (brincadeirinha), meu livro está à venda, inicialmente, pelo site da Editora Método. Desde segunda-feira à noite (20/out) no site, estreamos ontem pela manhã no TOP 10 de vendas da editora. Às 15 horas, já estávamos em 7º. Acordei hoje em 2º. E, por volta das 14 horas, o MAIS VENDIDO no site.

A previsão é semana que vem começar chegar às livrarias.

Em um primeiro momento, estou curioso para saber da onde estão chegando os pedidos, pois a divulgação foi apenas internet e por meios não oficiais. Estamos divulgando também no site do Retorno Jurídico, até porque nossos alunos receberão ele gratuitamente. E o link para compra indica o site da editora.

O livro não está na capa do site da Método, com evidência apenas no link “lançamentos”.

A livraria virtual APROVANDO também está vendendo e não está na capa. É o SEGUNDO mais vendido.

Estas horas têm sido maravilhosas para mim! Agradeço a todos por este momento de realização e espero que esta obra seja uma grande amiga nas horas de estudo, pois Exame de Ordem não tem segredo:

DEDICAÇÃO + ESTUDO CORRETO + CONCENTRAÇÃO.

Bons estudos e SUCESSO!

Capadura a macete

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O adjunto de promotor público, representando contra o chirú Manoel Duda, porque no dia 11 do mês na Província de S.Pedro, quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado chirú que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito índio abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará.

Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia Pires e Juvenal Alves Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o malacara Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o dito Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Tininha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um perverso perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até em homens.

CONDENO: O desviado do bons costume Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro. Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos

Juiz de Direito da Vila de São Sepé Rio Pardo, 15 de Outubro de 1833.

(Fonte: Instituto Histórico do Rio Grande do Sul)

Agenda OAB

XXIII Exame de Ordem Unificado

  • 23.07.2017

    Prova objetiva 1ª fase

  • 07.08.2017

    Resultado preliminar

  • 08.08.2017
    a
    11.08.2017

    Prazo recursal 1ª fase

  • 22.08.2017

    Gabarito definitivo

  • 17.09.2017

    Prova dissertativa 2ª fase

  • 10.10.2017

    Resultado preliminar

  • 11.10.2017
    a
    14.10.2017

    Prazo recursal 2ª fase

  • 24.10.2017

    Resultado definitivo