Síndrome da “Maria vai com as outras”: é obrigado fazer a prova da OAB?

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Exatamente hoje, dia 24 de maio de 2019, saiu o resultado preliminar da 2ª fase da OAB, o que significa, hoje, o Brasil tem novos advogados e advogadas prontos para encaminhar sua carteira profissional. Porém, muita gente acaba por não conseguir e precisa ou tentar outra vez ou recorrer ou mesmo desistir, se for o caso.

Este texto serve para quem não viu o seu nome na lista de aprovados e que tem dúvidas sobre em seguir adiante. Mas a premissa deste texto foi de um desabafo de uma aluna que recebi também hoje, pois ela está se preparando para a 1ª fase do XXIX Exame da OAB, cuja prova é 30 de junho. Claro que vou omitir o nome, mas a base da resposta que dei a ela decidi complementar e trazer aqui para vocês. O objetivo não era dizer DESISTE ou CONTINUE, mas trazer a reflexão para ela, pois não foi a primeira vez que recebi este tema e nem será a última, visto que é bastante comum entre os formandos.

Bom dia!! Tudo bem? Gostaria muito de uma ajuda sua… Não quero advogar, compensa eu continuar fazendo a prova da OAB? Ando muito desanimada, não tenho paciência pra fazer simulado e estudar, trabalho atualmente em um escritório e não sou feliz. Acredito que estou ainda por me descobrir, estou perdida, ninguém me entende. Poderia me ajudar?

Minha resposta.

Olá fulana, seja bem-vinda!

No meu livro Poder da Aprovação, você encontra em qualquer livraria (fica a dica de leitura – clique aqui), o primeiro texto que escrevo é: “compro uma bicicleta ou faço a prova da OAB/concurso público”.

Vejo que muita gente ao estar próximo da formatura entra no que diríamos na síndrome da “maria vai com as outras“. Ou seja, todo mundo vai lá fazer a prova da OAB. O problema é que muita gente não sabe exatamente do porquê de fazer o exame e sofre com as dificuldades.

Entendo, assim, perfeitamente o que você está passando.

Quando você afirma que não deseja advogar (é importante você se perguntar do porquê), grande parte da motivação de fazer a prova cai por terra. Veja que cada vez mais as opções que não precisam ter a carteira da OAB são maiores, digo isso, por que, recentemente, nem para DEFENSOR PÚBLICO é necessário ter a carteira.

Sei que precisa comprovar a experiência, mas ela pode ser conquistada de outras maneiras para seguir em outras carreiras, como JUIZ, DELEGADO, PROMOTOR, etc.

Você diz que não é feliz no escritório, mais uma vez, não apenas saber do porquê, mas entender estas razões para que elas mesmas possam indicar um futuro melhor para você. P.ex. não gosto da rotina do escritório. Ok, mas que tipo de rotina profissional você gostaria de ter?

“Acredito que estou ainda por me descobrir, estou perdida, ninguém me entende.”

A notícia boa é que não há uma idade para se dizer que a gente “tem que se achar”. Pode ser com 5 anos (“quero ser médico”) ou com 50 anos (“quero ser voluntário na África”). Portanto, não se martirize com isso, ok? Quantas vezes você vai ter certeza, p.ex., que achou o “amor da vida” e vai se enganar? Pois então, eu mesmo achei isso algumas vezes e aprendi a lidar com tais crenças.

O melhor é enfrentar dilemas como “deixa a vida me levar, vida leva eu” o quanto antes para não se arrepender no leito de morte de não ter largado tudo e ter morado junto aos monges budistas no Himalaia. Sem que exagero nas palavras, mas é para você tirar uma “média” dos extremos e contextualizar a situação que passa agora e do que gostaria de enfrentar nos próximos 5 anos.

Pode acreditar, todo mundo que se aposenta na ZONA DE CONFORTO vai viver o restante dos dias pensando no “E SE”. Com 45 anos fui fazer graduação em PSICOLOGIA e todo dia eu lembro que nunca vou sofrer com o “E SE”. Desistir ou não desistir cabe somente a você. E lembro, por fim, não é feio desistir; feio é desistir da vida, pois ela é rica em oportunidades!

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